Produção de grãos pela primeira vez na história deve superar 270 milhões de toneladas

A produção de grãos no Brasil, estimada em 273,8 milhões de toneladas no 7º levantamento divulgado nesta quinta-feira (8), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), segue registrando a marca recorde que vem caracterizando a Safra 2020/21. O crescimento atinge 6,5%, o correspondente a 16,8 milhões de toneladas sobre a safra passada.

 

O destaque dá-se sobretudo a partir da consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e boa performance da soja e do milho.

 

Já em relação ao mês passado, nota-se um aumento de 1,5 milhão de toneladas, sustentado especialmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra, além do ganho na produtividade da soja.

 

Quanto à área total de plantio, o boletim registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

 

No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

 

O milho total também sinaliza  produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

 

Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

 

Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

 

Completam os números do levantamento também o amendoim, com  produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio  deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

 

Exportação

 

Algodão em pluma continua com um cenário positivo no mercado internacional e, com isso, as exportações no acumulado de janeiro a março aumentaram 18,1% em relação ao último ano. Já para o milho, os embarques do ano continuam lentos. No entanto, dada a conjuntura no cenário externo, a Conab espera uma previsão de exportações em 35 milhões de toneladas para a safra atual, valor praticamente igual ao observado na última safra. Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto percentual de comercialização observado para a safra atual.

 

Destaca-se, no entanto, as informações referentes às exportações de março, que foram 24% superiores em relação ao mesmo período do ano passado. Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março.

 

Fonte: Mapa

Iagro e CREA firmam acordo técnico para controle e uso correto de agrotóxicos

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS) assinou Termo de Acordo de Cooperação Técnico Científico com o Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MS) para a intensificar as ações de conscientização sobre o uso correto e seguro de agrotóxico, além do descarte correto das embalagens e sobras de produto.

 

A união de esforços visa a otimização das atividades desenvolvidas pelas instituições conveniadas, com o compartilhamento de informações técnicas e profissionais, apoio mútuo nas áreas de fiscalizações, do exercício profissional e em inspeção e defesa sanitária vegetal, e na atualização e alterações das legislações e normativas atinentes, visando à promoção de uso correto e seguro de agrotóxicos, boas práticas agrícolas, segurança alimentar e proteção ambiental.

 

Neste Acordo, as responsabilidades da Iagro são o fornecimento da base de dados atualizada de produtos agrotóxicos, acesso ao módulo de revenda e controle de agrotóxicos, a disponibilização de Fiscais Estaduais Agropecuários e equipe de TI para desenvolvimento das atividades junto ao sistema e-Saniagro.O CREA-MS se comprometeu com o fornecimento da base de dados atualizada de profissionais com atribuições para a emissão de Receituário Agronômico, com a realização do controle e a fiscalização sobre a emissão do Receituário, na disponibilização de material, técnicos e equipe de TI para desenvolvimento de todas as atividades pertinentes ao objeto desta Cooperação.

 

 

O Termo não prevê repasse de recursos financeiros entre as partes e terá vigência até 31 de dezembro de 2023. O Diretor-Presidente da Iagro, Daniel de B. Ingold, destacou que a agência vem trabalhando desde o início de 2015, por meio da equipe do Núcleo de agrotóxicos subordinado à Gerência de Inspeção e Defesa Vegetal, neste projeto e que com sua implantação e manutenção do mesmo teremos ganho em eficiência no trabalho de fiscalização.

 

“A integração de informações permite melhor controle quando a regularidade no registro e na prescrição dos produtos agrotóxicos, seus componentes e afins, promovendo com isso fiscalização mais efetiva, conformidade na produção agropecuária e principalmente segurança alimentar para a população do estado do Mato Grosso do Sul.”, finalizou.

CNA diz que emissões de Gases de Efeito Estufa podem ser totalmente neutralizadas

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou, ontem (9), do lançamento de duas coletâneas com estudos que mensuram fatores de emissão e remoção de Gases de Efeito Estufa (GEEs) pelo agro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Em seu discurso, Martins disse que as pesquisas agrupadas nas coletâneas confirmam que as emissões de GEEs podem ser totalmente neutralizadas. “Precisamos avaliar o ambiente de produção como um todo. Considerar o balanço das emissões e sequestro de GEEs e não somente calcular emissões a partir da liberação de gases em processos de ruminação animal”.

 

Para o presidente da CNA, os estudos revelam a necessidade de o Brasil evoluir nas tecnologias de baixa emissão de carbono, introduzindo insumos de base científica no processo de revisão do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, o Plano ABC.

 

João Martins destacou o papel fundamental do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) nesse processo de implantação de sistemas de produção de baixa emissão de carbono. “Com seu modelo de Assistência Técnica e Gerencial, o Senar é vetor de ganhos econômicos, produtivos, sociais e ambientais”.

 

No evento, o presidente reiterou ainda o compromisso do Sistema CNA/Senar em levar aos agricultores e pecuaristas as tecnologias que permitem o uso correto e as boas práticas de manejo na produção, sem descuidar da sustentabilidade econômica da atividade, fator crucial para o incremento da renda, do aumento da produtividade e da proteção do meio ambiente.

 

“Como representantes do sistema produtivo rural brasileiro, queremos ser indutores do processo de integração das cadeias produtivas, equalizando o custo e os benefícios advindos da mitigação às mudanças climáticas”, finalizou.

 

Já a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que o lançamento das coletâneas amplia a disponibilidade dos dados sobre sistemas nacionais, que levam efetivamente em conta as especificidades climáticas a partir de metodologias científicas aceitas internacionalmente.

 

“Constituímos uma base de dados que será fundamental frente aos desafios que irão surgir no agro nas próximas décadas. Também vão contribuir para a construção de políticas públicas de enfrentamento das mudanças do clima”, afirmou.

 

 

 

Segundo a ministra, a partir dos dados será possível modernizar práticas produtivas, aperfeiçoar sistemas de manejos, promover ganhos crescentes de produtividade, o que se traduz em maior eficiência para o produtor, em renda e sustentabilidade.

 

“O Brasil já é um potência agroambiental. Nos próximos anos seremos chamados a intensificar nossa produção a fim de atender a crescente demanda global por alimentos seguros e nutritivos e os dados revelam que estamos no caminho certo”, concluiu Tereza Cristina.

 

Para o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, as coletâneas servirão de “livro de cabeceira” dos 10 mil técnicos do Senar. “O desafio de tirar as tecnologias das prateleiras e colocar no campo se vence com esse tipo de divulgação. A partir de agora temos a missão de divulgar esses estudos para os produtores e, principalmente, aos técnicos”.

 

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou que o lançamento dos estudos é um importante passo para transformar o agro brasileiro em um dos maiores do planeta.

 

De acordo com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, as coletâneas também vão ser úteis para os países que possuem o mesmo clima e bioma do Brasil. “Vamos mostrar como se faz uma boa agricultura e pecuária. Esse é apenas o início, o primeiro capítulo de uma longa saga”.

 

Coletâneas 

 

 Os estudos foram realizados por 400 pesquisadores e trazem resultados, desafios e oportunidades sobre a emissão e remoção dos GEEs pelo agro. Segundo a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, a coletânea de pecuária agrupa trabalhos relativos de pequenos ruminantes, grandes ruminantes e não ruminantes (suínos, aves e tilápia).

 

“As pesquisas trazem fatores de emissão e remoção para todos os biomas e regiões. Por sistema produtivo, tipo de terminação, raça e diferentes idades dos animais”.

 

Já os estudos da agricultura incluem as cadeias de cana-de-açúcar, grãos, sistemas integrados de produção e florestas plantadas. Em sua apresentação, Mariane destacou a importância das tecnologias de colheita e irrigação, do plantio direto e rotação de culturas para redução expressiva das emissões e o potencial de florestas plantadas e integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

 

Fonte: CNA

Mapa discute o uso de irradiação em alimentos como opção para evitar desperdícios

Destruir microrganismos causadores de doenças, prolongar o prazo de validade dos produtos, retardar o amadurecimento e brotação, esterilizar alimentos, tudo com segurança e sem o uso de produtos químicos. Essas são algumas vantagens do uso de irradiação na agricultura e pecuária. A implementação dessa tecnologia no Brasil foi debatida em evento online nesta quinta-feira (8), realizado pela empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), vinculada à Marinha do Brasil.

 

O assessor da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luiz Eduardo Rangel, participou do evento e destacou que a agropecuária brasileira, considerada uma das mais tecnológicas do mundo, discute estratégias para produção a partir dessa tecnologia, ainda pouco utilizada no país.

 

“O Brasil é muito bem visto internacionalmente pela qualidade de seus produtos e com a técnica da irradiação temos a oportunidade de galgar esses mercados com maior competitividade, sustentabilidade baseado em políticas públicas”, disse. Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas, mas apenas o 23º maior exportador, desempenho que pode crescer com o uso da irradiação.

 

Rangel destaca a irradiação de alimentos como uma importante aliada para a redução de perdas de produtos. Atualmente, o desperdício de alimentos no mundo é estimado em 30% do que é produzido, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Apenas ¼ do que Estados Unidos e Europa descartam seria suficiente para alimentar as 800 milhões de pessoas que ainda passam fome no mundo.

 

Ele lembrou que ainda há muito desconhecimento sobre a tecnologia, o que muitas vezes gera preconceito. Por isso, uma das ações do governo federal é traçar estratégias para melhor comunicar aos brasileiros sobre as vantagens do uso da tecnologia.

 

“A ampliação da viabilidade de uma tecnologia já comprovada pela ciência é fundamental, não existem empecilhos legais para o uso da técnica no Brasil, sendo um assunto pacificado ao redor do mundo. É preciso, agora, comunicar de forma estratégica essa solução para a sociedade”, declarou.

 

O Mapa também persegue um plano de negócios para oferecer ao mercado ações como o  levantamento sobre o mercado internacional de produtos irradiados, planos de marketing e divulgação da tecnologia do irradiador multipropósito, fatores a serem considerados para a instalação e funcionamento sustentável e viabilidade do negócio com utilização prioritária em produtos agropecuários, em especial frutas e hortaliças.

 

Para avaliar o uso de irradiadores multipropósitos no Brasil para fomento dessa tecnologia em produtos agropecuários foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico, conforme Portaria  nº 66, publicada em 6 de abril.

 

Pesquisa

 

A eficiência da utilização da irradiação em alimentos é comprovada pela Embrapa, que iniciou as pesquisas com a tecnologia na década de 1980. O uso de radiação ionizante é ainda uma opção com menor impacto ambiental, já que não deixa resíduos.

 

Segundo dados da FAO, os alimentos irradiados mantêm suas propriedades nutricionais e organolépticas, além de não apresentarem qualquer risco toxicológico, radiológico ou microbiológico para o consumo humano.

 

Estados Unidos, China, índia, Japão, Reino Unido, Argentina, Chile, Peru e parte da União Europeia utilizam a irradiação em especiarias, tubérculos, grãos, frutas, carne suína, frango, pescado, frutos do mar, ervas medicinais. Mais de 60 países comercializam produtos com o uso de irradiação.

 

A Amazul deverá desenvolver projeto de engenharia e realizar o dimensionamento dos equipamentos, o licenciamento radiológico e a contratação da empresa responsável pela construção, montagem e comissionamento dos equipamentos, bem como a fiscalização do empreendimento, até a entrega final ao usuário final. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), responsável pela introdução da tecnologia no país, dará o apoio técnico ao projeto.

Agronegócios: Mapa, MCTI e Finep assinam acordo de cooperação para desenvolver ações

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinaram nesta quarta-feira (7) um acordo de cooperação técnica para a execução de atividades conjuntas para o fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação de empresas e Instituições de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que tenham ligação direta ou indireta com o setor agropecuário, para elevar os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

 

Serão utilizados meios de financiamento reembolsável e não reembolsável via Finep, atendendo as diretrizes estabelecidas pelo Mapa e pelo MCTI. O papel do Mapa na parceria será principalmente na definição e no estabelecimento de políticas públicas que visem ao desenvolvimento tecnológico e a inovação de todas as cadeias do agronegócio no país.

 

A ministra Tereza Cristina disse que o acordo de cooperação vai facilitar a pesquisa, inovação e novas tecnologias para o setor agropecuário brasileiro, que vem fazendo a diferença no Brasil. “Hoje vamos iniciar uma nova etapa mais coordenada entre os nossos ministérios e a Finep que tanto tem feito pelo país. E agora juntos vamos fazer pelo agro brasileiro. Nós temos a responsabilidade de aumentar em 40% a produção de alimentos para abastecer a população mundial até 2050. Então, precisamos correr, e esse tipo de parceria vai trazer o aumento da produtividade para que possamos produzir volumes maiores com as mesmas áreas.”, destacou.

 

O ministro Marcos Pontes destacou que a união entre os ministérios permite avançar em diversos assuntos importantes para o país. “Esse acordo permite que usemos toda a estrutura do MCTI para resolvermos problemas, trazer novas tecnologias e ajudar a melhorar a produção desse setor que é extremamente importante para o Brasil e para o planeta”, disse o ministro.

 

A parceria terá a duração de quatro anos podendo ser prorrogada por meio de Terno Aditivo.

 

Fonte: Mapa

Agraer e Subprefeitura apoiam produtores de hortaliças no Distrito de Anhanduí

A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul), atendendo uma demanda da Administração Municipal de Campo Grande, deu apoio aos produtores de hortas no Distrito. A Agraer, através da Ceasa, disponibilizou composto orgânico (10 toneladas) para atender horticultores do Distrito e seu entorno.

 

Além desse importante insumo, produzido pela Organoeste, que visa melhorar a qualidade de matéria orgânica e nutrientes do solo, onde serão cultivados hortaliças e legumes de qualidade.

 

Dentro dessa iniciativa, técnicos do Posto da Agraer, sob a coordenação da Agência de Campo Grande, orientarão produtores quanto as melhores variedades, época de plantio, manejo de água e outros tratos culturais.

 

A produção de alimentos, nesse momento crítico que nosso país está atravessando, é essencial para reduzirmos dificuldades que milhares de desempregados estão submetidos, por isso todo pedaço de terra disponível deve ser aproveitado para cultivo e produção de alimentos. Além de ser uma alternativa interessante de geração de renda para os produtores.

Conab inicia pesquisa para apurar estoques privados de arroz, café e trigo para venda

Até o dia 23 de abril, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai disponibilizar a plataforma para que produtores e indústrias de arroz, café e trigo participem da pesquisa dos estoques privados. O levantamento será feito em todas as regiões do país e mostrará o volume disponível de cada produto para comercialização.

 

As informações são utilizadas também na elaboração de políticas públicas e em ações da iniciativa privada, sobretudo no que se refere ao abastecimento alimentar e nutricional da população. A novidade neste ano é que, pela primeira vez, serão coletados dados dos estoques de trigo no sistema, a partir dos dados fornecidos tanto de produtores e indústrias quanto de armazenadores em todos os estados.

 

A pesquisa considera como data base para registro dos estoques o dia 31 de março, podendo o armazenador contabilizar também o produto da safra atual e/ou anteriores. O estoque deve ser informado por unidade armazenadora, cadastrada ou não pela Conab, e caracterizado por tipo: produto em casca ou beneficiado, no caso de arroz, e arábica ou conilon, quando se tratar de café. Em relação ao trigo, trata-se apenas do cereal em grão. Destaca-se, no entanto, que os dados fornecidos serão divulgados de forma agregada por estado, respeitando-se a confidencialidade.

 

A plataforma utilizada para receber os dados é o Sistema de Pesquisa de Estoques Privados (Sipesp) da Conab. As unidades armazenadoras já cadastradas nesse sistema recebem uma senha de acesso para enviar as informações por meio eletrônico, na interface do próprio Sipesp. Já aqueles que não possuem o cadastro, ou que não disponham de e-mail, podem preencher o formulário disponível no site da Companhia e realizar o contato com a equipe das superintendências regionais da Conab no seu estado ou na Matriz, em Brasília.

 

Vale ressaltar que os armazenadores que não possuem estoques, ou que não trabalhem com os produtos relacionados na data em referência, também devem participar da pesquisa. Para isso, basta indicar no formulário as opções “sem estoque” ou “não armazena”.

 

“Essa informação, além de contribuir com a nossa base de dados, é fundamental para a gestão nacional dos estoques”, explica o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen. “Além disso, essa pesquisa executada anualmente pela Companhia é utilizada por órgãos do governo federal, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e outros, para o planejamento governamental e na formulação das políticas públicas de fomento à produção agrícola, para garantir a regularidade do abastecimento alimentar. Por isso, a participação de todos os agentes armazenadores do país é essencial”.

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva atualiza previsões da cadeia do algodão com a pandemia

A safra 2020/2021 de algodão deve alcançar 2,41 milhões de toneladas da pluma. O volume previsto é 20% inferior à 2019/20 e resulta, principalmente, da redução da área plantada, que totalizará 1,35 milhão de hectares. A produtividade média estimada é de 1.784 kg de pluma por hectare. As projeções atualizadas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, mostram, ainda, que 65% do algodão plantado na safra 2020/21 é de segunda safra e 35%, de primeira.

 

Os dados foram apresentados pelas associações estaduais na primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  O encontro, virtual, contou com a participação de todos os elos do setor.

 

A indústria têxtil apresentou suas expectativas, diante da queda na demanda interna, em razão da segunda onda da pandemia de Covid-19 no país.  A previsão é de um consumo de 700 mil toneladas de algodão. Segundo Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o recuo nas vendas do varejo já vinha sendo observado desde novembro e, a partir de março, começou a ser sentido pela indústria. “Estamos procurando costurar soluções que não coloquem em risco toda a rede de produção e distribuição”, informou.

 

Pimentel acredita que somente em 2022 o setor retomará os níveis de 2019. Neste sentido, manifestou preocupação quanto ao estoque de passagem. “Precisamos trabalhar juntos, indústria, cotonicultura e varejo, para que não haja escassez de algodão e tenhamos uma situação de crescimento da cotonicultura e da indústria brasileira, rumo a nossa meta de um milhão de toneladas. Há preocupação com estoque de passagem muito apertado e é preciso que cotonicultura e indústria estajam afinados neste tema para não haver falta de algodão para a indústria têxtil brasileira”, concluiu.

 

No que se refere às vendas externas, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) estima que alcancem 2,315 milhões de toneladas da pluma entre julho de 2020 e junho de 2021 – até fevereiro, os embarques totalizavam 1,8 milhão de toneladas.  “Seria um novo recorde de exportação para o Brasil, além de solidificar a posição de segundo maior exportador do mundo, depois dos Estados Unidos, com praticamente 25% do comércio global”, destacou Henrique Snitcovski, presidente da Anea. A China segue como principal destino da produção brasileira, responsável por mais de um terço das exportações de algodão.

 

A Abrapa aproveitou a reunião para apresentar o programa de promoção internacional do algodão brasileiro, o Cotton Brazil. Lançado em 2020 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o projeto tem foco no mercado asiático, destino de 99% das exportações brasileiras da pluma. Desde dezembro de 2020, a Abrapa conta com um escritório em Singapura, de onde foram realizados 10 eventos virtuais denominados Cotton Days – com a presença de mais de mil potenciais compradores, embaixadores e diplomatas – além de reuniões com as principais entidades do setor industrial têxtil da Ásia.

 

Como convidada especial da reunião, a pesquisadora Lêda Carvalho Mendes, da Embrapa Cerrados, falou sobre perspectivas de uso da Análise Biológica dos Solos – BIOAS – para uma agricultura mais sustentável. Lançada no ano passado, a tecnologia busca aliar alta produtividade com qualidade de solo. “Queremos fazer agricultura em solos saudáveis”, afirmou.

 

Deliberações

 

O reajuste do Preço Mínimo do Algodão foi um dos temas em debate. A Câmara setorial decidiu solicitar ao Mapa a atualização dos valores no próximo Plano Safra, que deve ser anunciado pelo governo federal entre maio e junho deste ano. A proposta está sendo elaborada com base em dados do Centro de Pesquisas Econômicas da Esalq/USP e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). “É importante termos a garantia do preço mínimo não só para uma eventualidade, que esperamos que não aconteça, mas também como balizador dos cálculos para tomada de empréstimo e outros levantamentos”, pontuou o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.

 

Outra demanda que será enviada ao Ministério da Agricultura é a criação de mecanismos regulatórios que minimizem os impactos do processo de reavaliação do imidacloprido à agricultura brasileira. Também será reiterado o pedido, feito em dezembro de 2020, de priorização de registro de defensivos para pragas de difícil controle, como o bicudo do algodoeiro e a ramulária.

 

Ao final desta 62º reunião da Câmara Setorial, o presidente, Milton Garbugio, passou a liderança do fórum a Júlio Cézar Busato, que está à frente da Abrapa, desde janeiro deste ano.  “Queria agradecer a todos da câmara setorial, quantos problemas já resolvemos aqui. Temos muitas conquistas e ficamos orgulhosos com isso”, falou Garbugio. “Temos que, intensivamente, trabalhar cada vez mais e mostrar que temos, sim, produto com responsabilidade e qualidade como qualquer produtor do mundo”, finalizou.

 

Em nome do setor, Busato agradeceu a atuação de Garbugio em ações que beneficiaram a cotonicultura brasileira e reiterou o compromisso dos produtores com qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. “Temos que fazer o dever de casa, vamos ter um trabalho enorme e não vai ser fácil. O que queremos, com isso, é conquistar mercado e valorizar a pluma brasileira”, destacou. A próxima reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados está marcada para julho.

 

Fonte: Abrapa

Agropecuária teve melhor saldo de empregos para fevereiro desde 2011, segundo a CNA

A agropecuária registrou saldo positivo de 23.055 postos de trabalho formais em fevereiro de 2021, o melhor resultado para o mês desde 2011, segundo Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

A publicação analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça (30), pelo Ministério da Economia, que apontou a abertura de 401.639 novas vagas de empregos no país em fevereiro.

 

No acumulado no ano, o agro foi responsável por 56.041 novas vagas, o que representa 8,5% do total de empregos gerados no período, número 192% maior que o mesmo período de 2020, quando registrou 19.214 postos de trabalho.

 

As atividades agropecuárias que mais contribuíram para o bom resultado de fevereiro foram o cultivo de soja, com 6.108 vagas, e a criação de bovinos, com 4.342 postos. Completam a lista as atividades de apoio à agricultura e à pecuária (+1.873), cultivo de cana-de-açúcar (+1.822) e produção florestal (+1.768).

 

De acordo com o documento da CNA, assim como em janeiro, houve geração de empregos em quase todas as regiões, com exceção do Nordeste. As regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em fevereiro, 17.241 e 4.574, respectivamente.

 

São Paulo foi o estado que mais abriu postos de trabalho, mantendo sua posição como o maior gerador de empregos na agropecuária (+14.509), como foi em 2020 e em janeiro de 2021, o que corresponde a 63% do total do setor no país. Em seguida, aparece Minas Gerais com 2.435 vagas, quase 11% do total do setor.

 

Clique aqui para ler o Comunicado Técnico.