Pesquisa: Pêssegos com tecnologia da Embrapa ganham mercados no Hemisfério Norte

Há duas safras, produtores brasileiros de pêssego têm aproveitado um intervalo de produção das safras do Hemisfério Norte para exportar a fruta para França e Canadá. Entre os motivos que levaram a essa conquista estão duas variedades desenvolvidas pela Embrapa Clima Temperado (RS), a BRS Kampai e a BRS Fascínio. Os frutos de ambas somaram mais de 60 toneladas nas exportações brasileiras de pêssego em 2020.

 

Segundo a pesquisadora Maria do Carmo Raseira, uma das responsáveis pelo desenvolvimento das variedades, o volume exportado ainda é pequeno, porém, abre um caminho que pode ser expandido. “Ver o pêssego daqui exportado tem um significado muito importante, pois são frutas de cultivares brasileiras e cultivadas no Brasil”.

 

As variedades BRS Kampai e BRS Fascínio se destacam para exportação, segundo a pesquisadora, principalmente porque apresentam firmeza suficiente para aguentar cerca de 12 horas de transporte aéreo sem danos, além da boa cor e sabor. As variedades de polpa branca, como é o caso de ambas, geralmente são muito macias. Há mais de uma década, a pesquisa da Embrapa priorizou melhorar a firmeza deste tipo de polpa, resultando nessas variedades.

 

Participação do produtor é fundamental

 

Além das características do material, a pesquisadora destaca o trabalho dos produtores no manejo dos pomares para a expressão da qualidade das cultivares. “As variedades têm potencial genético. Mas, a expressão desse potencial depende muito do trabalho do produtor, por isso, há muito mérito deles”, completa.

 

A propriedade Irmãos Parise, localizada em Jarinu (SP), é a responsável pela exportação. Há cerca de 30 anos, a família se dedica à produção de frutas para o mercado interno, sendo o pêssego o carro-chefe. São 19 anos com a cultura. Eles também produzem atemóia, caqui, pitaya, lichia, tangerina, goiaba e manga. O objetivo é trabalhar com um leque diversificado de frutas para produzir e comercializar durante o ano inteiro.

 

As primeiras frutas exportadas pela propriedade, em 2018, foram a atemoia, o caqui e a lichia, dado o volume de produção e a qualidade adequada ao cliente externo. Atualmente, o mercado para essas frutas no Canadá e União Europeia já está consolidado. O próximo passo foi a inserção do pêssego no mercado internacional.

 

Todas as frutas que chegam ao Hemisfério Norte são das variedades BRS Kampai e BRS Fascínio, já que suas características atendem a mercados exigentes, como o europeu. “[As variedades] atendem as demandas por sabor, coloração e durabilidade da fruta. Por isso, a exportação é 100% de pêssego desenvolvido pela Embrapa”, informa Rodrigo Parise, um dos responsáveis pela empresa.

 

As exportações tiveram início em 2019, para Paris, na França. Foram embarcadas cerca de 20 toneladas de pêssegos da variedade BRS Kampai e, em seguida, da BRS Fascínio. A preocupação inicial foi com a logística e a durabilidade. Mas, de acordo com o produtor, as variedades atenderam às necessidades. “No segundo embarque a gente já obteve confiança”, conta.

 

A safra em países produtores do Hemisfério Norte, como México, Estados Unidos e Canadá, vai de junho a meados de setembro. É justamente quando termina a oferta por lá que o pêssego brasileiro pode abastecer o mercado. A janela para a comercialização da safra brasileira vai de outubro a janeiro, dependendo da região e do ciclo da variedade cultivada por aqui.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o Brasil foi responsável pela produção de 183,1 mil toneladas de pêssego, em cerca de 16 mil hectares colhidos. O maior estado produtor é o Rio Grande do Sul, com produção de 110,2 mil toneladas, em 11,8 mil hectares. São Paulo fica em segundo lugar, com 32,9 mil toneladas, em 1,5 mil hectares. Na sequência, os maiores produtores são Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.

 

Leia aqui a reportagem completa

Técnicos da Iagro monitoram focos de raiva em bovinos na região do município de Cassilândia

O trabalho de monitoramento de focos de raiva bovina em todo o Estado é constante. Em Cassilândia nove focos foram encontrados nas regiões: da Serra do Faustino Vendrame sentido Árvore Grande (3); Ilha do Pescador; (1); fundo do Aeródromo Municipal (3); e no Distrito do Indaiá do Sul, próximo à Vila (2). Nos municípios de Paraíso das Águas e Costa Rica mais de 100 animais já morreram com a doença.

 

Conforme explicação do coordenador dos Programas Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), o Fiscal Estadual Agropecuário, Fábio Shiroma, o trabalho da equipe da Iagro ganha agilidade e eficiência com a comunicação do produtor, dos possíveis abrigos de morcegos na propriedade e a realização da vacinação contra a raiva.

 

“O controle preventivo e a vacinação dos bovinos são fundamentais para evitar a doença, que não tem cura”, reforça Shiroma. Mesmo não sendo obrigatória a vacinação, a agência recomendou aos produtores da região de Cassilândia quem façam a imunização no rebanho, por conta dos focos encontrados, destacando ainda a importância do reforço da dose 30 dias depois.

 

 

Shiroma lembra ainda que além de estar sempre atento aos possíveis abrigos de morcegos transmissores da raiva (conhecidos como morcegos vampiros) que possam existir na propriedade, e fazer a comunicação o mais rápido possível a Iagro, é importante que o produtor não toque no animal quando identificar algum sintoma suspeito (perda de apetite, salivação, andar cambaleante, não consegue se alimentar nem se movimentar, se deita) ou com marcas de sugadura de morcegos.

 

O animal com a doença pode vir a óbito em 3 a 7 dias e a doença pode ser transmitida para os seres humanos. Caso haja contato com animal suspeito ou alguém seja agredido por morcegos, cães, gatos, é preciso procurar imediatamente o Posto de Saúde mais próximo.

 

A raiva

 

A raiva é uma enfermidade que acomete o Sistema Nervoso Central (SNC) dos mamíferos, inclusive do homem, com letalidade próxima a 100%. O período de incubação é relativamente longo (tempo que o animal foi exposto ao vírus até o aparecimento dos sinais clínicos) varia em média de 45 a 60 dias e que a resposta imunológica à vacinação se inicia em média com 7 a 10 dias. Por isso, é comum o aparecimento de animais que receberam a vacinação e vieram a óbito com a Raiva até que todos os animais estejam protegidos pela vacina.

Normas para produção integrada de folhosas entram em vigor em fevereiro, anuncia ministério

A partir de 1º de fevereiro, entra em vigor a Instrução Normativa nº 1 que traz as normas técnicas para produção integrada de folhosas, inflorescência e condimentais. A instrução foi publicada no dia 13 de janeiro.

 

Os objetivos são promover a produção sustentável de alimentos, diminuição do custo de produção, evitando o uso desnecessário de insumos e com a aplicação mais eficiente de recursos naturais. A produção integrada envolve utilização de alta tecnologia, que permite o monitoramento dos processos, o manejo integrado de pragas e a rastreabilidade de toda a cadeia. O regulamento é resultado de uma parceria com a área produtiva, Embrapa Hortaliças e órgãos públicos e da iniciativa privada.

 

A publicação traz normas para 32 espécies: acelga, agrião, aipo, alcachofra, alecrim, alface, alho porró, almeirão, aspargo, brócolis, cebolinha, chicória, coentro, couve, couve chinesa, couve de bruxelas, couve-flor, erva doce, escarola, espinafre, estévia, estragão, hortelã, louro, manjericão, manjerona, mostarda, orégano, repolho, rúcula, salsa e sálvia.

 

“São alimentos consumidos pela população brasileira regularmente, na maioria das vezes crus, que necessitam de todos os cuidados para garantir o consumo seguro, em relação a contaminantes biológicos, físicos e químicos”, explica a coordenadora de Produção Integrada da Cadeia Agrícola, Rosilene Souto.

 

Para garantir o alimento seguro, o sistema de produção integrada prevê a adoção das Boas Práticas Agrícolas (BPA), incluindo a rastreabilidade desde a origem, do campo até a mesa do consumidor.

 

A adesão à produção integrada é voluntária. Se o produtor aderir ao sistema,  precisa cumprir todas as normas, como uso racional de insumos e capacitação técnica da equipe, ter um responsável técnico e obter uma certificação do produto concedida por uma entidade credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

 

Ao comprar produtos com o selo “Brasil Certificado Agricultura Qualidade”, o consumidor tem a garantia de estar levando um produto seguro e de qualidade, respeitando todas as regras sanitárias e ambientais.

 

“É um trabalho de conscientização, capacitação de trabalhadores e produtores, manejo, responsabilidade, segurança do trabalho, rastreabilidade da produção e certificação”, destaca Rosilene Souto.

 

A coordenadora destaca que a produção integrada permite ao agricultor gerenciar melhor a propriedade, reduzir a aplicação de defensivos químicos, aumentar a produtividade, além da obtenção de um alimento com melhor aparência, durabilidade, mais qualidade, aroma e sabor.

 

Com a produção integrada, o produtor ainda pode aumentar a lucratividade, com o custo menor na produção e apresentando um produto com alto valor agregado, atendendo mercados mais exigentes.

 

Produção Integrada

 

A Produção Integrada começou no Brasil com o Marco Legal da Produção Integrada de Frutas (PIF), em 2001. Atualmente, a Produção Integrada é válida para todas as cadeias do agronegócio, ficando a cargo dos colegiados específicos a apresentação de propostas de normas para cada cultura.

 

Atualmente, o Brasil conta com 72 culturas com as normas técnicas aprovadas e publicadas pelo Mapa para produção integrada.

 

Além disso, o produtor pode acessar a linha de crédito Inovagro, com vantagens exclusivas, para financiar a adequação da sua propriedade ao sistema.

 

 

Fonte: Mapa

Chuvas em tempo certo e safra da soja deve superar 11,5 milhões de toneladas no Estado

A regularidade e boa distribuição das chuvas em todo território estadual na segunda semana de janeiro teve efeito positivo nas lavouras de soja, que estão na fase de formação dos grãos. Com isso, melhora a expectativa de produção da safra desse ano, que pode chegar a 12 milhões de toneladas. Os dados estão no Boletim 391 do Projeto SIGA/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), coordenado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) em parceria com entidades de produtores rurais (Famasul e Aprosoja).

 

Os técnicos estiveram nas lavouras e constataram que as chuvas chegaram em bom momento, melhorando o desempenho das plantas em todo Estado. Choveu entre 25 a 105 milímetros no período, contribuindo para o aumento da umidade no solo e com isso favorecendo o desenvolvimento das plantas. E as chuvas ocorrem em boa hora: “Esse é o momento crucial da produção, onde grande parte das áreas está em fase de enchimento de grão, diante disso, é fundamental que ocorram chuvas frequentes”, cita o boletim.

 

O bom tempo no campo eleva o índice de produtividade. Conforme dados técnicos, 93% das lavouras de soja do Estado podem ser consideradas boas, apenas 1% ruim e 6% regulares. A região Sul tem o melhor desempenho: 99,5% bom e 0,5% regular. No boletim anterior, 92% das lavouras estavam nas condições consideradas boas, 2% ruins e 6% regulares.

 

“Essa regularização hídrica é extremamente positiva para a produtividade. Com o aumento da área praticamente consolidado, mantemos a expectativa de colher mais de 11,5 milhões de toneladas de soja nessa safra, o que é um volume expressivo e novo recorde de produção do Estado”, disse o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

 

A área plantada com soja em Mato Grosso do Sul teve aumento estimado em 7,55%, passando de 3,389 milhões para 3,645 milhões de hectares. Com a expectativa de se colher 53 sacas por hectare, o volume esperado é de 11,591 milhões de toneladas, representando aumento de 2,35% em relação à safra 2019/2020 que foi de 11,325 milhões de toneladas.

As precipitações que ocorrerem entre a segunda semana de janeiro e a primeira semana de fevereiro definirão como será a produtividade da soja nessa safra, ressaltam os técnicos.

 

Veja na íntegra o Boletim SIGA/MS nº 391.

Empresas podem solicitar manutenção do Selo Biocombustível Social pela internet

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), disponibilizou nova plataforma digital que permite às empresas produtoras de biodiesel, detentoras do Selo Biocombustível Social (SBS), realizarem o pedido de manutenção da concessão de uso do certificado de forma online.

 

A solicitação pode ser feita integralmente pelo portal do Governo Federal. Ao clicar no link, o usuário será direcionado para uma página, contendo orientações de acesso ao novo serviço e links para o envio da documentação, como contratos firmados, comprovantes de prestação de assistência técnica e outros. Todas as informações devem ser apresentadas digitalmente e o responsável legal da empresa consegue acompanhar o andamento do processo pela própria plataforma.

 

Desde outubro do ano passado, as produtoras de biodiesel também podem fazer a primeira solicitação da concessão de uso do Selo Biocombustível Social pela internet. Para isso, o representante da empresa deve acessar o link abaixo, informar os dados solicitados e anexar cópia dos documentos requeridos. Entre eles: carta de solicitação endereçada ao secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa; autorização de produtor de biodiesel expedido pela ANP; registro especial expedido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; inscrição no CNPJ do Ministério da Economia; modelo de contrato celebrado com cada agricultor familiar/cooperativa agropecuária habilitada, de quem adquira matéria-prima; Declaração de Adimplência; plano de ATER; e projeto social.

 

O Selo pode ser solicitado por empresas produtoras de biodiesel autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com Registro Especial de Produtor de Biodiesel junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil.

 

A concessão se dará ao produtor de biodiesel que promover a inclusão social dos agricultores familiares enquadrados no Pronaf, por meio da celebração de contratos antecipados de compra de matéria-prima com agricultores familiares ou cooperativas agropecuárias habilitadas, prestar serviços de assistência técnica gratuita aos agricultores familiares contratados individualmente ou por meio de cooperativas habilitadas e comprar a matéria-prima contratada em um percentual não inferior ao mínimo definido pelo Mapa.

 

Agentes Intermediários

 

Outro serviço disponível no portal do Governo Federal permite que cerealistas e cooperativas agropecuárias, detentoras de DAP jurídica ou não, solicitem por sistema online a habilitação, no âmbito do Selo Biocombustível Social, como fornecedoras de matéria-prima da agricultura familiar e como prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) às empresas produtoras de biodiesel.

 

Para fazer a solicitação de habilitação, os agentes intermediários devem observar os critérios da Portaria nº 143, de 08 de dezembro de 2020, e encaminhar a documentação pelo portal.

 

Toda a produção a ser comercializada no Selo Biocombustível Social deve ser obrigatoriamente proveniente da agricultura familiar.

 

Todo o processo é realizado no portal do Governo Federal e pode ser acompanhado pelo representante da entidade. O resultado é divulgado pelo Mapa em até 60 dias.

 

Inclusão Social

 

O Selo Biocombustível Social é uma identificação concedida pelo Ministério da Agricultura a cada unidade industrial do produtor de biodiesel que cumpre os critérios descritos na Portaria nº 144, de 22 de julho de 2019. A certificação tem caráter de promover a inclusão social dos agricultores familiares enquadrados no Pronaf.

 

A concessão do Selo permite ao produtor de biodiesel ter acesso às alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, que variam de acordo com a matéria-prima adquirida e região da aquisição.

 

Como contrapartida, a empresa de biodiesel assume algumas obrigações, como adquirir um percentual mínimo de matéria-prima dos agricultores familiares no ano de produção; celebrar previamente contratos de compra e venda de matérias-primas com os agricultores familiares ou suas cooperativas e com reconhecimento de firma em cartório ou declaração da entidade representativa da agricultura daquele município e/ou estado; e assegurar preços mínimos, capacitação e assistência técnica aos agricultores familiares.

 

Fonte: Mapa

Valor da produção agropecuária do Estado de MS chega ao recorde de R$ 70,9 bilhões

O Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso do Sul cresceu 29% em 2020, chegando a marca histórica de R$ 70,9 bilhões. Os dados do levantamento do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) mostram ainda que o Estado é o 7º no ranking brasileiro das riquezas produzidas pelo agronegócio.

 

O secretário Jaime Verruck, titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) explica que o valor recorde está baseado em uma agricultura inovadora com tecnologia e sustentável, resultado de várias ações de uma cadeia integrada para o crescimento com tecnologia e pesquisa.

 

“Isso mostra a capacidade de inovação do agronegócio, unido com uma política agrícola do Governo Federal de disponibilidade de crédito para investimentos, mercado internacional forte com altos níveis de produtividade, crescimento com alteração do uso e ocupação do solo, sem a necessidade de abertura de novas áreas”, explica.

 

O VBP avalia o desempenho agrícola e pecuário de cada estado e o valor corresponde ao faturamento bruto por setor, descontado a inflação do período. Em 2020, o Brasil alcançou a cifra de R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior valor obtido desde a série histórica iniciada em 1989.

 

Secretário Jaime Verruck (Semagro)

Mato Grosso do Sul é um estado com vocação para o agronegócio, com números crescentes ano a ano, mas com cada vez mais destaque para a agricultura. Enquanto o valor bruto da produção pecuária somou R$ 17,7 bilhões em 2020, com crescimento de 14% em relação a 2019, o VBP das lavouras aumentou em 34,4% no ano passado, chegando a R$ 53 bilhões.

 

A soja é o principal responsável pelo aumento considerável do valor da produção agrícola no ano passado, sendo que este único produto viu o faturamento anual crescer 73,8% em 2020, chegando a cifra de R$ 22,6 bilhões. Em termos comparativos, a produção bovina somou R$ 13 bilhões de VBP em 2020, com aumento de 16%.

 

Outros produtos se destacam na soma do VBP de Mato Grosso do Sul, como o algodão que teve faturamento de R$ 15,4 bilhões em 2020 e crescimento de 10,7%. O VBP do milho aumentou em 52,4% chegando a R$ 9,3 bilhões e os suínos alcançaram a marca de R$ 1,1 bilhão de faturamento em 2020.

 

Ainda de acordo com o secretário Jaime Verruck, o governo do Estado tem uma política agrícola bem definida, buscando diversificar a base produtiva, estimular a competitividade nas exportações com estrutura logística em portos, ferrovias e além de estradas e pontes, que formam o cenário ideal para o desenvolvimento do agronegócio.

 

Mato Grosso do Sul é responsável por 8,1% do valor da produção brasileira. O vizinho Mato Grosso é o primeiro no ranking do país com R$ 134 bilhões de VBP, seguido do Paraná com R$ 117 bilhões e de São Paulo com R$ 106 bilhões. Em quarto está Minas Gerais com R$ 96 bilhões, Rio Grande do Sul em quinto com R$ 73,6% bilhões e em sexto aparece Goiás com R$ 72 bilhões.

 

Confira os dados completos no levantamento do MAPA aqui.

Últimos dias de inscrição para cursos técnicos em agronegócio e fruticultura do Senar

Os interessados em participar da seleção para os cursos técnicos em Agronegócio e Fruticultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) têm até o dia 27 de janeiro para se inscrever pelo site etec.senar.org.br. Ambos são gratuitos e a distância.

 

Para o curso técnico em Agronegócio, são oferecidas 1.765 vagas, em 71 polos de apoio presencial do Senar. A carga horária total é de 1.230 horas distribuídas em dois anos. Desse total, 20% da são aulas teóricas, atividades práticas e avaliações.

 

Disponibilizado pela primeira vez na modalidade a distância, o curso técnico em Fruticultura oferece 950 vagas distribuídas em 34 polos de ensino. A carga horária é de 1.350 horas, divididas em dois anos e meio.

 

As vagas prioritárias são destinadas ao público do meio rural e é necessário que os candidatos tenham concluído o ensino médio. As formações são focadas na gestão da propriedade rural e no gerenciamento do processo produtivo.

 

Ambos os cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação e o diploma é válido nacionalmente.

 

Antes de se inscrever, os candidatos devem ler o edital atentamente. Embora os cursos sejam a distância, o candidato deve indicar um dos polos de ensino para participar das atividades práticas.

 

Para ler o edital, visualizar a lista de polos e efetivar a inscrição, acesse: http://etec.senar.org.br/ .

 

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 642 0999 com atendimento de segunda a sábado, das 8h às 20h (horário de Brasília).

 

Fonte: CNA

Foto: Wenderson Araujo

Faculdade CNA está com inscrições abertas para cursos de graduação Ensino A Distância

A Faculdade CNA está com as inscrições abertas para a seleção dos cursos de graduação a distância em Gestão do Agronegócio (3 anos), Gestão Ambiental (2 anos), Gestão de Recursos Humanos (2 anos) e Processos Gerenciais (2 anos).

 

Os interessados têm até o dia 24 de fevereiro para efetivar a inscrição pelo site www.faculdadecna.com.br. A mensalidade custa R$ 179 e as aulas terão início em março.

 

São três formas de ingresso: quem já é graduado participará da seleção por meio de análise documental. Os demais podem optar pelo vestibular online por meio de prova de Redação ou utilizar o resultado do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) dos últimos três anos – com nota igual ou superior a 250 pontos.

 

Na inscrição é necessário escolher um dos 40 polos distribuídos nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins. 

 

Cursos

 

A graduação em Gestão do Agronegócio prepara o profissional para gerenciar a armazenagem e venda da produção, controlando os preços para a máxima rentabilidade para o negócio.

 

A formação em Processos Gerenciais desenvolve a capacidade de gestão administrativa, de produção e comercial, preparando o aluno para o planejamento estratégico e gestão de projetos.

 

No curso superior em Gestão Ambiental o aluno aprenderá como planejar, desenvolver e gerenciar projetos ambientais no setor agropecuário.

 

Já na graduação em Gestão de Recursos Humanos são aprofundadas atribuições da atividade de gestor de recursos humanos, como recrutar e selecionar profissionais de acordo com o perfil da empresa.

 

Fonte: CNA

Granja em Rio Verde recebe primeiras 600 matrizes suínas e consolida projeto de expansão

A Granja Rio Verde, unidade multiplicadora de matrizes suínas da Cooasgo (Cooperativa Agropecuária de São Gabriel do Oeste), recebeu neste sábado (16) os caminhões com as primeiras 600 leitoas para serem alojadas no local, no município de Rio Verde. Com mais essa etapa cumprida e com o início da produção de matrizes nas próximas semanas, o empreendimento consolida o projeto de expansão da suinocultura em Mato Grosso do Sul, implantado pelo Governo do Estado por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

 

“Nós visitamos o complexo no mês de dezembro passado, juntamente com o governador Reinaldo Azambuja e desde então foram cumpridas todas as etapas burocráticas para o início das operações: foi liberada a licença de operação, realizada a conexão com rede de energia elétrica e emitida a liberação por parte do Ministério da Agricultura. Nesta fase da unidade, 25 empregos já foram gerados. O alojamento dessas 600 matrizes é um marco para a suinocultura sul-mato-grossense, dando início à produção do primeiro empreendimento da suinocultura para produção de matrizes no Estado”, comentou o secretário Jaime Verruck.

 

O empreendimento da Cooasgo foi projetado em parceria com a Agroceres, conta com uma área construída de 40,5 mil m² e e terá produção anual de mais de 40 mil matrizes por ano. A previsão é de ter 1,5 mil fêmeas por semana para reprodução, somando 78 mil por ano. Em funcionamento pleno, o complexo vai produzir 90 mil machos por ano para abate e gerar 42 empregos diretos e 210 indiretos. A projeção é de que a economia local tenha um incremento mensal de R$ 145 mil, além da movimentação de outros setores.

 

De acordo com o titular da Semagro, a política estadual de incentivo à suinocultura, aliada ao projeto da Cooasgo, focado em genética, eleva o Estado a um novo patamar dentro da cadeia produtiva do setor, que passa a ter o ciclo completo, desde a produção de matrizes até o produto final da indústria para o consumidor.

 

“Estamos consolidando o projeto de expansão da suinocultura em nosso Estado. Uma boa parte das matrizes produzidas será vendida para produtores de leitão em Mato Grosso do Sul, a fim de atender a crescente demanda das indústrias do setor. Cerca de 60% será comercializado para outros Estados. Seremos exportadores de genética suína, atendendo também o mercado brasileiro”, acrescentou Jaime Verruck.

 

Exportações do setor cresceram 395,82% em 2020

 

O volume das exportações da carne suína produzida em Mato Grosso do Sul cresceu 395,82% em 2020, de acordo com levantamento realizado pela Semagro. Foram exportadas 2.897 toneladas em 2019, com faturamento de US$ 3,7 milhões. Em 2020, o volume comercializado com o exterior saltou para 14.364 toneladas, totalizando US$ 24,5 milhões.

 

Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul foi o 6º maior exportador de carnes de suínos em 2020, atrás de SC, RS, PR, MT e MG. Já os principais destinos dessas exportações foram Hong Kong, Cingapura, Angola, Haiti e Emirados Árabes. Em termos de volume de produção de carne de suínos, Mato Grosso do Sul teve um crescimento de 54,3% na produção de 2014 a 2019, enquanto que a média brasileira foi de 29,2% no período.

 

“Importante frisar que esse crescimento expressivo no volume de produção e nas exportações de carnes de suínos aconteceu em meio à pandemia do novo coronavírus. É também um resultado decorrente da política estratégica de desenvolvimento sustentável implantada pelo Governo do Estado”, lembra o secretário.

 

Desde 2015, o Governo do Estado tem avançado com um série de ações de fomento à suinocultura. “Modernizamos o licenciamento ambiental do setor; ampliamos o acesso ao crédito por meio do FCO; buscamos novos investimentos por meio da participação no SIAVS e, por fim, em conjunto com os produtores, fizemos os ajustes na política de incentivos fiscais, lançando o Leitão Vida. O resultado estamos vendo agora, com o desempenho recorde nas exportações e a efetivação dessa primeira unidade produtora de matrizes do Estado”, finalizou Jaime Verruck.