Kuwait abre mercado para mel do Brasil; anúncio foi feito pela ministra Tereza Cristina

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou na quarta-feira (18) a abertura do mercado do Kuwait para o mel do Brasil. Desde 2016, era aguardada a autorização pelo país árabe.

 

Segundo a ministra, a certificação sanitária foi concluída pelo governo do Kuwait. “O Brasil pode exportar mel imediatamente”, disse em entrevista a jornalistas locais.

 

No primeiro dia de compromissos no país, a ministra reuniu-se com a diretora do Comitê Supremo da Autoridade Pública para Segurança Alimentar, Reem Al Fulaij, e o diretor-geral da Autoridade Pública para Agricultura e Pesca, xeique Mohammed Al Sabah.

 

Nas reuniões, a ministra debateu sobre nova emissão de certificados de exportação e cooperação técnica na área de pesca e aquicultura. Tereza Cristina destacou que a Embrapa pode contribuir nesta missão, pois já detém dois centros de pesquisa e criação de peixes em cativeiro.

 

Participaram das reuniões técnicas o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Orlando Ribeiro; o embaixador do Brasil no Kuwait, Norton de Andrade Mello Rapesta, e o adido agrícola Marcel Moreira.

 

Tereza Cristina fez uma visita de cortesia ao diretor-geral do Fundo Kuwaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe, Abdulwahab Al Bader. Ela conversou sobre a possibilidade de o fundo investir cerca de US$ 50 milhões em projetos do AgroNordeste, programa a ser lançado que tem o objetivo de alavancar a produção agropecuária no semiárido, gerar renda para pequenos produtores e a inclusão deles no sistema produtivo e de crédito nacional.

 

A ministra explicou que a ideia é o fundo emprestar os recursos, a juros adequados, para projetos, como de irrigação e energia solar. “Poderemos fazer um programa mais robusto para pequenos produtores do Nordeste brasileiro”, destacou.

 

Comércio bilateral

 

A carne de frango (in natura) é o produto agropecuário brasileiro mais comprado pelo Kuwait. Em 2018, foram importadas 122.945 toneladas, o equivalente a US$ 185,7 milhões de dólares. Em seguida, aparecem milho, suco de laranja, café solúvel, farelo de soja, café verde, carne de frango (industrializada), carne de pato (in natura), castanha de caju e carne de peru (in natura).

 

No ano passado, as exportações agropecuárias para o Kuwait totalizaram US$ 209,4 milhões, o equivalente a 215.463 toneladas. Não há registros de importações de produtos do país árabe.

 

Fonte: MAPA

 

Ministros da Agricultura do Brics se reunirão no fim deste mês na cidade de Bonito, em MS

Os ministros da Agricultura dos países que compõem o Brics se reunirão nos próximos dias 25 e 26 de setembro em Bonito, principal cidade turística da região da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representa 40% da população mundial e 25% do PIB global.

 

Esta é a 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics e terá como tema a inovação tecnológica na agropecuária no contexto de aumento da população mundial e da demanda por alimentos. Os ministros debaterão questões relacionadas à segurança alimentar e sustentabilidade ambiental em âmbito regional e global.

 

O objetivo do encontro é fortalecer a cooperação entre os membros do grupo para cumprir as metas da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Os ministros discutirão estratégias para melhorar a infraestrutura e a conectividade em diferentes cadeias da agropecuária, incorporando tecnologias que geram desenvolvimento e benefícios econômicos.

 

Brics

Flickr/MRE

 

Os representantes das pastas de agricultura também devem tratar de assuntos como geração de energias renováveis, comércio eletrônico de insumos e uso do princípio científico para impedir barreiras comerciais.

 

Pela primeira vez anfitrião do encontro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacará o papel do incremento da conectividade no campo, da dispersão da internet das coisas e o incentivo às startups do mundo agro, conhecidas como agritechs, para o avanço da produção agrícola sustentável, da produção de orgânicos, do combate às pragas e doenças e manutenção dos padrões fitossanitários dos alimentos.

 

Além das discussões formais, na agenda oficial dos ministros estão previstos dois passeios: mergulho de flutuação e visita à Fazenda Ceita Corê, propriedade rural considerada modelo na aplicação da tecnologia de integração lavoura, pecuária e florestas e em atividades de ecoturismo.

 

Bonito

 

Conhecida mundialmente pelas águas cristalinas e natureza exuberante que abriga diferentes atividades de ecoturismo, a cidade de Bonito também apresenta intensa produção agropecuária. O turismo representa metade do PIB do município, a outra é resultado do desempenho do agronegócio.

 

É a primeira vez que Bonito sediará um evento de porte internacional. A escolha da cidade, segundo o Ministério, é mostrar às autoridades visitantes como é possível associar boas práticas ambientais com a produção agropecuária e turismo, setor que emprega mais de sete mil pessoas com carteira assinada. O município tem 22 mil habitantes e uma área de 493,4 mil hectares, em que mais de 40% é composta por vegetação nativa.

 

“O modelo de turismo e gestão ambiental implantado aqui é referência para o Brasil e o mundo. Aqui em Bonito, nós praticamos o turismo de aventura, o turismo de natureza, o ecoturismo. Todas essas atividades acontecem na área rural”, disse Augusto Miranda, secretário de Turismo de Bonito.

 

 

Cúpula

 

Em novembro, os chefes de Estado do grupo se reunirão em Brasília, para a XI Cúpula dos Brics. O Brasil é o atual presidente e como anfitrião estabeleceu como prioridades para discussão entre os membros o fortalecimento da cooperação em ciência, tecnologia e inovação, reforço da cooperação em economia digital, no combate aos ilícitos transnacionais e o incentivo à aproximação entre o Banco do Brics e o Conselho Empresarial do agrupamento.

 

Fonte: MAPA

Evento no MS abordará reprodução, nutrição, genética e mercado na bovinocultura

Contagem regressiva para o início da quarta edição do Repronutri – Simpósio de reprodução, produção e nutrição de bovinos, que este ano traz o tema: A pesquisa aplicada ao campo. O simpósio ocorrerá nos dias 26 e 27 de setembro, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande (MS), contando ainda, com um pré-evento – em formato de minicurso sobre manejo reprodutivo –  que será realizado no dia 25/09. As inscrições estão abertas, com valores diferenciados para as categorias profissional/estudante. Até dia 23 de setembro há descontos para os inscritos.

 

Segundo os organizadores, durante os três dias serão apresentados resultados recentes de pesquisas que podem ser aplicadas nas propriedades, impactando positivamente os sistemas de produção e contribuindo para o desenvolvimento da pecuária nacional. O Grupo de Pesquisa em Reprodução, Produção e Nutrição Animal (Repronutri) é formado por pesquisadores da Embrapa, UFMS, UEMS, UCDB e UNIDERP-Anhanguera.

 

Segundo a pesquisadora da Embrapa, e uma das organizadoras do Repronutri, Juliana Corrêa Borges Silva, o Centro Oeste é onde encontramos o maior número de cabeças de gado e é responsável pelo maior volume de abate bovino no País. “O Brasil tem o segundo maior rebanho mundial, sendo o maior exportador, ou seja, temos que valorizar os dados coletados aqui . Todas as informações contempladas nas palestras do evento são muito importantes para todo o segmento:  tanto para produtores, técnicos como estudantes da área”, detalhou Borges.

 

Na programação serão abordados temas variados relacionados a reprodução, genética, produção, nutrição animal e mercado. Serão apresentados dados locais, por profissionais de alto nível técnico-científico e especialistas nacionais e internacionais vinculados a grandes propriedades rurais e empresas, além de mesas redondas com debates entre palestrantes e público.

 

Destaques:

 

Entre os vários destaques, estarão, já na abertura, o pesquisador da ESALQ/USP Sergio de Zen com uma apresentação sobre o “Panorama e perspectivas do agronegócio Brasileiro”, seguida por uma apresentação sobre Agronegócio e Legislação, ministrada pelo advogado Pedro Puttini.

 

Na área de reprodução, a palestra “Mercado de embriões bovinos: os que os números nos ensinam?”, do pesquisador da Embrapa Cenargen, Joao Henrique Moreira Viana, contará com dados que ilustram desde o início das biotecnias de produção in vitro de embriões, até os dias de hoje com o mercado.

 

No último dia, 27/08, o simpósio contará com atrações internacionais, tendo início com a reconhecida pesquisadora norte-americana Temple Grandin, responsável por revolucionar a cadeia produtiva da pecuária com sua mente inovadora e iniciativas voltadas ao bem-estar animal. A palestra dela tratará sobre “Boas práticas de manejo”.

 

Já o especialista Peter Sutovsky, da Universidade do Missouri/EUA, tratará sobre os “Avanços na fertilidade de touros e avaliação do sêmen – do fenótipo espermático ao genoma e vice-versa”, trazendo informações técnicas e acadêmicas com aplicação no campo.

 

O Repronutri 2019 é uma realização da Embrapa, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Anhanguera-UNIDERP e Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e Grupo Repronutri.

 

O evento também é realizado por Cia Pecuária Assessoria, FertPlan e InovaGen, com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul (Semagro) e outras empresas. Informações: www.repronutri.com.br

 

Confira a programação completa:

Dia 25 de Setembro

Pré-Congresso – Minicurso Manejo reprodutivo (180 vagas)

08:30 – Abertura

08:45 às 09:35 – Diagnósticos de sistemas de produção – Heitor Romero Marques Junior – UCDB

09:35 às 10:25 – Manejo Sanitário em Bovinocultura de Corte – Luiz Carlos Louzada Ferreira – Cia Pecuária

10:25 às 11:00 – Intervalo

11:00 às 11:50 – Estação de Monta em pecuária de Corte – Alessandra Nicacio – Embrapa Gado de Corte

11:50 às 13:30 – ALMOÇO

13:30 às 14:20 – Manejo Nutricional de rebanhos de Cria – Wagner Rodrigues Garcia – Uniderp

14:30 às 14:50 – Espaço colaborador

14:50 às 15:40 – Bases farmacológicas de programas de IATF – Gustavo Guerino Macedo – UFMS

15:40 às 16:00 – Intervalo

16:00 às 16:50 – Manejo de IATF em propriedades extensivas – Aspectos práticos – Márcio Ribeiro Silva – Melhore Animal

16:50 às 17:40 – Uso de sêmen refrigerado e sexado na IATF – Juliana Correa Borges Silva – Embrapa Pantanal

Dia 26 de setembro- Simpósio

08:00 – Abertura

08:30 às 09:20 – Panorama e perspectivas do agronegócio Brasileiro – Sergio de Zen – ESALQ/USP 

09:30 às 10:20 – Agronegócio e Legislação – Pedro Puttini – PM Advocacia

10:20 às 10:50 – Intervalo

10:50 às 11:40 – Situação dos confinamentos no MS e no Brasil – Rodrigo Spengler – Beef Tec Consultoria

11:40 às 12:20 – Debate

12:20 às 14:00 – Almoço

14:00 às 14:50 – Contagem de folículos antrais: Qual o real impacto sobre IATF e produção de embriões?  Marcelo Seneda – Universidade Estadual de Londrina UEL/PR

14:50 às 15:40 – Suplementação de Matrizes – Marcos Balsalobre – Balsalobre Consultoria

15:40 às 16:10 – Espaço empresa ZOETIS

16:00 às 16:30 – Intervalo

16:30 às 17:20 – Mercado de embriões bovinos: os que os números nos ensinam? – Joao Henrique Moreira Viana – Embrapa Cenargen

17:20 às 17:40 – Espaço Produtor

17:40 às 18:10 – Debate

Dia 27 de Setembro

08:00 às 09:30 – Avanços em bem-estar animal no mundo – Temple Grandin – Universidade Estadual do Colorado/EUA

09:30 às 10:20 – Iniciativas em bem-estar animal nos Estados Unidos – Judson Vasconcelos – Diretor da América do Norte, Assuntos Corporativos – MSD Animal Health

10:20 às 10:50 – Intervalo

10:50 às 11:40 – Atuação da MSD Saúde Animal no Brasil através do Programa Criando Conexões – Antony Luenenberg

11:40 às 12:20 – Debate

12:20 às 14:00 – Almoço

14:00 às 14:50 – Estratégias de produção de bezerros e novilhos precoces com eficiência – Eriklis Nogueira – Embrapa Pantanal

14:50 às 15:10 – Espaço empresa CARGILL

15:10 às 16:00 – Avanços na fertilidade de touros e avaliação do sêmen – do fenótipo espermático ao genoma e vice-versa – Peter Sutovsky – Universidade do Missouri/EUA

16:00 às 16:25 – Intervalo

16:25 às 16:45 – Espaço produtor

16:45 às 17:35 – Precocidade sexual em nelore – Eliane Vianna da Costa e Silva – UFMS

17:35 às 18:00 – Debate

18:00 – Encerramento

 

 

Foto: Raquel Brunelli d´Avila

Sistema Famasul faz lançamento oficial do plantio da soja safra 2019/2020 no sábado

O Sistema Famasul fará o lançamento oficial do Plantio Estadual da Soja Safra 2019/2020, no próximo sábado (21), no Tatersal do Parque de Exposições do Sindicato Rural de Caarapó – município localizado a 270 km de Campo Grande.

 

A programação será compartilhada entre a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) e o Senar/MS. Após a abertura oficial, prevista para as 9h30, haverá a apresentação dos números do fechamento da temporada de Milho Safra 2018/2019.

 

Em seguida, a Aprosoja/MS irá apresentar a Projeção para a Safra de Soja na safra 2019/2020.

 

Depois do intervalo, haverá uma apresentação dos Programas de Assistência Técnica e Gerencial das cadeias produtivas de Grãos, Aves e Suínos.

 

O evento será uma realização do Sistema Famasul, Senar/MS, Sindicato Rural de Caarapó e Governo do Estado.

 

Fonte: Famasul

Arábia Saudita: Tereza Cristina debate cooperação e se encontra com setor avícola

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) iniciou nesta segunda-feira (16) a agenda de compromissos na Arábia Saudita, segundo destino da missão ao Oriente Médio.

 

O primeiro compromisso foi uma reunião com o vice-ministro do Meio Ambiente, Água e Agricultura, Mansour bin Hilal Al Mushaiti. Os dois conversaram sobre acordo bilateral de cooperação técnica na agropecuária.

 

A ministra tratou também das exportações para o país árabe. Grandes importadores de frango e carne bovina, a Arábia Saudita demonstrou interesse na comercialização de forragem para ração animal produzida no Brasil.

 

Em 2018, os sauditas importaram mais de 486 milhões de toneladas de carne de frango (in natura), que totalizaram US$ 804 milhões. A importação de carne bovina (in natura) somou 41,93 milhões de toneladas, o equivalente a US$ 154 milhões. Outros produtos buscados são açúcar (bruto e refinado),  soja (grão e farelo), milho, café solúvel, ovos e café verde.

 

Tereza Cristina ressaltou que o ministério manterá um canal de diálogo aberto com a Arábia Saudita para facilitar os negócios. “Colocando na mesa de forma transparente o que cada lado quer, fica mais fácil caminhar para o êxito, para o que queremos [os dois países]”, disse.

 

O vice-ministro saudita agradeceu o interesse do Brasil em vender produtos agropecuários para seu país e buscar novos acordos.

 

 

Após a reunião, a ministra teve um almoço de trabalho com representantes do setor avícola saudita, oferecido pelo embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Marcelo Della Nina, na residência oficial.

 

Para os empresários, Tereza Cristina destacou que o Ministério da Agricultura trabalha para facilitar as parcerias e oportunidades de negócios. “Quero dizer que o Ministério está pronto para facilitar a vida dos empreendedores, o Ministério não pode atrapalhar. Podemos fazer muito mais juntos e em parceria”.

 

Ela informou que o presidente Jair Bolsonaro deverá visitar a região em outubro. “Espero levar resultados positivos e os que não estiverem prontos que o presidente Jair Bolsonaro possa, em outubro, anunciar”.

 

Acompanham a ministra o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Ribeiro; a diretora de Promoção Comercial, Investimentos e Cooperação, Márcia Nejaim; o adido agrícola em Riade, Marcelo Moreira; e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Alceu Moreira.

 

Fonte: MAPA

Mato Grosso do Sul é referência mundial em biotecnologia agropecuária, afirma pesquisador

Mato Grosso do Sul é um Estado pioneiro em pesquisa voltada a biotecnologia agropecuária. A informação é do pesquisador Dr. Octávio Luiz Franco, responsável pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) “Bioinspiration Bioinspir — Bioinspired molecules applied to increase the production and quality of animal protein” instalado no campus da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

 

Segundo ele, apenas países como Holanda e Estados Unidos possuem centros de pesquisa nessa linha, envolvendo pessoas de múltiplas disciplinas atuando numa única direção, no caso de Mato Grosso do Sul, com foco na agropecuária. O centro possui equipamentos de baixa, média e alta tecnologia, e envolve pesquisadores das áreas de computação, física, bioquímica e biologia que atuam com foco no desenvolvimento de medicamentos “inspirados” em moléculas capazes de aumentar a produção e a qualidade da proteína animal.

 

“A ideia é Bioinspiração, é se inspirar na natureza para criar coisas novas”, Dr. Octávio Luiz Franco

 

“A ideia é Bioinspiração, é se inspirar na natureza para criar coisas novas. Todo mundo vem buscando novas estratégias para controle de bactérias, e tem gente que usa produtos naturais que seria o bio. Só que a gente tem visto nos últimos anos, que tudo que é biológico, funciona, mas não funciona tão bem que possa se tornar um produto. Então o que a gente pensou, talvez pegar esse conhecimento da natureza, e aplicar algoritmos de computador, que possam aumentar o potencial desses compostos para um determinado alvo”, pontua o pesquisador.

 

O Instituto possui um banco de dados de peptídeos, que são pequenas moléculas que contém informações sobre plantas, animais e microrganismos. Desse material serão analisadas características de informação para identificar quais as melhores contra bactérias causadoras de doenças como mormo e mastite. “O que nós fazemos? Descobrimos moléculas novas no serrado, no pantanal, pegamos a informação que a natureza levou milhões de anos para fazer e depois tentamos melhorar com uma equipe de bioinformática. Essas variáveis, a gente começa a aplicar para testar os produtos nos animais”, simplifica Octávio.

 

Bolsas

 

Os investimentos para implantação do INCT Bioinspiration Bioinspir totalizam R$ 7 milhões, sendo R$ 3,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). O valor será repassado por etapas, e R$ 880 mil já foram liberados no início do mês de agosto pela gestão estadual.

 

De acordo com o responsável pelo centro de pesquisa, cerca de 30% a 40% desse total, é destinado ao pagamento de bolsistas. “Temos bolsas de pós-doutorado, de doutorado, de mestrado, iniciação cientifica, iniciação científica júnior. E tem o treinamento de crianças que vão desde o 2° grau, 8° série, até pesquisadores sêniores super renomados que a gente tem recurso para trazer”, destaca.

 

Para ele que já morou em países como Inglaterra, Austrália, Cuba e Israel, trabalhando com pesquisas, o retorno ao Brasil foi para retribuir tudo que o país investiu na sua carreira. E a escolha por Mato Grosso do Sul foi devido aos investimentos na área apesar da crise.  “Enquanto todo mundo está quebrando, desesperado, nós estamos operando. Hoje já somos uma referência mundial, nosso grupo, dentro do país, está entre os 5 que mais publicam em nível mundial. A ciência e a educação são a base para superar qualquer crise. Se você tem boas cabeças você vai ter bons produtos, bom desenvolvimento, e assim por diante”, destaca.

 

Os países envolvidos no grupo de pesquisa da INCT Bioinspir são: Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Cuba, França, Itália, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Israel, China, Índia, Cingapura, Camarões, Gana, Austrália, Irã, Portugal, Espanha e Suécia. As parcerias no Estado acontecem entre estudantes da UCDB, a Fundect e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Uniderp.

 

Salto de qualidade

 

Para o diretor presidente da Fundect, Márcio de Araújo Pereira, as pesquisas desenvolvidas no INCT, representam um avanço no padrão alimentar de qualidade da carne. “Graças a ciência e tecnologia, o Estado vai dar um salto na produção agroalimentar. Da pecuária, da agricultura, será um novo momento. Teremos melhores alimentos, com uso consciente dos defensivos, manejo integrado de pragas, com investimentos em moléculas bioinspiradas para controle de zoonoses, controle de trazer novos medicamentos, e por isso melhorar a produção animal, e também influenciar a produção genética do rebanho. Tudo está interconectado”, elencou.

 

Sobre os investimentos, que já totalizam R$ 75 milhões nos últimos 4 anos e 8 meses, ele é enfático ao afirmar que a base de todos os países que chegaram a algum lugar no quesito desenvolvimento, está ligada ao ensino, ciência e tecnologia. “No caso Mato Grosso do Sul que entende que isso é fundamental e estratégico, tanto que não deixou de investir em nenhum momento. Apesar de todos os problemas que tem acontecido em nível federal, a gente ainda conseguiu manter ainda uma estabilidade dentro do sistema de ciência. Cortar bolsas é perder talentos”, frisou.

Vazio sanitário chega ao fim no dia 15 de setembro e abre temporada da soja em MS

O vazio sanitário da soja termina no dia 15 de setembro e a partir do dia 16 o agricultor está autorizado a começar o plantio da safra 2019/20 em Mato Grosso do Sul. Durante esses três meses o produtor esteve proibido de cultivar o grão sob risco de penalidades administrativas e esse período é importante para o controle da ferrugem asiática.

 

O vazio sanitário é uma medida fitossanitária crucial para evitar a expansão de focos de ferrugem asiática nas lavouras, sendo a doença de maior expressão da cultura da soja e que tem o maior poder de destruição nas lavouras. A campanha do vazio sanitário em Mato Grosso do Sul é formalizada por orgãos governamentais como a Semagro e Iagro, além do próprio Ministério da Agricultura e entidades ligadas ao setor como Aprosoja/MS, Famasul e as fundações de pesquisa, visando orientar o produtor sobre a importância dessa medida.

 

Outro fato importante é que o produtor já pode realizar também o cadastramento de sua área de soja perante o IAGRO, sendo que esse prazo já iniciou-se e se encerra em 10 de janeiro de 2020. Esse cadastramento deve ser realizado no site do Iagro (www.servicos.iagro.ms.gov.br/plantio) e o produtor que não tiver feito esse cadastro pode ser penalizado com multa de até 100 UFERMS de acordo com a Lei Estadual n. 3333/2006.

 

“O cadastro de propriedades no Iagro é importante mecanismo para que o produtor mantenha seus dados atualizados perante o Estado e ajuda de forma efetiva no controle da ferrugem asiática. A Aprosoja destaca a importância de que o produtor se atente para fazer o correto preenchimento deste cadastro, que é gratuito, e que dá suporte para inúmeras ações da cadeia de soja e milho”, finaliza o diretor-executivo da Aprosoja/MS, Frederico Azevedo.

 

Fonte: Famasul

Foto: Fausto Brites/Agência Zero Um Comunicação

Brasil é reconhecido pela ICCO como país exportador de cacau fino e de aroma

O Brasil foi oficialmente reconhecido pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) como país exportador de 100% de cacau fino e de aroma. A inclusão no rol de países certificados no Acordo Internacional do Cacau, ocorreu na quinta-feira (12), durante reunião do Conselho Internacional da ICCO, realizada em Abidjan, na Costa do Marfim.

 

A certificação que dá status diferenciado para países que exportam cacau fino e de aroma é feita desde 1972 pela ICCO. A aprovação brasileira foi impulsionada pelo trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) na elaboração de um dossiê técnico com informações sobre o cacau do Brasil.

 

No documento aprovado, o Conselho da ICCO registra que, “embora as exportações de amêndoas de cacau sejam pequenas em volume, o painel reconheceu a apresentação de dados mostrando a situação do país como exportador exclusivo de amêndoas de cacau fino ou de aroma”.

 

A CEPLAC contou com assessoria da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura e apoio diplomático do Departamento de Promoção do Agronegócio do Ministério das Relações Exteriores, além da atuação da embaixada brasileira em Abidjan.

 

Histórico

A primeira tentativa de ingresso do Brasil no anexo C do Acordo Internacional do Cacau, que reúne os países produtores e exportadores de cacau de alta qualidade fino, ocorreu em 2015.

 

As chances se tornaram mais concretas a partir da participação de técnicos da Ceplac na Conferência Mundial do Cacau de 2018, realizada em Berlim (Alemanha) e na “Reunião Preliminar do Painel Ad Hoc sobre Cacau Fino e de Aroma”, em novembro do ano passado em Guayalquil (Equador).

 

Foram realizadas várias videoconferências coordenadas pela ICCO com servidores da Ceplac até chegar a uma versão definitiva do dossiê. A solicitação brasileira foi aceita em abril deste ano, em reunião da organização realizada na cidade de Abidjan, Costa do Marfim, e aprovada ontem.

 

O cacau fino e de aroma é identificado por apresentar sabores diferenciados, desde frutados, florais, amadeirado, entre outros. A definição leva em consideração as características genéticas (origem), local (terroir) e o tratamento das amêndoas pós-colheita.

 

O comércio mundial de cacau e chocolate fino atende a um mercado de nicho e representa menos de 5% do total comercializado entre os países. Contudo, o produto tem preço elevado no mercado, podendo custar até três vezes mais do que o cacau comum ou a granel, conhecido como “bulk”.

 

A expectativa do governo brasileiro é que o reconhecimento possa aumentar o interesse do mercado internacional pelo cacau produzido na Mata Atlântica e na Amazônia.

 

Fonte: MTur

Programa quer otimizar uso de defensivos e incentivar produtos naturais contra pragas

O governo do Estado, por intermédio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e seus órgãos vinculados (Agraer, Iagro, Fundect), anunciou ontem (11) o Plano Estadual para Difusão do Manejo Integrado de Pragas, com o objetivo de difundir as práticas de manejo de pragas de forma a otimizar o uso de defensivos agrícolas e ainda incentivar a produção e uso de insumos naturais no controle das pragas das lavouras.

 

O secretário da Semagro, Jaime Verruck, disse que iniciativa pretende promover e difundir dos princípios e práticas que compõem o manejo integrado de pragas, um sistema que não é novo, porém pode não ser conhecido por muitos produtores rurais.

 

“Recentemente o Ministério da Agricultura publicou uma normativa com referências de procedimentos para controle biológico de pragas, bem como o uso de defensivos em geral. O que estamos fazendo, com esse Programa, é intensificar a divulgação dessa prática. O resultado será a redução dos custos de produção na lavoura, redução de eventuais riscos de impactos ambientais e sociais relacionados ao uso desses insumos, que são essenciais para o processo produtivo.”

 

O secretário assinou Termo de Cooperação com representantes das entidades das diversas cadeias produtivas agrícolas “formalizando o compromisso de ajustar ações e estabelecer condições básicas no sentido de apoiar a implementação do Plano Estadual para Difusão do Manejo Integrado de Pragas no Mato Grosso do Sul.” O Plano engloba ações já em andamento e lista metas para os próximos anos. O primeiro passo é divulgar as práticas disponíveis de manejo integrado de pragas e em seguida, apoiar o estudo e desenvolvimento de defensivos naturais, com impacto ambiental nulo ou baixíssimo.

 

Ações que já integram o Plano desenvolvidas nesse ano foram a Reunião Técnica e Simpósio sobre o Controle Biológico de Pragas, realizados em 4 e 5 de junho, em Campo Grande, e a Cooperação Técnica e Institucional firmada com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, através da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que possibilitou a ida de 30 profissionais de Mato Grosso do Sul para participar de capacitação no Instituto Biológico de Campinas em Curso de Produção de Agentes de Controle Biológico, nos dias 27 a 29 de agosto.

 

“O próximo passo é trazer biofábricas para Mato Grosso do Sul, desenvolver startups de produtos biológicos. Nós temos base científica e bastante diversificação para isso”, disse Verruck.

 

Assinaram o Termo de Cooperação, além de Jaime Verruck pelo governo do Estado, os diretores presidentes da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), André Nogueira; da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold; da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia), Márcio de Araújo Pereira; representantes da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito; do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Lucas Galvan; da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja), Frederico Azevedo e Silva; da Ampasul (Associação dos Produtores de Algodão), Walter Schlatter; da Reflore (Associação de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), Moacir Reis; da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia), Erico Paredes.

 

Também estavam presentes o secretário adjunto da Semagro, Ricardo Senna, o deputado estadual Felipe Orro, o promotor de Justiça Luciano Loubet, o superintendente de Produção, Ciência e Tecnologia e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta e o diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges.