Começou o vazio sanitário do algodão nas maiores regiões produtoras de algodão de MS

Começou na terça-feira, 15 de setembro, o vazio sanitário do algodão nas regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul, as duas responsáveis por mais de 92% de toda a produção do fio natural no Estado.

 

Os municípios produtores nessas regiões são: Alcinópolis, Costa Rica, Chapadão do Sul e Cassilândia, aonde os produtores precisam ter concluído a destruição de soqueiras e não devem permitir nenhuma planta voluntária de algodão na propriedade.

 

O vazio sanitário foi criado por decreto estadual para contribuir com a mitigação do bicudo do algodoeiro, principal praga da lavoura de algodão.

 

Mato Grosso do Sul possui clima variado e, portanto, três períodos diferentes para o vazio sanitário, sendo ele de 75 dias para todos. No estremo sul, (Aral Moreira e Antônio João), o período do vazio sanitário já se encerrou em 30 de agosto, no centro sul (Campo Grande, Sidrolândia e Maracaju) é de 1º de agosto  a 15 de outubro.

 

Além do vazio sanitário obrigatório, outras medidas são adotadas pelos produtores, com orientação e acompanhamento da Ampasul, durante todo o ano, como uso de inseticida junto a desfolha e na destruição de soqueiras, bem como na entressafra. É realizada ainda o monitoramento através de armadilhas, permitindo estratégias assertivas durante a safra, para o controle eficiente do bicudo. Somente assim a cultura é viável em Mato Grosso do Sul e nos demais estados produtores do fio natural.

 

Fonte: Ampasul

 

 

Prazo para adequação dos estabelecimentos produtores de kombucha é prorrogado até 2021

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou até 1º de julho de 2021 o prazo para adequação dos estabelecimentos produtores de kombucha aos padrões de identidade e qualidade fixados pela Instrução Normativa 41. A prorrogação foi publicada na sexta-feira (18) no Diário Oficial da União.

 

A kombucha é um chá fermentado por uma cultura de bactérias e leveduras, que pode ser adicionado de sucos de frutas, outros extratos vegetais ou mel.

 

Os padrões estabelecidos pela IN determinam desde os ingredientes, teor alcoólico até a rotulagem do produto. O objetivo é garantir a segurança alimentar ao consumidor. O prazo anterior havia encerrado na quinta-feira (17).

 

A ampliação do prazo foi feita por conta dos reflexos da pandemia da Covid-19 junto aos produtores. O Ministério segue trabalhando, atendendo as solicitações de registro desses estabelecimentos, fazendo vistorias e a fiscalização nesses locais. Atualmente, existem 20 estabelecimentos fabricantes de kombucha registrados no Ministério.

 

Mesmo com as restrições impostas pela pandemia, o Mapa já registrou, desde o início da emergência sanitária no Brasil, cerca de 588 novos estabelecimentos produtores de bebidas, entre cervejarias, destilarias, vinícolas, fabricantes de sucos e polpas entre outros.

 

Fonte: Mapa

Brasil exporta primeira carga de melão para China depois de acordo bilateral

A China recebeu ontem (18) o primeiro embarque de melões brasileiros após acordo bilateral firmado entre os países. Cerca de três toneladas e meia de melão pele de sapo, da região de Mossoró (RN), desembarcaram no Aeroporto de Xangai.

 

acordo que viabilizou a exportação do melão brasileiro para a China foi firmado em novembro de 2019, durante reunião bilateral entre os presidentes Jair Bolsonaro e Xi Jinping, na XI Cúpula do Brics, em Brasília, com a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

 

Com a chegada da primeira carga da fruta ao território chinês, a ministra destaca a importância da abertura desse mercado, já que o país asiático é o maior produtor e consumidor de melão. “É um marco importante para o Brasil. É a primeira fruta fresca importada pela China e o primeiro país do mundo a exportar melão para China”, disse. Os chineses consomem cerca de metade da produção mundial. Em 2017, foram 17 milhões de toneladas.

 

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa ressalta que a certificação fitossanitária da China, negociada por longo tempo, é uma garantia de que o melão brasileiro está livre de pragas e passa por rígidas vistorias.

 

Em janeiro, técnicos da Administração Geral de Aduana da China (GACC, órgão responsável pela sanidade vegetal e animal) inspecionaram fazendas produtoras de melão no Rio Grande do Norte e no Ceará. Os dois estados são os maiores produtores da fruta.

 

Depois da inspeção, o órgão chinês autorizou importação do melão da empresa Bollo Brasil, do grupo Bollo International Fruits. A empresa é uma das maiores exportadoras de melão do Brasil.

 

Foto: Henrique Araujo/IMG DIGITAL

 

O melão embarcado foi vistoriado  pelas equipes do  Mapa na própria fazenda. Uma das medidas para confirmar que todo o processo foi feito inhouse e com a vistoria do fiscal habilitado pelo governo chinês foi o uso de lacre do Ministério na embalagem da fruta.

 

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), que também participou das negociações para a abertura do mercado, informou que irá apoiar os produtores nas questões logísticas para ampliar as vendas aos chineses, além de destacar que a produção de melão é uma atividade com grande potencial de geração de empregos.

 

Em 2019, o Brasil exportou melão para diversos países, foram mais de 251 mil toneladas. Com a abertura do mercado chinês, os produtores esperam dobrar as vendas externas, conquistando no mínimo 1% do mercado da China. Uma das vantagens é que a safra brasileira coincide com a entressafra de melão na China.

Destaque Instituto Federal de Mato Grosso do Sul recebe área para implantar Fazenda Escola

O Campus Naviraí do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi contemplado, neste mês, com a doação de uma área de 43 hectares localizada em frente à futura sede definitiva da unidade, o que irá permitir a implantação de uma Fazenda Escola para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas ao eixo agrário.

 

A área, parte da Fazenda Santa Rosa, de propriedade da Companhia Mate Laranjeira, foi doada pela Prefeitura Municipal, por meio da Lei 2.295/2020, após desapropriação negociada por R$ 1,3 milhão junto à empresa em 2018.

 

“A obtenção da área é uma grande conquista para o IFMS e para Naviraí. Foram três anos de articulação com as iniciativas pública e privada, para o alinhamento de todo o processo que se materializa agora com nossa Fazenda Escola”, celebra Matheus Bornelli de Castro, diretor-geral do campus, que esteve à frente da iniciativa desde o começo.

 

egundo Matheus, uma comissão do campus já entregou um estudo preliminar no qual estão definidas diretrizes de uso da terra e delimitadas as áreas de proteção permanente, de reserva legal, e de cultivo relacionado às atividades práticas a serem desenvolvidas no espaço.

 

“Não é possível pensar qualquer curso de Recursos Naturais sem ter prática de campo. Todos os experimentos, as práticas agrícolas e dias de campo dos cursos técnicos em Agricultura e Agronomia poderão ser realizados nesta área que conseguimos”, comemora.

 

A lei que concede ao campus a posse da área estabelece que o espaço terá, formalmente, o nome de “Fazenda Escola Sakae Kamitani”, em homenagem ao fundador da Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense (Copasul) e um dos pioneiros do município.

 

“A Copasul foi uma importante mediadora de todo o processo de obtenção da área, tendo inclusive ajudado com aporte financeiro. Do valor da área, R$ 1,1 milhão foi obtido mediante colaboração da Copasul, diante do interesse público da área, junto à prefeitura”, destaca Matheus, que ressalta também a importância do prefeito Izauri de Macedo e do presidente da Mate Laranjeira, Raul Prates, para o sucesso da iniciativa.

 

Os 43 hectares recebidos agora, somados aos sete hectares relativos à área da sede definitiva, irão permitir ao Campus Naviraí pleitear a alteração de tipologia, junto ao Ministério da Educação (MEC), para se tornar um campus agrícola. Esta mudança teria impacto significativo para obtenção de recursos orçamentários e códigos de vagas de servidores.

 

Funcionamento 

 

Desde 2015, o campus funciona provisoriamente no Centro de Educação Profissional Senador Ramez Tebet. A sede definitiva está sendo construída na Rodovia MS 141, km 4, s/nº.

 

Apesar de ser a única unidade do IFMS em espaço provisório e das obras terem sofridos constantes atrasos por desistência das construtoras que venceram as licitações, Matheus esclarece que a implantação da Fazenda Escola não terá impacto na conclusão do campus.

 

Para as obras da sede definitiva, já temos garantidos, por meio de Termo de Execução Descentralizado [TED], R$ 1,5 milhão para este ano, com previsão de chegarmos a R$ 4,5 milhões de recursos do Governo Federal nos próximos anos”, explica.

 

Como não há previsão de benfeitorias na Fazenda Escola, os recursos do IFMS e as parcerias com instituições públicas e privadas serão suficientes para que a área entre em funcionamento em breve.

 

“Além do aporte de recursos financeiros do IFMS, há parcerias com instituições de pesquisa privadas, a própria Copasul, e instituições públicas, como a Agraer e a Embrapa, que irão permitir o desenvolvimento de atividades”, finaliza.

 

De acordo com a escritura da área, pelos próximos 20 anos, a Fazenda Escola não poderá ser penhorada ou alienada. A lei prevê, também, que a doação realizada será revogada caso haja extinção dos cursos agrícolas pelo campus.

 

Atualmente, o IFMS em Naviraí oferta cursos técnicos integrados, inclusive na modalidade Educação de Jovens e Adultos (Proeja), subsequentes, presenciais e a distância, nas áreas de Informação e Comunicação e Recursos Naturais, além de cursos superiores de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Agronomia, e pós-graduação em educação.

 

Destaques

 

Ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelo IFMS em Naviraí foram destaque nos últimos anos. É o caso do IF Clima, aplicativo de monitoramento climático criado por estudantes em um projeto de pesquisa aplicada e extensão tecnológica.

 

No ano passado, pela primeira vez, o campus conquistou o prêmio de melhor equipe na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Em 2018, o grupo “Os Carecas”, formado por estudantes da unidade, foi vencedor na categoria juvenil do 9º Festival Estudantil Temático de Trânsito (Fetran).

 

Nos últimos anos, estudantes do IFMS em Naviraí também foram escolhidos para representarem Mato Grosso do Sul no Parlamento Jovem Brasileiro (PJB) e no Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM).

 

Projetos de incentivo à produção agroecológica e de hortaliças folhosas hidropônicas também estão entre as iniciativas que vêm beneficiando a comunidade da região.

Propeixe: Conselho aprova programa estadual de apoio e fortalecimento da piscicultura em MS

Reunidos ontem(17), os integrantes do Conselho Estadual de Políticas Agrícolas e Agrárias (CEPA) aprovaram a implantação do Programa Estadual de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Peixe. Apelidado de ProPeixe, o programa tem como objetivo geral promover o fortalecimento da cadeia produtiva da piscicultura de forma ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justa. Uma vez aprovado pelo CEPA, que é a instância consultiva e deliberativa máxima para questões envolvendo agricultura e pecuária no Estado, a normativa será agora publicada em Diário Oficial e passa a vigorar em todo Mato Grosso do Sul.

 

O superintendente de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Rogério Beretta, fez a apresentação do ProPeixe aos membros do CEPA, iniciando por um panorama do setor no Estado. Segundo dados da Agraer, existem atualmente em Mato Grosso do Sul 1.338 produtores de peixe, 2.441 hectares de tanques escavados (sendo que 960 hectares estão desativados ou sem exploração comercial); 1.767 unidades de tanques rede; 28 produtores de alevinos; 102 estabelecimentos “pesque-pague”; a produção alcançou 20.300 toneladas de tilápia e 3.600 toneladas de peixes nativos em 2019/2020.

 

“Com esse programa o governo do Estado pretende promover a inclusão de produtores na atividade e reorganizar toda cadeia produtiva da piscicultura, de modo a priorizar os pequenos produtores. Nossa intenção é promover arranjos produtivos locais para incentivar a comercialização do pescado e já estamos adotando medidas para simplificar e desburocratizar as normas e procedimentos, como é o caso do licenciamento ambiental que deixa de exigir um processo, basta uma declaração para áreas de até 2 hectares de tanque”, disse o secretário da Semagro e presidente do CEPA, Jaime Verruck.

 

Ao instituir o ProPeixe, o governo tem como metas atingir, por intermédio de projetos específicos de cada área de atuação, o volume de produção de 36.000 toneladas de peixes em 2021 e 55.000 toneladas em 2022. Também pretende aumentar a capacidade de processamento de pescado no Estado, passando para 37 mil toneladas em 2021 e chegando a 62 mil toneladas em 2022.

 

Para tanto, pretende-se aumentar a utilização da capacidade instalada da indústria local dos atuais 58%, para 70% em 2021 e 80%, até o final de 2022, elevar o volume de exportações para até 3 mil toneladas em dois anos e reposicionar Mato Grosso do Sul de modo a figurar entre os cinco primeiros colocados no ranking nacional da piscicultura.

 

O CEPA é um órgão consultivo e deliberativo, sendo a instância máxima na tomada de decisões que envolvam agricultura e pecuária no Estado. Criado em dezembro de 2019, o CEPA estava paralisado e foi, agora, reativado com a posse dos novos conselheiros, na reunião desta quinta-feira.

Piscicultura: Portaria permite captura da sardinha-laje por embarcações pesqueiras

A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na terça-feira (15) uma portaria que permite a inclusão da sardinha-laje (Opisthonema oglinum) no rol de espécies da Autorização de Pesca Complementar das embarcações que capturam sardinha-verdadeira como alvo.

 

Anteriormente, a sardinha-laje estava permissionada para ser capturada pelos barcos que têm permissão para captura da sardinha-verdadeira apenas como fauna acompanhante previsível – que são os peixes que estão na mesma área de captura da espécie alvo e que sua captura não pode ser evitada. Porém, a sardinha-verdadeira e a sardinha-laje possuem aspectos físicos e de comportamento muito semelhantes e muitas vezes vinha mais sardinha-laje do que sardinha-verdadeira.

 

Para o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr., a portaria é um importante passo em prol da segurança jurídica e produtividade das quase 200 embarcações do Sudeste/Sul da frota sardinheira.

 

“A medida beneficia, diretamente, mais de 20 mil pessoas que fazem dessa atividade sua fonte de renda e emprego. Além disso, proporciona a manutenção das atividades de diversas indústrias enlatadoras pelo Brasil. Produtividade subsidiada pela ciência e de mãos dadas com a sustentabilidade”, diz o secretário.

 

Segundo a SAP, apesar de não haver nenhuma normativa que disponha sobre proporcionalidade entre a espécie alvo e as espécies da fauna acompanhante previsível, estava ocorrendo autuações nos barcos que estavam com carga maior de sardinha-laje do que de sardinha-verdadeira. Após tratativas com o setor pesqueiro, pesquisadores e Ibama, foi definido que a melhor alternativa seria inserir a sardinha-laje no rol de espécies da Autorização de Pesca Complementar das embarcações que capturam sardinha-verdadeira como alvo.

 

Assim, os pescadores terão segurança jurídica para trazerem sardinha-laje em qualquer proporção. Ainda de acordo com a SAP, a medida não deverá aumentar o esforço de pesca sobre a sardinha-laje, já que ela já era capturada por essa frota.

Senai Empresa aponta placa fotovoltaica como alternativa à alta no custo da energia elétrica

As placas fotovoltaicas apresentam-se como alternativa ao Decreto Federal nº 9.642/2018, que retira, gradualmente, o desconto na tarifa de energia elétrica concedido às unidades consumidoras classificadas como rurais. Até 2023, o desconto, que era de 30% até abril de 2018 e atualmente está em 18%, será zerado e, pensando nisso, o Senai Empresa reforça a importância de investimentos na geração de energia solar.

 

Segundo o consultor do Programa Senai de Gestão Energética do Senai Empresa, engenheiro-eletricista Sebastião Dussel, nesse cenário, a energia solar com a instalação de placas fotovoltaicas tem se tornado bastante atrativa. “Em Mato Grosso do Sul, há apenas 601 unidades rurais com energia solar. Esse número é baixo justamente por causa de subsídio tarifário que vai acabar até 2023”, afirmou.

 

Para ele, o momento é ideal para pesquisar novas fontes renováveis de energia elétrica para que os produtores rurais não levem um susto na hora que chegar a conta daqui a alguns anos. “Mesmo com o subsídio tarifário concedido aos consumidores rurais, ainda assim, gerar a própria energia elétrica consumida é uma decisão financeira atrativa, principalmente para aquelas unidades que demandam por quantidade expressiva de energia elétrica para o processar a matéria prima produzida”, afirmou.

 

O engenheiro-eletricista Sebastião Dussel ressalta que o produtor rural pode avaliar a melhor fonte de geração de energia elétrica que a natureza lhe oferece, podendo ser um recurso hidráulica, caso tenha uma queda d’água em sua propriedade, como também a partir dos resíduos vegetais e orgânicos (biomassa), amplamente disponíveis no meio rural, e, finalmente, a de origem solar.

 

Para todas as opções, o Senai Empresa conta com uma equipe técnica altamente qualificada para encontrar a melhor alternativa e realizar todo o projeto, desde a elaboração e aprovação na concessionária até o acompanhamento de toda a instalação. “A fonte solar além de ser a mais abundante na natureza e, portanto, a que se apresenta como de maior alcance para o ser humano”, disse.

 

Ele completa que as placas fotovoltaicas são de fácil instalação, rápidas para se implantar e têm baixa manutenção. “Fato que motivou os brasileiros a elegerem essa fonte como favorita na tomada de decisão do investimento, quando o assunto é gerar sua própria energia elétrica consumida”, destacou.

 

O consultor do Programa Senai de Gestão Energética do Senai Empresa acrescenta que, em média, um consumidor rural atendido em baixa tensão que decide pelo investimento em energia solar na sua propriedade obtém R$ 10,50 de retorno financeiro para cada R$ 1,00 investido.

Valor da Produção Agropecuária deste ano está estimado em R$ 771,4 bilhões, diz ministério

As estimativas do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, obtidas a partir das informações de agosto, são de R$ 771,4 bilhões, superior em 10,1%, ao valor de 2019 (R$ 700,3 bilhões). O VBP deste ano é o maior já obtido na série histórica, que começou 1989.

 

As lavouras resultaram em R$ 519 bilhões, o equivalente a 67,3% do VBP, e a pecuária, em R$ 252,3 bilhões, ou 32,7% do VBP. As lavouras aumentaram seu faturamento em 13,6% em relação ao ano passado, e a pecuária, 3,7%.

 

A soja representou 37,4% do valor das lavouras, com R$ 194,2 bilhões, o milho, com 15,8% equivalendo a R$ 81,9 bilhões.

 

“Alguns produtos estão obtendo resultados nunca obtidos anteriormente, como a soja, milho, carne bovina, carne suína e ovos”, salienta José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Gasques explica que dois fatores são responsáveis por esses resultados, os preços internos e as vendas externas. “Os preços internos, bastante superiores aos do ano passado, e as exportações, de carnes e grãos principalmente para a China, impulsionam o desempenho favorável”, esclarece.

 

Os produtos com melhor desempenho são os seguintes: amendoim 23,7%, arroz 19,9%, cacau 16,6%, café 39,8%, feijão 13,8%, laranja 8,8%, mamona 33,4%, milho 15,2%, soja 26,1%, e trigo 67,4%. Os produtos com redução do VBP podem ser observados no algodão -2,9%, banana -8,8%, batata-inglesa -23,7%, mandioca -3,7%, tomate -13,1% e uva -13,8%. Esses produtos tiveram, em geral, produção menor neste ano e preços mais baixos.

 

Os estados que puxam os valores da produção agropecuária brasileira são Mato Grosso (R$ 136,5 bilhões), Paraná (R$ 98,5 bilhões) e São Paulo (R$ 95,7 bilhões).

 

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país.

 

>> Resumo do VBP

>> VBP regional

>>  VBP completo

Mato Grosso do Sul finaliza colheita do algodão com 86% da safra comercializada, diz Ampasul

A safra do algodão 2019/2020 foi 100% concluída em Mato Grosso do Sul. Com uma área plantada de 31.640 hectares, os produtores somaram produtividade média de 301,6 arrobas por hectare, de acordo com os dados levantados pela equipe técnica da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul).

 

Nessa safra os problemas climáticos e de manejo da cultura dificultaram o incremento de produtividade no algodão segunda época, que ficou com uma média de produtividade 237,4 arrobas por hectare, enquanto o algodão de 1ª época encerrou com uma média de 309 arrobas por hectare.

 

O volume de algodão em pluma nesta safra totalizou 57.255 toneladas e cerca de 85,5% já está comercializado, sendo 28.787 toneladas destinados à exportação, que equivale a 50,3% do volume da safra.

 

“O clima favorável durante a colheita do algodão neste ano agrícola (2019/2020) proporcionou fibras de ótima qualidade, dentro dos padrões de exportação e para o mercado interno. A expectativa é de que na safra seguinte, consigamos manter a qualidade, ainda que com uma safra brasileira menor”, sinaliza o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffmann.

 

Finalizada a colheita, a Associação alerta os produtores rurais para o vazio sanitário, que na região norte/nordeste do estado inicia em 15 de setembro e se estende até 30 de novembro.

 

Fonte: Sindicato Rural de Campo Grande