Arábia Saudita habilita estabelecimentos de Dourados e Itaquiraí para exportarem frangos

Os municípios de Dourados e Itaquiraí tiveram estabelecimentos habilitados – BRF S/A e Bello Alimentos Ltda – pelo serviço sanitário da Arábia Saudita como exportadores de carne de frango para aquele país.

 

A aprovação foi resultante de missão que o Reino enviou ao Brasil em outubro de 2018. Na ocasião, foram visitados frigoríficos, fazendas e fábricas de ração. Os municípios de Mato Grosso do Sul estão entre os 25 que tiveram estabelecimentos habilitados.

 

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O grupo habilitado respondeu no ano passado por 63% do volume das exportações brasileiras de carne de frango – porcentagem que correspondeu a 437 mil toneladas – para a Arábia Saudita.

 

O Ministério ainda está examinando o relatório e encaminhará aos estabelecimentos as recomendações apresentadas.

Com investimento de R$ 22 milhões, cooperativa inaugura armazéns e reafirma confiança em MS

Com a inauguração de sua 9ª unidade, a Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul) reafirma a confiança e aposta na economia do Estado ao investir R$ 22 milhões na construção de um complexo para beneficiamento e armazenagem de grãos no município de Anaurilândia, distante 370 quilômetros da Capital, na região Sudeste. A inauguração da unidade – que oferecerá ainda venda de insumos, assistência técnica e maquinário – aconteceu na manhã desta segunda-feira (21.01), com a presença do secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Ricardo Senna, no ato representando o governador Reinaldo Azambuja.

 

A unidade de Anaurilândia tem capacidade para armazenar 27 mil toneladas de grãos, um terço de tudo que a empresa colheu em milho e soja ano passado (81 mil toneladas). A Copasul é integrada por 934 cooperados, sendo 232 mini-produtores, 556 pequenos, 143 pequenos/médios produtores e 3 médios produtores. Juntos, eles cultivam 9 mil hectares em vários municípios sul-mato-grossense.

 

O investimento faz parte da expansão da cooperativa na região, que viu no local potencial e produtores empenhados em desenvolver a agricultura regional. “Nós sempre buscamos atender as necessidades do produtor rural. Essa é uma nova fronteira agrícola e queremos somar com os produtores da região. Houve uma grande identificação entre os produtores com o jeito de ser Copasul, e juntos queremos fortalecer ainda mais a região, que tem muitos potenciais”, disse o presidente da empresa, Gervásio Kamitani.

 

O secretário Ricardo Senna destaca, ainda, o apoio efetivo do Governo do Estado, por meio do Programa Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento do Cooperativismo em Mato Grosso do Sul (Procoop), para viabilizar o empreendimento, que conta com financiamento do Fundo Constitucional para o Centro-Oeste (FCO). “A chegada da Copasul representa um marco para o desenvolvimento de Anaurilândia, com a criação de empregos, movimentação no comércio e impulsionamento no campo”, disse Senna.

 

A Copasul foi fundada em 1978, em Naviraí. Expandiu-se para Deodápolis, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Maracaju, Dourados, Nova Andradina, em 2017 chegou a Ivinhema, com a unidade no distrito de Amandina, e agora em Anaurilândia.

Silems apresenta demandas da indústria laticínia para a ministra Tereza Cristina, na Capital

Em reunião com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, realizada no sábado (19/01) na sede do SRCG (Sindicato Rural de Campo Grande), a presidente do Silems (Sindicato das Indústrias Laticínias de Mato Grosso do Sul), Milene de Oliveira Nantes, apresentou as demandas do segmento no Estado.

 

Durante o encontro, que ainda teve a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a representante da indústria laticínia destacou que a reunião também serviu para falar sobre as estratégias para fortalecer toda a cadeia produtiva do leite sul-mato-grossense.

 

“Foi uma oportunidade para que a indústria laticínia do Estado apresentasse à ministra sugestões para fortalecer a cadeia do leite, que se encontra debilitada no momento. Com o novo posicionamento do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), esperamos conseguir valorizar o produtor de leite e também a indústria laticínia. Com ambos valorizados, teremos produtos com mais qualidade e suficientes para atender todas as demandas do mercado local”, reforçou Milene Nantes.

 

A empresária destaca que a principal reivindicação foi em relação às importações de leite por parte do Governo Federal. “Essas importações precisam ser reguladas para que não afetem a comercialização dos produtos fabricados em Mato Grosso do Sul. Sem uma regulamentação, entram muito produto importando, afetando os produtos fabricados aqui, pois os nossos produtos não têm como competir com os importados”, ressaltou.

 

A presidente do Silems pontua que a foi solicitado à ministra Tereza Cristina a redução da burocracia para a cadeia do leite. “Hoje, a indústria tem de cumprir muitas regras, que exigem muito tempo para serem atendidas. Produtos semelhantes têm regras diferentes e, por isso, solicitamos uma revisão dessas normas e legislações para que possamos ter um melhor desempenho da nossa atividade”, assegurou.

 

A ministra Tereza Cristina ouviu todas as reivindicações e prometeu atender algumas já de imediato, enquanto em relação às outras que exigem um estudo maior se prontificou agenda reuniões para detalhar melhor o pleito, mas reafirmou que a indústria laticínia do Estado terá um canal aberto com o Mapa.

 

Ela ressaltou que o leite representa uma parte da economia muito forte de Mato Grosso do Sul, mas também está ligado a parte social. “Temos pequenos agricultores que têm o leite como sua renda mensal. É um setor que precisa se organizar, precisa ter uma política pública para que deixe de ter o sobe e desce de preço, como acontece hoje”, disse.

 

O secretário Jaime Verruck destaca que, no âmbito do Estado, o Silems pediu a uniformização das alíquotas. “É uma dificuldade que nós temos de regular a questão da alíquota de alguns produtos aqui do Estado. A indústria está também buscando se modernizar e se qualificar, mas para isso precisa de uma produção maior de leite por parte dos produtores. A indústria também quer a melhoria das principais estradas que afetam diretamente os produtores rurais e pediu que o Estado possa utilizar o Fundersul na recuperação dessas vias. Porém, a maioria das estradas utilizadas pelos produtores de leite é de responsabilidade das prefeituras e, por isso, teremos de fazer um estudo para saber onde elas estão localizadas”, detalhou.

 

Jaime Verruck anunciou que a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) terá um laboratório de qualidade de Leite para desenvolvimento de pesquisas e que estará à disposição do setor. “O Brasil colocou o leite como produto estratégico e a ministra deixou muito claro que a estratégia do governo hoje não é mais de tutela, as soluções têm que ser apresentadas. O produtor rural tem que fazer parte da solução junto com os Governos. Terminamos a reunião de forma totalmente positiva, entendendo a linha do Mapa e mostrando que está muito próxima a do Governo do Estado”, finalizou.

Flexcane: a cana otimizada para indústria e aumento do valor nutricional das forrageiras

Diminuir a recalcitrância da parede celular da biomassa que serve como matéria-prima para a produção de etanol de segunda geração (etanol 2G) é um dos grandes desafios dos cientistas da Embrapa. Isso porque a etapa de desconstrução da biomassa é atualmente um gargalo dos sistemas de produção, implicando em grandes custos para instalação de infraestrutura para o pré-tratamento e hidrólise enzimática das biomassas.

 

Neste sentido, identificar e manipular alvos genéticos para a diminuição da recalcitrância é primordial para o desenvolvimento de etanol 2G. Por isso mesmo, um dos ativos biotecnológicos gerados pela Embrapa Agroenergia pode produzir impactos na cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Trata-se de um gene que modifica a parede celular da planta e facilita a hidrólise enzimática, processo químico que extrai compostos da biomassa, o qual também ocorre naturalmente, no processo digestivo de ruminantes, ou na indústria sucroenergética.

 

Segundo o pesquisador Hugo Molinari, a equipe da Embrapa Agroenergia identificou um dos genes responsáveis pela resistência da parede celular de algumas gramíneas ao ataque de enzimas. A modificação desse gene diminui essa barreira e facilita o acesso aos compostos da biomassa. Ele explica que a tecnologia pode aumentar a produção de etanol de segunda geração ou outros compostos químicos renováveis, além de reduzir custos na etapa de processamento da biomassa.

 

No caso da indústria, a recalcitrância da parede celular é diminuída visando à obtenção de produtos como amido, celulose, hemicelulose, lignina, óleos e proteínas. Cada um desses componentes possui outros intermediários. A expectativa é de que a tecnologia ajude a reduzir os custos de produção desses materiais. “A cana com a parede celular otimizada facilitará diretamente a etapa de pré-tratamento, que faz com que a biomassa exponha os polímeros às enzimas que vão quebrar as moléculas”, afirma o pesquisador.

 

Para Molinari, o custo com enzimas também pode ser reduzido, uma vez que não será necessário o uso de coquetéis enzimáticos muito sofisticados, que são mais caros, e a quantidade de enzimas utilizada no processamento poderia ser ainda menor. Ele também acredita que a tecnologia poderá reduzir o tempo de hidrólise, mas ressalta que esses processos ainda precisam ser testados.

 

Além da aplicação para o setor de biocombustíveis, a tecnologia pode ser aplicada/utilizada no setor de nutrição animal, uma vez que a modificação genética permite melhorar o valor nutricional de pastagens. “A ideia da tecnologia é ter uma cana-de-açúcar otimizada não apenas para o processamento industrial, mas também como uma forrageira com a parede celular diferenciada para o ruminante poder aproveitar melhor os açúcares e proteínas presentes na biomassa.”

 

O pesquisador destaca que a tecnologia pode ser aplicada em gramíneas de importância econômica, como Brachiaria, capim-elefante, sorgo e milho. Ele ressalta que a modificação genética não afeta a lignina, que dá sustentação e proteção às plantas. “A arquitetura da planta se mantém preservada e apenas as ligações químicas que dificultam o processo de hidrólise são diminuídas.”

 

Disponibilidade da tecnologia no mercado

 

De acordo com o pesquisador, a tecnologia Flexcane será oferecida de duas formas. A primeira é por meio de uma cultivar geneticamente modificada de cana-de-açúcar, que já foi desenvolvida e que neste momento está sendo multiplicada para validação da tecnologia em condições reais em campo experimental credenciado pela CTNBio. A outra é com a utilização da nova tecnologia de edição gênica via CRISPR, que pode resultar em um material convencional com essa característica. Molinari explica que serão, no mínimo, quatro anos de avaliação em campo, resultando em dois ciclos de produção da cana.

 

Molinari ressalta que a tecnologia Flexcane é fonte de matéria-prima importante para entrar na cadeia produtiva da produção do etanol de segunda geração, que vem assumindo maior importância como fonte de energia renovável. Para que essa cana esteja nos canaviais brasileiros, a Embrapa Agroenergia está buscando parceiros com interesse em dar continuidade às avaliações e ao seu licenciamento para levar os materiais ao mercado. A tecnologia está disponível na Vitrine Tecnológica da Embrapa Agroenergia.

 

Os ativos e tecnologias gerados podem ser empregados na sua empresa ou propriedade rural, melhorando processos ou gerando novos negócios. O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, explica as diversas maneiras de fazer negócios com este centro de pesquisa. “As empresas podem ser parceiras na cocriação e no codesenvolvimento de soluções tecnológicas, criando conosco novos ativos/tecnologias ou validando aqueles que já desenvolvemos. Essas tecnologias poderão então ser cedidas ou licenciadas às empresas parceiras e/ou terceiros, para a produção e oferta de novos produtos, processos e serviços. Por fim, empreendedores podem utilizar como base as tecnologias desenvolvidas na Unidade para novos modelos de negócios por meio de startups e ter acesso à utilização do conhecimento já gerado”, conclui.

 

Saiba mais como ser um parceiro da Unidade no link:
https://www.embrapa.br/agroenergia/transferencia-de-tecnologia

 

 

Fonte: Embrapa Agroenergia

Infográfico: Goreti Braga

Reinaldo Azambuja destaca recorde nas exportações de MS: US$ 5,69 bilhões em 2018

O agronegócio garantiu a Mato Grosso do Sul um aumento de 18,97% nas exportações em 2018 em relação ao ano anterior, totalizando US$ 5,692 bilhões –  o maior valor alcançado pelo Estado na série histórica.

 

Para o governador Reinaldo Azambuja, o desempenho se deve, em parte, ao uso da tecnologia no agronegócio e, por isso, tem apoiado a pesquisa científica. Durante a feira agropecuária Showtec, ele autorizou o repasse de R$ 1,6 milhão para a Fundação MS aprimorar as culturas de soja e milho.

 

“O desempenho da balança comercial já foi o melhor de todos os anos e isso dá ganho para toda a sociedade. O Governo tem a obrigação de apoiar e é o que estamos fazendo. Assinamos um termo de transferência financeira de R$ 1,6 milhão para fortalecer pesquisa, ajudar a Fundação MS a continuar esse bom trabalho que chega a todo o setor produtivo. Você aumenta a produtividade, dá uma estabilidade produtiva, principalmente na segurança das pesquisas e das variedades, adubação, correção de solo, plantio direto, e isso faz o Estado ser competitivo. É um ganho para toda a sociedade”, afirmou Reinaldo Azambuja.

 

Os destaques das exportações sul-mato-grossenses são soja (34%) e celulose (33%). Carnes bovina (9,7%) e de frango (4,8%) aparecem na sequência. Açúcar de cana (3,1%) e milho (1,5%) também têm grande participação. Resultado do desempenho do agronegócio: a balança comercial sul-mato-grossense fechou o ano com superávit de US$ 2,934 bilhões. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

 

Recentemente, um levantamento do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) mostrou que Mato Grosso do Sul tem 12 municípios na lista dos 100 maiores produtores do agronegócio brasileiro. O melhor colocado do Estado é Maracaju, na 15ª posição, com crescimento de 12,81%, no período de 2014 a 2016.

Estiagem prejudica lavouras e MS deve colher cerca de 9 milhões de toneladas de soja

Mato Grosso do Sul deve colher cerca de 9 milhões de toneladas de soja nesta safra, segundo dados do SIGA-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), serviço desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul). Um pouco abaixo do que estava previsto inicialmente, quando a expectativa era de nova quebra de recorde, superando os 10 milhões de toneladas.

 

O problema veio de cima. Poucas chuvas em dezembro comprometeram a produtividade da soja, que no ano passado atingiu 59 sacas por hectare. Se essa performance fosse repetida, a safra desse ano poderia chegar a 10,053 milhões de toneladas. No entanto, segundo estimam os técnicos da Semagro, o Estado deve colher em torno de 8,9 milhões de toneladas do grão, retração de 11% em relação ao volume anteriormente previsto e de 6,71% se comparada à safra do ano passado (9,584 milhões/t), a maior já registrada na história do Estado.

 

As informações estão no último boletim da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) disponibilizado, disponibilizado no último dia 15. A área plantada se mantém em 2,84 milhões de hectares, aumento de 5,18% em relação à área da safra passada (2,7 milhões/ha).

 

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Ministra Tereza Cristina anuncia que governo pretende criar política para o setor leiteiro

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse ontem (17) a representantes da cadeia produtiva do leite e de órgãos de governo ligados ao segmento que o setor precisa sair da gangorra do sobe e desce de renda, com medidas de curto e longo prazo capazes de trazer equilíbrio à atividade. Uma das primeiras ações que a ministra quer implementar é a criação de uma política para o setor na Câmara Setorial do Leite e Derivados, que será incluída no Plano Plurianual (PPA) a ser lançado em abril. “O Ministério vai ouvir todos os segmentos para uma ação conjunta em relação ao leite”, observou.

 

O preço do leite pago ao produtor melhorou em dezembro, com a redução das importações, lembrou. “Mas o setor precisa de apoio e não podemos deixar mais produtores saírem do mercado por causa de importações que aviltam os preços, principalmente na entrada da safra”.

 

“Estamos muito preocupados com o setor e precisamos achar um caminho, devido à importância econômica e social do segmento leiteiro”, afirmou. A ministra destacou ainda a importância da extensão rural para os criadores, tanto na melhoria da produtividade como na qualidade do leite.

 

Tereza Cristina informou que está buscando uma solução para as importações de leite junto às autoridades argentinas, mas alertou que o Brasil não pode criar cotas no Mercosul. “Eles também têm problemas lá com seus produtores, e nós temos que achar uma solução inteligente”.

 

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, lembrou que o governo brasileiro precisa se manifestar até o dia 6 de fevereiro sobre a renovação ou não do processo antidumping contra a Nova Zelândia e União Européia. Até a data, serão mantidas as tarifas de 14,8% para as importações de leite da UE e 3,9% da Nova Zelândia.

 

O executivo Marcelo Martins reivindicou acelerar a elaboração do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para iniciar as exportações de leite para o México e a China,  opções que considera importantes para escoamento da produção brasileira.

 

Valor da Produção Agropecuária fecha 2018 em R$ 569,8 bilhões; é menor que o valor de 2017

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerra o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões, menor do que o valor recorde obtido em 2017, de R$ 582,3 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

 

Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

 

O ano não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Um balanço dos resultados dos estados mostra que nove tiveram aumento real do valor da produção. São eles Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e os estados Centro-Oeste (exceto o DF).As quedas de valor foram observadas em estados do Nordeste, em toda a região Sul, parte do Sudeste e alguns estados do Norte.

 

VBP 2019

As perspectivas para 2019 mostram aumento do faturamento devido, principalmente, à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades. As primeiras estimativas mostram crescimento de 2,1% do VBP em relação ao último ano, o que representa faturamento de R$ 581,6 bilhões.

 

 

Acesse aqui as Tabelas do VBP:

Valor Bruto da Produção Agropecuária – Principais Produtos 
Valor Bruto da Produção Agropecuária por Regiões

Com assistência técnica da Agraer; agroindústria de mel é inaugurada na cidade de Mundo Novo

Na Gleba 2, as margens da BR-163, os agricultores familiares Eli e Edna Soares inauguraram uma agroindústria de mel com potencial para beneficiar cerca de 2500 kg de mel ao ano.

 

Segundo explicou a técnica da Agraer, Laura Giordano, a produção tem mercado consolidado no PNAE (Programa de Alimentação escolar) do município e escolas estaduais, além de colocação nas feiras, supermercados e farmácias.

 

 

O setor de agroindústria da Agraer tem acompanhado todo o trabalho através do apoio técnico de Laura, José Luiz Meira Ribeiro e da técnica local Katia Maria Recalde e deve prosseguir com as atividades visando a ampliação da produção.

 

Na oportunidade em que compareceram Daniel Mamedio do Nascimento (SAF/MS) e Cesar Moura de Assis, o prefeito Valdomiro Sobrinho e a vice-prefeita Rosaria Lucca de Andrade, vereadores, agricultores familiares, e integrantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, o proprietário da Agroindústria, Eli Soares, fez questão de destacar o empenho da equipe da Agraer, classificando-o como fundamental para aquela conquista de sua família.