Na Showtec, Senai leva inovações e tecnologias

Imagine poder entrar em uma unidade móvel utilizada para cursos de mecânica de máquinas agrícolas e, no mesmo espaço, ver de perto um laboratório de análise de alimentos e um laboratório de sementes que analisa e separa grãos. Pois agora já pode parar de imaginar e conferir tudo isso de perto no stand que o Senai vai montar durante o Showtec 2020, que começa nesta quarta-feira (22/01) e prossegue até sexta-feira (24/01) no Espaço da Fundação MS, localizado no quilômetro 2 da Estrada da Usina Velha, em Maracaju (MS).

 

Considerado o maior evento agropecuário de Mato Grosso do Sul, o Showtec terá um espaço onde o Senai poderá mostrar alguns dos serviços de inovação e tecnologia disponibilizados pela instituição para as agroindústrias do Estado. Durante a feira tecnológica, os visitantes que passarem pelo stand do Senai poderão conhecer todo o portfólio da instituição voltado para esse segmento produtivo.

 

“Temos uma parceria muito forte com a Fundação MS, realizadora do Showtec, para fomentar o agronegócio na parte de inovação e tecnologia e esse evento é uma vitrine para apresentarmos o que temos a oferecer para grandes produtores rurais”, afirmou o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, destacando que o objetivo é mostrar que a instituição pode ajudar na melhoria do processo de produção em todas as etapas do processo produtivo.

 

“Podemos atuar em diversas áreas, desde o plantio, ração de animais e colheita até o final da produção, tanto na indústria como na parte de armazenamento em silos. Enfim, auxiliamos todo o processo, oferecendo soluções que melhoram a redução de custos e aumento de produtividade”, completou Rodolpho Mangialardo.

 

Produtos e serviços

 

Para isso, o stand do Senai terá duas unidades móveis, uma de multiuso e outra de mecânica de máquinas agrícolas, além dos serviços desenvolvidos pelo Senai Empresa em realidade aumentada, que permitem que o cliente possa ter uma apresentação em 3D a partir de um documento plano, e os serviços de energias renováveis, alternativa limpa para reduzir os gastos com conta de energia.

 

Já o IST Alimentos e Bebidas (Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas), localizado em Dourados (MS), levará o laboratório de análise de alimentos, com equipamentos utilizados para medir o PH dos alimentos, desde água até sólidos, identificar polímeros como glicose e sacarose, para medir a atividade da água nos alimentos e para calcular a quantidade de gordura presente em alimentos e rações.

 

O IST Alimentos e Bebidas também apresentará aos visitantes do Showtec o laboratório de análise de sementes, credenciado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a exercer a atividade de análise em sementes de soja e milho. Para a feira, serão levados equipamentos como o germinador de sementes, mostruário de sementes, quartiador de sementes e homogeneizador de amostras.

Na Índia, ministra busca ampliar comércio

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) inicia nesta quarta-feira (22) a agenda de compromissos na Índia com objetivo de ampliar e diversificar o comércio e a cooperação com o país asiático. Estão previstas reuniões com os ministros que tratam da agricultura e alimentação no país, além da participação em encontros empresariais.

 

No dia 24, a ministra se integra à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, quando participará da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo local.

 

Tereza Cristina irá se encontrar com Harsimrat Kaur Badal (ministra do Processamento de Alimentos), Giriraj Singh (ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos), Narendra Singh Tomar (ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores) e Ram Vilas Paswan (ministro de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública).

 

Está prevista a assinatura de uma declaração conjunta entre o Mapa e o Ministério da Pecuária, Pesca e Lácteos para cooperação em saúde animal e melhoramento genético. A cooperação, com duração de três anos, prevê que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá oferecer capacitação para técnicos indianos em fertilização in vitro e transferência de embriões, além de apoiar a instalação e operacionalização de um Centro de Excelência em Pecuária de Leite na Índia.

 

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar, com a participação do setor privado brasileiro e indiano. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção serão abordados.

 

Oportunidades na área de energia é o tema de outra agenda com empresários. A ministra participará ao lado do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Uma das pautas é o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

 

No dia 27, último dia da agenda naquele país, Tereza Cristina estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro e mais ministros brasileiros. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o governo e entidades empresariais indianas.

 

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos, o que poderá facilitar a realização de futuros negócios entre os dois países.

 

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil em parceria como setor privado tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais e o de etanol e derivados.

 

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participa do encontro, o mercado indiano já está aberto para o frango brasileiro, porém cobra tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

 

Balança comercial

 

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

 

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes e substâncias de animais para produtos farmacêuticos.

 

Fonte: MAPA

Nova safra de algodão deve manter produção em alta

Depois de uma safra com produção recorde de 1,5 milhão de toneladas (caroço e fibra), os agricultores baianos começaram um novo ciclo com a expectativa de manter em alta a produção do algodão, principalmente no oeste do estado.

 

Iniciada em dezembro passado, a previsão é que a nova safra ocupe uma área total de 315 mil hectares. A Abapa estima que a produtividade e a produção se mantenham no mesmo patamar, apesar de redução de 5% da área. Segundo a entidade, o cenário ainda é promissor para quem decidiu manter os investimentos na fibra, de olho principalmente na demanda da indústria têxtil do mercado internacional.

 

Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia deve consolidar uma fase de crescimento gradual, que vem ocorrendo há quatro safras consecutivas, depois de um período de perdas por conta da estiagem.

 

O presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, acredita que este ritmo deve se manter, principalmente por conta do pacote tecnológico em sementes, adubos e defensivos modernos utilizados na lavoura, principalmente para a prevenção e combate a pragas como o bicudo do algodoeiro. “Mesmo com a irregularidade e a redução das chuvas neste início da safra, a perspectiva ainda é de uma produtividade média acima das 300 arrobas por hectare, o que vai garantir que o algodão baiano continue se destacando entre o mercado consumidor, que valoriza a qualidade da fibra do estado, considerada uma das melhores do mundo”, afirma.

 

Apesar da redução do preço da pluma, os produtores se mantêm otimistas para continuarem investindo na cultura do algodão, até mesmo para não perder a estrutura previamente instalada e o espaço já conquistado no mercado. “Esperamos que as chuvas se regularizem ao longo do ciclo, evitando perdas, elevando a produtividade média, e possibilitando que a colheita se aproxime dos resultados da última safra. Também estamos torcendo para que os preços subam, garantindo a rentabilidade necessária para que o produtor continue fazendo o dever de casa, investindo em tecnologia, levando o diferencial ao seu negócio dentro da cadeia produtiva do algodão”, afirma Busato.

 

Com 85% do plantio já concluído, os produtores baianos têm até o dia 10 de fevereiro para finalizarem a semeadura da cultura, cuja colheita deverá ser iniciada em junho.

 

Fonte: climatempo

Pecuária terá destaque no estande da Embrapa

Assuntos ligados à pecuária de corte e leiteira cresceram na programação do Showtec, em Maracaju (MS) nos últimos anos, e dentro do estande da Embrapa não foi diferente. Sanidade animal, capins para bovinocultura e pecuária de precisão são temas que os visitantes encontrarão no espaço da Empresa, este ano, entre os dias 22 e 24 de fevereiro.

 

Com prejuízo anual estimado em R$ 10 bilhões de reais, os carrapatos exigem controle e manejo adequado. “A estimativa é de 2013 feita por vários pesquisadores em reunião na Embrapa e ela reflete a importância do tema”, afirma o pesquisador Renato Andreotti. Ele comenta que há “informações técnicas para o produtor rural aumentar a rentabilidade do sistema de produção de bovinos de corte no Brasil Central, por meio do controle de carrapatos em bovinos”. O médico-veterinário dedica-se ao assunto há décadas e sua palestra acontecerá no dia 24, a partir da 10 horas, no estande da estatal.

 

Já no espaço “Agricultura Movida a Ciência”, a pesquisadora Vanessa Felipe falará sobre o calendário sanitário, no dia 22, às 15 horas. Resultado de pesquisas em sanidade animal, o calendário foi idealizado para que as recomendações propostas pelos especialistas não fossem distantes das já realizadas nas propriedades, o que facilita a adoção. O ponto inicial do planejamento é a estação de monta.

 

Felipe explica que “a partir da estação de monta é definida a data do exame andrológico dos touros e planejadas as outras atividades como agendamento do diagnóstico final de gestação e descarte de matrizes, preparação de piquete maternidade, vacinação contra diarreia neonatal das matrizes e os cuidados com os bezerros recém-nascidos. Na sequência, para facilitar o manejo, as atividades foram distribuídas conforme a categoria dos animais”.

 

Em sua palestra, a médica-veterinária apresentará também quais as principais doenças que podem ser prevenidas com vacinação; quais são de uso obrigatório; os programas nacionais de controle de doenças dos bovinos; e as vantagens e desvantagens da utilização de vacinas na fase reprodutiva, a partir de um exercício de análise econômica.

 

Da sanidade para a genética, o melhorista da empresa Geneplus, Maury Dorta Jr., mostrará o Programa de Melhoramento Genético em Gado de Corte Embrapa – Geneplus, aos visitantes da Clínica Tecnológica, durante os três dias de feira. O Programa é um serviço especializado de melhoramento genético colocado à disposição do criador. Nele os técnicos preparam uma base de dados para os animais da fazenda e a submete a avaliação genética.

 

 

Capins

 

Dentro ainda do espaço “Agricultura Movida a Ciência”, o pesquisador Alexandre Agiova da Costa levará os capins-elefantes para bovinocultura de corte e leite, BRS Kurumi e BRS Capiaçu. “O foco principal é mostrar o uso em pastejo do capim-elefante-anão kurumi e o capim-elefante capiaçu como capineira, destinado ao uso como forragem picada no cocho e produção de silagem”, detalha.

 

Agiova destaca que os materiais se complementam: um para forragem conservada para o período seco e outro, pastejo. Entre os benefícios, ele aponta facilidade de ensilar e alta produtividade para a BRS Capiaçu e altíssimo valor nutricional para a BRS Kurumi.

 

Pecuária 4.0 

 

 As inovações que moldam o futuro do campo estarão no Encontro Jovens da Agropecuária do Sistema CNA, no dia 22, quarta-feira. Entre os palestrantes, o analista em Tecnologia da Informação da Embrapa, Camilo Carromeu. Formado em Ciência da Computação, Carromeu abordará os caminhos da Pecuária 4.0, uma das vertentes da Agropecuária 4.0, em que um dos pilares “é a agricultura digital, onde novos negócios são possibilitados e outros reinventados em função de tecnologias digitais disruptivas (ou habilitadoras). A Embrapa está atenta a transformação digital na pecuária e, mais do que isso, propõe um arcabouço tecnológico e de negócio para fomentar a revolução”.

 

Na organização, tal arcabouço tem o nome de ecossistema digital da pecuária ou Smart Livestock, formado por processos, infraestrutura e ferramentas comuns, que serão compartilhados por ativos digitais. “Alguns exemplos são o chamado “Agro ID”, que é uma conta única para todo o sistema, algo como o Apple ID ou o Goocle Account. O Agro ID está em desenvolvimento”; comenta o analista.

 

Sobre o Showtec

 O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), contando com patrocínio do Senar/MS, Sistema Fiems e Sicredi. O Showtec conta com o apoio da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Fundems, Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de MS, Fundação Agrisus e Sanesul.

 

 

Fonte: Embrapa Gado de Corte

 

Chineses inspecionam fazendas de melão no Brasil

Técnicos da Administração Geral de Aduana da China (GACC, órgão de sanidade vegetal e animal) inspecionaram fazendas produtoras de melão no Rio Grande do Norte e no Ceará, entre os dias 12 e 17 de janeiro de 2020. Os estados são os maiores produtores da fruta.

 

Em novembro, o Brasil fechou acordo com a China que viabiliza a exportação de melão. O acordo é simbólico por se tratar do primeiro entendimento sobre frutas com o país asiático. Em contrapartida, os chineses poderão vender pera para o mercado brasileiro. Os protocolos sanitários foram firmados após reunião bilateral entre os presidentes Jair Bolsonaro e Xi Jinping, dentro da XI Cúpula do Brics, em Brasília.

 

O objetivo da visita dos técnicos foi verificar as plantações nas áreas livres da mosca-da-fruta nos estados.

 

Além das fazendas, o grupo chinês visitou estruturas de embalo para exportação (packing houses) e laboratórios. Eles estavam acompanhados de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) e do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte.

 

Segundo técnicos que acompanharam as inspeções, os chineses demonstraram satisfação com as visitas. O Mapa está otimista com a conclusão da verificação da área livre da mosca-da-fruta e espera que em breve o melão brasileiro possa ser exportado para a China.

 

A China é o maior mercado consumidor de melões no mundo – consome cerca de metade da produção mundial, o equivalente a 17 milhões de toneladas em 2017. Se o Brasil conquistar 1% do mercado chinês, o volume de exportações da fruta deverá dobrar.

 

Em 2018, o Brasil exportou cerca de 200 mil toneladas de melão para diversos países, como Estados Unidos, Chile, Argentina, Uruguai, Rússia e União Europeia. A safra brasileira coincide com a entressafra na China.

 

Fonte: MAPA

Sindicato auxiliará produtores rurais em feiras internacionais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) articula a participação do setor produtivo em eventos internacionais. O objetivo é organizar missões comerciais para atrair investimentos e promover a produção agropecuária. O Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG) auxiliará os associados interessados a se inscreverem e a estreitar relação com a equipe do Mapa.

 

“Planejamos reunir os empreendedores rurais que possuam produtos adequados à exportação ou mesmo os associados que tenham intenção conhecer a realidade sobre determinados mercados”, explica o presidente do SRCG, Alessandro Coelho.

 

“Mato Grosso do Sul se consolidou na exportação de commodities, mas tem potencial para outros produtos, inclusive os artesanais. Temos muito o que mostrar fora do Brasil e também o que aprender. É uma oportunidade ímpar para promover  intercâmbio e concretizar negócios”, completou o presidente.

 

Verifique abaixo a lista com as feiras previstas para 2020, com as respectivas datas, municípios e países:

Biofach 2020  — Nuremberg, Alemanha,12/fev a 15/fev/2020

Food and Hotel Asia 2020  — Singapura, 31/03 a 03/04/2020

EXPO ANTAD & Alimentaria 2020 — Guadalajara, México, 31/03 a 02/04/2020

SIAM 2020  — Meknes, Marrocos, 14 a 19/04/2020

SIAL Canada 2020  — Montreal, Canadá, 15/04 a 17/04/2020

Seoul Food and Hotel 2020  — Coreia do Sul, 19/05 a 22/05/2020

THAIFEX 2020  — Bangkok, Tailândia, 26 a 30/05/2020

SAITEX 2020  — Joanesburgo – África do Sul, 21 a 23/06/2020

 

Para mais informações os associados devem procurar o SRCG presencialmente, pelo telefone (67) 3341-2656 ou acessar diretamente a plataforma do Mapa >

http://www.agricultura.gov.br/assuntos/relacoes-internacionais/eventos-internacionais/feiras-internacionais

 

Fonte: Sindicato Rural

Agropecuária do Estado gera empregos acima da média

Entre janeiro e novembro de 2019, a agropecuária gerou 2.149 novas vagas de emprego em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a 11% dos 19.191 postos de trabalho criados no estado. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o agro sul-mato-grossense empregou mais pessoas do que a média nacional, reflexo, segundo o gerente técnico da Famasul, José Pádua, “do bom desempenho de nossas principais cadeias produtivas”.

 

De acordo com o levantamento, em todo o país, das 948.344 novas vagas de trabalho, 58.833 foram direcionadas à agropecuária, representando uma fatia de 6%.

 

“Em Mato Grosso do Sul o salto de 11% no número de novos postos voltados ao agro foi proporcionalmente mais significativo do que o nacional porque as atividades das cadeias produtivas que mais empregam por aqui, como grãos e celulose, apresentaram excelente desempenho no período”, analisa o gerente técnico.

 

Também demonstra o avanço do setor em Mato Grosso do Sul o aumento de 25% no número de vagas no campo em relação a 2018, passando de 1.719 para 2.149 postos. Em todo o Brasil, o setor teve um saldo de 14% a mais em igual período.

 

“Diante das perspectivas para 2020 em relação à agropecuária no estado, a tendência é que a quantidade de trabalhadores no campo continue nessa crescente”, espera.

 

Em 2018, enquanto o saldo estadual de empregos na agropecuária foi 46% maior em relação a 2017, no Brasil o saldo foi negativo, de 38%. (Confira tabela)

 

 

Presença no campo 

 

Os números positivos do setor em Mato Grosso do Sul mostram que, cada vez mais, o trabalhador rural precisa estar capacitado para atender às demandas. As estatísticas vão ao encontro ao balanço de ações e atividades do Senar/MS e Sistema Famasul em 2019.

 

Com atuação em 98,7% dos municípios do estado, o Senar/MS, por meio da Assistência Técnica e Gerencial, visitou mais de 23 mil propriedades, com 50 mil recomendações técnicas e quase 4 mil produtores rurais atendidos com consultorias em 11 cadeias produtivas.

 

Com polos de educação semipresencial em oito municípios, o Curso Técnico em Agronegócio é outro exemplo de que capacitação é o caminho para a inserção no mercado de trabalho. Em 2019, 86,4% dos alunos formados no curso técnico foram empregados.

 

Confira outras informações no Relatório de Ações de 2019. CLIQUE AQUI.

Parceria: Brasil e Alemanha firmam acordo de cooperação técnica no setor agrícola

Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram ontem (18) memorando de entendimento para Diálogo Agropolítico Alemão-Brasileiro. O acordo foi firmado entre as ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Julia Klöckner (Alimentação e Agricultura da Alemanha), em Berlim.

 

O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações (seminários, feiras, cursos), visitas técnicas e publicação de material conjunto em diversos setores da agricultura, como bioeconomia, gestão sustentável (solo e água), cadeias agroalimentares sustentáveis, financiamento rural, política agrícola e conectividade. Um grupo, formado por representantes dos dois países e de setores do agro brasileiro e alemão, irão traçar um plano de trabalho e coordenar a execução. O acordo tem duração de três anos, podendo ser prorrogado.

 

“Esse acordo vai aproximar mais os dois países, trocaremos conhecimento e nós poderemos mostrar a tecnologia que desenvolvemos para criar a agricultura tropical brasileira”, disse Tereza Cristina.

 

A assinatura ocorreu após reunião de ministros da Agricultura que participam do Fórum Global da Alimentação e da Agricultura (GFFA), com a participação de mais de 200 ministros e secretários de todo o mundo. No encontro, Tereza Cristina reforçou que apenas 2,3% do território são usados para produção agrícola e 10,5% para pecuária, ou seja, mais de 85% do bioma estão preservados. Ela destacou que o Brasil irá difundir o modelo de sistema de plantio direto, que passou a ser bastante usado no país nas últimas décadas, por propiciar a produção com menor impacto no solo e maior rentabilidade ao produtor.

 

No final do encontro, a ministra voltou a destacar que é preciso buscar o equilíbrio entre a produtividade agrícola e a sustentabilidade, além de defender que agricultura não pode ser apontada como a vilã dos problemas ambientais ocorridos no mundo.

 

Os ministros assinaram um declaração final em que se comprometeram na busca por uma agricultura sustentável para atender a demanda global por alimentos.

 

Com o fim dos compromissos na Alemanha, a ministra segue para a Índia onde terá uma agenda com seus colegas locais antes de integrar-se à comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Antes, Tereza Cristina faz uma parada na Itália, para um encontro bilateral no Ministério da Agricultura local.

 

Em Berlim, na sexta-feira (17), Tereza Cristina teve reuniões bilaterais com Argentina, Holanda, Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o diretor-geral da FAO, Dongyu Qu.

 

Fonte: MAPA

Com recursos do Fadefe, Semagro auxilia implantação de frigorífico em Rio Negro

O município de Rio Negro está perto de ganhar sua primeira indústria, um frigorífico bovino, e a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) está auxiliando na aquisição da área para instalação com recursos do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado).

 

O prefeito Cleidimar da Silva Camargo, conhecido como Buda do Lair, se reuniu na quinta-feira (16) com o secretário Jaime Verruck e o empresário Aguinaldo Flávio de Macedo, proprietário do frigorífico de suínos Flor da Serra em Campo Grande e com pretensão de expandir para Rio Negro.

 

“O Governo do Estado tem nos ajudado muito, trazendo muitos benefícios para Rio Negro e sempre deixando a porta aberta. Além do frigorífico bovino já tivemos conversas com a Semagro sobre a implantação de uma unidade produtora de leitão para gerar novos empregos e renda para a população”, afirma o prefeito.

 

A previsão é de que o frigorífico tenha capacidade para abater 100 cabeças por dia e gerar 100 empregos diretos e indiretos, com investimentos de R$ 2,5 milhões. Quantia significativa para a cidade que abriga cerca de 5 mil habitantes.

 

“O prefeito fez a captação do investimento e nos pediu auxílio para aquisição da área. O apoio já foi autorizado pelo governador Reinaldo Azambuja, por acreditar na importância desses empregos no município. Além disso, o empreendimento será enquadrado na política de incentivo fiscal com benefícios”, afirma o secretário Jaime Verruck.

 

O Fadefe tem por finalidade o apoio a iniciativas que promovam a geração de emprego e renda e melhorem as condições de vida das pessoas. É o retorno do que é pago em fomento à economia estadual.