Semagro reúne técnicos de 16 instituições para discutir aparecimento de cigarrinha do milho

A Semagro reuniu na quinta-feira (10), técnicos de 16 diferentes instituições do Mato Grosso do Sul envolvidos com a produção de milho para colocar em pauta o início do aparecimento da doença do enfezamento do milho, causada pela cigarrinha. O encontro foi idealizado pelo secretário Jaime Verruck, que deu abertura aos trabalhos falando da preocupação do Governo do Estado com os relatos recebidos.

 

O superintendente da Semagro Rogério Beretta, que mediou a reunião virtual, explicou que a discussão está acontecendo antes que isso se torne um problema maior, já que sua incidência pode acarretar prejuízos econômicos para os produtores rurais. “Discutimos mecanismos de conscientização dos produtores, capacitação dos técnicos para identificação da doença e para o controle da doença buscando na pesquisa métodos de controle biológico e químico e a identificação de variedades resistentes a doença”., explicou.

 

Durante a reunião, a Aprosoja apresentou um projeto inicial e resultado do encontro ficou acertado com o grupo, a Associação irá capitanear as contribuições dos participantes para agregar ao projeto apresentado e preparar um conjunto de medidas a serem tomadas pelo Governo e instituições de forma preventiva.

 

Reunião virtual

Cigarrinha do milho

Considerada uma das mais sérias pragas de milho da América Latina, a cigarrinha (Dalbulus maidis) além de acarretar perdas na produtividade tem potencial para, através da transmissão de patógenos como viroses e enfezamentos, causar problemas indiretamente. O crescente aumento de casos pode ser explicado, em parte, pela presença de tigueras de milho, nas lavouras de soja.

 

Mato Grosso do Sul tem um ambiente favorável à multiplicação da praga, pois no Estado prevalece sistema de produção em que se cultivam poucas culturas na grande maioria das áreas, muitas vezes sem a rotação e sucessão necessárias à maior diversidade de inimigos naturais. Desta forma, o cultivo sucessivo destas culturas faz com que muitas pragas se adaptem ao sistema. Aliado a isto outros fatores como condições climáticas favoráveis, altas temperaturas e inverno ameno tornam-se ideais para sua multiplicação. A cigarrinha do milho apresenta ocorrência nas diversas fases da cultura. No entanto, pode ser considerada como uma praga inicial.

 

Este hemíptero, quando na fase adulta, mede de 3mm a 4,5mm de comprimento, sendo de coloração amarelo-palha. É frequentemente encontrado no cartucho do milho. O ovo, amarelado, apresenta um período embrionário em torno de nove dias, sendo colocado dentro dos tecidos das plantas, preferencialmente na nervura central da folha. As ninfas passam por cinco instares, por um período médio de 17 dias -20 dias. O ciclo completo varia de 23 dias a 40 dias.

 

De modo geral a região Centro-oeste do Brasil apresenta uma grande diversidade de ambientes onde se observa áreas com cultivos de verão e 2ª safra (“safrinha”), áreas somente com o cultivo de verão, e áreas com até 2,5 safras (áreas irrigadas onde o produtor, em função do mercado, faz a escolha do período a semear a cultura do milho, diante da condição econômica).

 

Os prejuízos de modo geral levam a perdas médias em algumas regiões na ordem de 10% a 30% de produtividade. No entanto, pode se chegar a 100% de prejuízos com ataque das viroses e enfezamentos.

 

Vários estudos mostram que a planta, ao adquirir a doença na fase inicial, tende a mostrar maiores prejuízos, levando até mesmo a não produzir a espiga. Já foi observado em alguns casos no Brasil que, com este menor desenvolvimento as plantas tendem a cair em função do vento, levando a prejuízos por ocasião da colheita e a dificuldades para a operação mecanizada.

 

Além dos danos diretos e indiretos desta praga, vale salientar que ao promover menor desenvolvimento das plantas, o inseto pode provocar alterações no manejo da cultura, pois espaços com plantas menores favorecem a emergência de daninhas, que além de serem competidoras por recursos diminuem a produtividade e afetam também a qualidade dos grãos produzidos.

 

Com recordes de valores de soja e milho, VBP de 2020 é estimado em R$ 716,6 bilhões

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, com base nos dados de junho, está estimado em R$ 716,6 bilhões, 8,8 % acima do obtido em 2019 (R$ 658,8 bilhões). O valor das lavouras cresceu 11,6 % e o da pecuária, 3,4%. O aumento do valor das lavouras deve-se principalmente aos desempenhos de arroz (12%), soja (19,8%), milho (13,7%), café(39,3%) e laranja (9,8%).

 

Estes cinco produtos vêm puxando o faturamento das lavouras, segundo o estudo do Departamento de Crédito e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

“O milho e a soja obtiveram valores recordes ao longo da série histórica desde 1989: R$ 76,1 bilhões e R$ 173,5 bilhões, respectivamente”, aponta o coordenador da pesquisa, José Garcia Gasques. Na pecuária, o crescimento vem sendo estimulado pela carne bovina (11,8%), carne suína(5,6%) e ovos (15,5%).

 

 

Outros produtos tem apresentado bom desempenho, como amendoim, cacau, cana-de-açúcar, feijão e trigo. Desempenho pouco favorável é observado nas culturas de algodão herbáceo, banana, batata inglesa, mamona, tomate e uva.

 

“Além dos resultados favoráveis da safra de grãos deste ano, que segundo a Conab está prevista em 251,4 milhões de toneladas, os preços agrícolas também são um fator importante na garantia dos resultados que vêm sendo observados”, explica Gasques.

 

A pecuária tem sido beneficiada pelas boas condições do mercado internacional. De janeiro a junho deste ano, as exportações de carnes, bovina, suína e frangogeraram umareceita de U$ 8 bilhões (Agrostat, 2020). O valor das exportações de carne bovina foi de U$ 3,927 bilhões, carne suína, U$ 1,07 bilhão, e carne de frango, U$ 3,09 bilhões. Nesse período, as exportações de soja geraram U$ 23,928 bilhões.

 

Os resultados do VBP regional indicam Mato Grosso liderando o ranking com 17,5% do valor, seguido do Paraná (12,8%), São Paulo (12,7%), Minas Gerais (10,7%) e Goiás (8%).

 

Indicador

 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é um indicador de desempenho da agropecuária. É considerado também um indicador do faturamento. Com atualizações mensais, seu cálculo é efetuado para os estados e regiões brasileiras, com dados de 21 produtos de lavouras e cinco atividades da pecuária.

 

O VBP é obtido pela multiplicação da quantidade produzida pelo preço recebido pelo produtor. Como as estimativas de safras divulgadas mensalmente referem-se à previsão para o ano, a estimativa do VBP também é anual. Na pecuária, como as informações do IBGE são trimestrais, a cada três meses, são atualizadas as informações de quantidades.

 

A fonte de dados de produção é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE. Para os produtos da pecuária, a fonte também é o IBGE. Os preços são da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e CEPEA – USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), órgão da Universidade de São Paulo. Os valores reais são obtidos com o uso de IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas.

 

Fonte: Mapa

Foto: Foto: iStock/Mapa

Técnicos irão a campo conferir novamente área plantada com milho em Mato Grosso do Sul

Técnicos do Projeto Siga/MS irão a campo novamente nos próximos dias para verificar in loco a dimensão da área plantada com milho no Estado. Dessa forma será possível estimar com mais precisão o volume de grãos do cereal a ser colhido nessa safra, que se aproxima da maturação. A dúvida surgiu ao conferir nas imagens de satélite a presença de culturas parecidas com o milho – como gramíneas e sorgo – e cujas áreas podem ter sido contabilizadas para o cereal.

 

O Projeto Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) é uma desenvolvido em parceria entre a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), a Famasul (Federação da Agricultura de MS) e a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja do Estado). Todas as semanas é divulgado um boletim informando sobre o andamento da principal cultura da época (clique aqui para fazer o download).

 

O presidente da Aprosona/MS, André Dobashi, explica que a equipe esteve a campo na primeira quinzena de maio, quando as plantas de milho ainda estavam em estágio inicial de crescimento. “A partir desses dados, foi estimada uma safra de milho menor do que a previsão inicial, saindo de 1,977 milhão para 1,900 milhão de hectares”. Mesmo com eventual revisão que se faça a partir da segunda visita dos técnicos, Dobashi acredita que a área final do milho ficará muito próxima de 1,9 milhão como estava previsto desde maio, “sem alterações significativas nem para mais, nem para menos”.

 

Em comparação com a área da safra 2018/2019, que foi 2,173 milhões de hectares, houve uma redução de 12,57% da área plantada com milho no Estado. A produtividade média esperada também diminuiu devido a problemas de estiagem que atrasou o plantio. No ano passado foi de 88 sacas por hectares e neste ano deve ficar em 72 sc/ha, o que pode resultar numa produção total de 8,208 milhões de toneladas.

Formação online é alternativa para quem busca qualificação e otimização do tempo

Flexibilidade, acessibilidade, interatividade, conteúdo e certificação são apenas algumas das características do ensino a distância, modalidade em pleno crescimento no Brasil. Um monitoramento do controle da qualidade de aprendizagem feito pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), mostra equivalência de 41,7% no nível de conhecimento específico dos cursos nos formatos remoto e presencial.

 

O levantamento corresponde ao ciclo avaliativo de três anos, com divulgação de dados no ano de 2018.

 

De acordo com o professor, especialista em psicologia da comunicação, João Vianney, alguns fenômenos provocam a migração de alunos, entre eles o custo. “As mensalidades de EAD custam 70% menos do que o presencial. Então, os alunos se perguntam: se o meu curso pode ser feito online e com as mesmas condições, por qual motivo eu continuaria pagando mais e me deslocando para as aulas?”, comenta.

 

Com a pandemia da Covid-19, o uso de tecnologias no compartilhamento de informações ganha ainda mais força. “Todos os meios e métodos para fazer chegar à educação são utilizados. As ferramentas digitais dão apoio ao trabalho dos professores e facilitam o aprendizado dos alunos. Quem não dominar este cenário, ficará ultrapassado”.

 

O nível de exigência, avaliações, programação exige disciplina dos alunos. A gestão de tempo e a capacidade de interação com os outros participantes e professores, além de desenvolver habilidades importantes para a vida profissional, potencializam o conhecimento.

 

Fonte: Famasul

Agraer segue firme na apresentação de Projetos de Crédito Rural no Novo Plano Safra

O Governo do Estado, por intermédio da Agraer/Semagro, segue contribuindo e apoiando os agricultores do MS, a exemplo do que vem ocorrendo no município de Ivinhema. Os projetos técnicos apresentados têm a natureza de aperfeiçoar os diferentes sistemas de produção daqueles agricultores.

 

O Pronaf, principal linha de crédito acessada, através dos agentes financeiros: Banco do Brasil, Sicredi e Cresol, em Mato Grosso do Sul. A Agraer contribui com cerca de setenta por cento (70 %) dessas propostas.

 

O servidor da Agraer de Ivinhema Arizoly Mendes, destaca: “A parceria com a Secretaria de Agricultura do Município, Sindicato Rural e Associações de Produtores, formais e informais, é muito importante para que produtores alcancem os objetivos desejados junto ás políticas públicas destinadas à agricultura familiar e aos produtores de pequena escala, em geral”.

 

No dia 3 de julho (sexta-feira), o Dr. Arizoly esteve no sítio Santa Fé, na Gleba Azul, do Sr. Hamilton Arents, juntamente com sua filha, estudante do curso técnico de agropecuária e já acompanhando as decisões da propriedade que, assim como seus dois irmãos, pretendem continuar na atividade rural.  Na oportunidade, foi realizada vistoria para elaboração do Projeto, discutindo a aquisição de vinte (20) matrizes Jersey-Holanda, a fim de melhorar a genética de seu rebanho.

 

O produtor produz, em média, 250 litros/dia, ao longo de todo ano, com certa estabilidade, em duas ordenhas diárias, em razão da oferta de alimentos, já que dispõe de 30 piquetes de pasto, dos quais 20 irrigados. Fornece também cana de açúcar e suplementos concentrados. A meta do produtor é passar para uma faixa de 500 a 600 litros por dia.

 

Com a perspectiva de aumento da produção, a demanda de mão de obra necessária para tocar a atividade deverá aumentar, gerando novos postos de trabalho no campo.

 

A propriedade conta com uma capineira de BRS capiaçu de três (3,0) hectares. Essa área foi implantada com mudas produzidas pela Agraer/Cepaer, em Campo Grande, e instalada com orientações técnicas da Agência. O produtor recém ampliou em mais um (1,0) hectare de capineira. Essa área de capineira é utilizada para fornecimento de capim picado no cocho às vacas leiteiras e para produção de silagem, para alimentar as trinta (30) cabeças do rebanho, sendo vinte e uma (21) matrizes leiteiras.

 

Do Pronaf

 

O Pronaf tem uma taxa de juros razoável, variando de 2,75 a 4,0 % ao ano, prazos para pagamento de até dez anos e carência para início de pagamento de até três anos, dependendo da linha acessada. Em função do grupo que o produtor se enquadrar e o do sub-programa do Pronaf, poderá fazer jus ao bônus de adimplência.

 

Os sub-programas do Pronaf são: Pronaf AgroindústriaPronaf MulherPronaf AgroecologiaPronaf BioeconomiaPronaf Mais AlimentosPronaf JovemPronaf Microcrédito (Grupo “B”)Pronaf Cotas-Partes.

Proposta do Senar/MS é selecionada para programa nacional de aceleramento do campo

Uma máquina classificadora de grãos. Este é o conceito da proposta apresentada pela equipe do AgroUp Senar Mato Grosso do Sul selecionada para o programa ‘Acelera Campo’. A iniciativa, que reúne empreendedores titulares de projetos de inovação tecnológica, é realizada pela Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), com apoio do Sebrae.

 

A proposta aprovada pelo Campo Lab, em Goías, foi uma das escolhidas no evento de inovação ‘Design Sprint’, realizado em Dourados (MS), em 2019. “Buscamos fomentar ideias e soluções locais para o agro. Vamos amadurecer a solução para que se torne um produto comercial. MS tem um ambiente muito favorável para inovação, mesmo ainda com um ecossistema em estágio inicial”, comenta o coordenador do AgroUp do Senar/MS, Rodrigo Scalabrini.

 

Os avaliadores levaram em consideração quesitos como: clareza na descrição, diferenciação e inovação do produto, benefícios sociais, ambientais e a capacidade de solucionar problemas reais dos produtores rurais.

 

Os envolvidos no projeto passarão por um treinamento em ambiente virtual, ação que prepara para a próxima etapa. “Temos pela frente o ‘Demoday’, que é a demonstração de todo o aprendizado e o amadurecimento da proposta; uma oportunidade para interagir e apresentar a potenciais investidores e representantes das instituições organizadoras”, acrescenta.

 

Além de Scalabrini, participam do projeto o engenheiro agrônomo Edilson Oliveira Jr., a técnica agrícola Thainara Caroline dos Santos e a publicitária Ana Lina Farias.

 

O diretor do Centro de Excelência, Francisco Paredes, coloca o AgroUp à disposição de produtores rurais e da população geral, para conectar soluções a startups. “O Sistema Famasul tem participado ativamente das atividades rurais e conhece bem os desafios das principais cadeias produtivas no estado. Levar uma proposta de solução ao programa de Goiás, deixa clara a nossa intenção de introduzir novas tecnologias nas propriedades rurais”, explica.

 

Fonte: Famasul

Agraer faz parceria com indústria de fosfato de rocha natural para ver resultados da aplicação

Na última terça-feira, dia 30 de junho, estiveram presentes no Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer – Cepaer, em Campo Grande, próximo ao Detran, o Superintendente da Semagro, Rogério Beretta, Thiago Ximenes, da Semagro, o consultor João Pedro Cuty Dias, da Indústria de Fosfato Natural Edem, Fernando Nascimento, Diretor Executivo da Agraer, pesquisador Sandro Cardoso, Coord. de Pesquisa Vitor Oliveira, chefe de campo Antonino Hipólito, zootecnista Tatiane Batistote, para uma visita à área de campo do projeto de pesquisa desenvolvido pela equipe do Cepaer, com apoio da Indústria Edem.

 

O Coordenador do projeto Sandro Cardoso lembrou que essa parceria teve total apoio do Diretor-Presidente da Agraer André Nogueira Borges, que foi procurado pela empresa Edem e demonstrou, a ela, a importância de firmar uma parceria para que o produto fosse avaliado dentro de parâmetros científicos, pois assim, poderíamos levar aos agricultores do Estado uma orientação segura e economicamente viável para pecuaristas de leite e de corte, assim como para produtores de grãos.

 

O projeto de pesquisa: Efeito do Fosfato Natural de Rocha de Bonito no consórcio entre gramínea (Brachiaria brizantha cv. Piatã) e leguminosas (Stylosanthes guianensis cv. Bela e Stylosanthes spp. cv. Campo Grande), em sistema Silvipastoril com Baru (Dipteryx alata).

 

Período de Execução: 2019 a 2024.

 

Parceiros da Agraer/Cepaer: Empresa de Desenvolvimento em Mineração e Participações Ltda – Edem; Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte – Embrapa/CNPGC; Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul -Uems/Aquidauana.

 

Objetivo Geral: Avaliar o efeito de diferentes doses de Fosfato Natural de Rocha de Bonito (FNRB) no consórcio entre gramínea (Brachiaria brizantha cv. Piatã) e leguminosas (Stylosanthes guianensis cv. Bela e Stylosanthes spp. cv. Campo Grande), em sistema Silvipastoril com Baru (Dipteryx alata). Foram aplicadas doses de 500, 1.000, 1.500 e 2.000 Kg/ha.

 

Objetivos Específicos:

 

  1. a) – Avaliar a produção de massa seca das forrageiras;

  2. b) – Quantificar a disponibilidade no solo dos elementos que compõe o Fosfato, em especial o P2O5 ao longo dos anos de avaliação;

  3. c) – Determinar a atividade biológica do solo e correlacionar com a disponibilidade dos elementos químicos;

  4. d) – Determinar o valor nutricional das forrageiras em função dos diferentes tratamentos com Fosfato;

  5. e) – Elaborar artigo científico, publicar e difundir os resultados junto aos agropecuaristas de Mato Grosso do Sul;

  6. f) – Realização de um dia de Campo no Cepaer, para agricultores e técnicos.

 

O superintendente Beretta, lembrou que: “esse tipo de parceria é muito importante para que o Estado, que a cada dia tem mais dificuldades para atender as necessidades da sociedade, possa atender as expectativas dos empresários rurais, gerando conhecimento e informações que reduzam o risco e os custos de sua atividade”.

 

“O fosfato é um produto que além de fornecer fósforo para o solo, também melhora a microbiota (micro vida) do solo, com isso esse solo proporcionará às plantas, maior capacidade de resistência aos períodos secos, ao ataque de pragas e doenças, por exemplo”, comentou o Consultor Eng. Agr. João Pedro.

 

Em breve, a Equipe, após as primeiras avaliações de resultado, possivelmente terá alguns indícios de quão promissores serão os resultados da pesquisa.

Solução: Produtores de Mato Grosso do Sul recebem do Incra títulos definitivos de lotes

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, entregaram ontem (3), em Campo Grande (MS), 153 títulos definitivos a beneficiários dos Projetos de Assentamento Tamarineiro II (112 títulos) e Paiolzinho (41 títulos), localizados em Corumbá. O ato foi realizado por meio de chamada de vídeo na sede da Superintendência Regional do Incra.

 

A ministra conversou por telefone com um dos produtores que recebeu o título. “Queremos ver vocês donos de sua terra, na posse do lote regularizado. Isso que o Incra e a política do presidente Jair Bolsonaro, que nos recomendou que fizesse isso em todo o Brasil”, disse a ministra.

 

“O que estamos entregando hoje (ontem) é um direito de vocês, é a realização de algo que já deveria ter acontecido há muito tempo”, disse o presidente do Incra.

 

O Projeto de Assentamento Tamarineiro II foi criado em 1995 e tem atualmente 309 famílias em uma área total de 10.635 hectares.Já o PA Paiolzinho foi criado em 1996 e conta atualmente com 65 famílias assentadas em uma área de 10.635 hectares. O Mato Grosso do Sul tem ao todo 204 assentamentos, onde vivem 27.764 famílias, ocupando uma área total de 716.212,19 hectares.

 

Viaturas

 

A ministra e o presidente do Incra também entregaram para a superintendência do Mato Grosso do Sul sete viaturas novas para o trabalho dos servidores. Ao todo, o Incra repassou 91 viaturas novas e quatro remanejamentos de veículos entre as superintendências de todo o país. As novas caminhonetes serão usadas para ampliar as ações em campo como fiscalizações e apoio aos assentamentos.

 

“Fiz questão de vir aqui hoje |(ontem) para entregar esses caros para vocês. Para mostrar que, apesar de todas as dificuldades que o governo vem tendo, o Incra e as superintendências são prioridades para o Mapa porque vocês que estão na ponta, vocês que trabalham e precisam dessa melhoria para melhorar a qualidade do trabalho de vocês”, disse a ministra.  

 

O presidente do Incra destacou que a estrutura será importante para cumprir a determinação do governo de promover a regularização fundiária. “É o início de um processo que, além de dar condições de trabalho para a nossa equipe, vai possibilitar que mais famílias em todo o Brasil recebam o que é devido a elas, que é o seu título de posse e seus lotes de assentamentos em todo o país”, disse Melo.

 

A ministra e o presidente do Incra entregaram para a superintendência do Mato Grosso do Sul sete viaturas novas para o trabalho dos servidores.

*Com informações do Incra

Consulta pública vai colher sugestões sobre a concessão do Selo Arte para produtos cárneos

Produtores e representantes de estabelecimentos, órgãos e entidades agropecuários podem, a partir de hoje, participar do processo de elaboração de requisitos mínimos de Boas Práticas para obtenção e utilização de matérias-primas e fabricantes de produtos cárneos produzidos de forma artesanal.

 

A consulta pública, prevista na portaria nº 79 foi publicada hoje (2) pelo Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (Mapa). Até o dia 16 agosto – o prazo é de 45 dias – os interessados poderão enviar sugestões que vão subsidiar a elaboração da Instrução Normativa que vai definir os requisitos básicos pra a concessão do Selo Arte para esse segmento. As sugestões podem ser enviadas, desde ontem (02), para esse link.

 

“Nosso objetivo, com esse trabalho, é fortalecer, cada vez mais, o nível de segurança sanitária deste tipo de produto, nos diversos elos da cadeia produtiva, desde o trato da matéria-prima, produção e propriedades rurais, a fim de oferecer o melhor produto aos consumidores”, afirma o coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, André Brugnara Soares.

 

Ele explica que a publicação dessa norma permitirá que estados e o DF concedam o Selo Arte aos produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados). O que possibilitará que esses produtos possam ser comercializados em todo território nacional, além de ser um selo de garantia da conformidade artesanal, que é um potencial agregador de valor. Essa iniciativa, destaca André, irá atender à demanda de inúmeros produtores rurais artesanais, que produzem e preservam a cultura e a tradição dessa produção em suas regiões.

 

Regulamento Nacional 

 

De acordo com a proposta de texto de Instrução Normativa prevista na portaria, propõe o estabelecimento, em todo o território nacional, do Regulamento Técnico de Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação voltado a produtores rurais que fornecem animais para abate,aos abatedouros frigoríficos fornecedores de matéria prima e aos estabelecimentos fabricantes de produtos cárneos produzidos de forma artesanal. As exigências de Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação são aquelas já previstas nos programas de saúde animal e do serviço de inspeção oficial, acrescidas dos requisitos previstos nesta norma.

 

As avaliações dos documentos de comprovação do cumprimento das boas práticas serão realizadas pelos estados e pelo Distrito Federal, responsáveis pela concessão do Selo Arte. No caso das boas práticas agropecuárias, o trabalho poderá ser realizado pelos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Em relação à fabricação, as avaliações poderão ser feitas pelos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal.

 

Selo Arte 

 

Regulamentado em julho do ano passado, a concessão do Selo Arte atende a uma demanda antiga de produtores artesanais de todo o Brasil. É uma espécie de certificação que permite que produtos como queijos, embutidos, pescados e mel possam ser vendidos livremente em qualquer parte do território nacional, eliminando entraves burocráticos. Para os consumidores, é uma garantia de qualidade, com a segurança de que a produção é artesanal e respeita as boas práticas agropecuárias e sanitárias.

 

A primeira etapa de aplicação foi para produtos lácteos. Neste momento, técnicos da Secretária de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação estão na fase final de sistematização de propostas para publicação da Instrução Normativa para pescados.  A próxima etapa vai abranger produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).

 

 

Fonte: Mapa