Sedesc promove Dia de Campo para incentivar a cultura da mandioca

Com objetivo de despertar os produtores ligados à agricultura familiar quanto à necessidade de incrementar a produção de mandioca no município de Campo Grande, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia e do Agronegócio (Sedesc) realizará um Dia de Campo Dinâmica da Mandioca, nesta quinta-feira (14) das 8h às 17h, na Cidade dos Meninos, localizada no Jardim Anache.

 

O Dia de Campo tem a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), unidade de Dourados e participação da Agraer. Dados técnicos da Embrapa revelam que melhorar a produtividade não significa apenas aumentar a quantidade produzida por unidade de área, embora isto seja muito importante, mas há necessidade de se melhorar a produtividade de todos os fatores envolvidos com a produção.

 

Consumo

 

Conforme o superintendente do Agronegócio da Sedesc, João Krabbe, o município de Campo Grande é um grande consumidor de mandioca, um prato típico da culinária local. “Mas sua produção na capital é muito baixa, sendo necessário que um grande volume do produto seja importado de outros estados”. A partir dessa constatação surgiu a iniciativa de fomentar a produção local, gerando maior renda aos produtores.

 

Eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o alimento do século 21, a mandioca é considerada uma das culturas mais antigas do Brasil, encontrada em terras brasileiras antes da chegada dos colonizadores. É uma raiz muito utilizada na alimentação em várias regiões do país, na produção de farinha, fécula, bolos e outros derivados.

 

Pesquisador identifica mais de 400 substâncias da cabeça do pirarucu

Um importante passo no caminho da domesticação do pirarucu (Arapaima gigas), o maior dos peixes nativos do Brasil, foi dado pelo pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Lucas Simon Torati: a descoberta de hormônios, proteínas, peptídeos e prováveis feromônios no líquido secretado pela cabeça de animais adultos. O cientista analisa a hipótese de que os alevinos devem se beneficiar diretamente dessa secreção, por causa da sua composição bioquímica. A pesquisa identificou mais de 400 proteínas secretadas pelo peixe. A descoberta foi publicada na revista científica Plos One (clique).

 

Em sua tese de doutorado defendida na University of Stirling, na Escócia, Torati conseguiu demonstrar que essa secreção contém esteroides sexuais possivelmente usados como feromônios, os hormônios que servem para provocar atração para o acasalamento. O cientista observou que sempre que o nível desses hormônios estava alto no sangue, também se elevava na secreção da cabeça. Tal revelação, inédita nos meios científicos, comprovou o caráter singular do pirarucu. Em geral, os peixes liberam os feromônios pelo sêmen ou pela urina, mas em nenhuma outra espécie foi identificada a sua presença no líquido da cabeça.

 

A pesquisa também constatou que o muco possui proteínas que podem beneficiar os alevinos, o que seria uma das causas que justificaria a presença constante de filhotes no topo da cabeça do peixe. “Nessa região há cavidades que, quando apertadas, liberam uma espécie de leite pelos poros. Começaram a surgir diversas hipóteses, como a de que os alevinos se alimentam desse líquido, uma espécie de lactação. Filhotes de acará-disco comem o muco da cabeça dos pais, mas não há muitos dados validando essa hipótese no caso do pirarucu”, conta Torati. “Inclusive não há nem uma terminologia científica para se referir a essa secreção que o peixe libera pela cabeça”, comenta.

 

Grande parte da pesquisa foi conduzida em colaboração com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) do Ministério da Integração Nacional, que mantém um centro de pesquisas em aquicultura no município cearense de Pentecoste, a 85 quilômetros de Fortaleza. A parceria permitiu que o cientista monitorasse esteroides sexuais de 20 casais.

 

Proteínas para o sistema imunológico

 

A pesquisa também avançou no estudo da relação da secreção com o cuidado parental, tratado no artigo científico da Plos One. Pela primeira vez, foi identificada a presença de proteínas e peptídeos nesse muco, o que, segundo Lucas Torati, apesar de sua reduzida quantidade, poderia beneficiar os alevinos, na medida em que há diversas proteínas do sistema imunológico do pirarucu adulto. Essa seria uma das causas de os filhotes ficarem próximos à cabeça do macho. “A composição da secreção poderia beneficiar o sistema imunológico dos alevinos. Outra razão de eles estarem sempre na cabeça do macho é para serem protegidos. O maior predador dos filhotes são as aves, e quando o pirarucu está fazendo cuidado parental, a cabeça do pai fica mais escura, camuflando sua cria”, destaca Torati.

 

Os estudos também identificaram a presença de prolactina na secreção, que em outras espécies está ligada ao cuidado dos pais com sua prole. Na tilápia (Oreochromis niloticus), por exemplo, o aumento desse hormônio está relacionado à elevação do muco do qual os alevinos se alimentam. “No caso do pirarucu não sabemos se isso ocorre com a secreção da cabeça, mas agora pelo menos conseguimos levantar essa hipótese a partir da nossa descoberta”, comenta o pesquisador.

 

A caracterização da diversidade genética em populações naturais também foi alvo de pesquisas. Para isso, foram utilizadas ferramentas de sequenciamento de nova geração. Torati explica que, dependendo do lugar onde vive o pirarucu, sua diversidade genética muda. “Observamos que populações do Rio Amazonas e do Solimões possuem uma diversidade genética muito maior do que a do Rio Araguaia. E a região de Tucuruí, que está no meio dessas duas bacias, apresenta diversidade genética intermediária”, relata.

 

O estudo consistiu de sequenciamento de DNA. Os marcadores gerados a partir do genoma foram usados para entender a variação genética de populações do Tucuruí, Araguaia, Amazonas, Solimões e de uma população de cativeiro. Com isso, foi possível caracterizar esses estoques e os marcadores moleculares gerados, do tipo SNP, terão utilidade futura na identificação de reprodutores e caracterização de sua diversidade genética.

 

Gigante misterioso

 

O pirarucu é um peixe amazônico cheio de mistérios. Tema de lendas indígenas e sustento de populações ribeirinhas da região Norte, a espécie, ameaçada de extinção, ainda gera muitas dúvidas na sua morfologia, fisiologia e reprodução.

 

Originário das bacias do Amazonas, Tocantins-Araguaia e de Essequibo, na Guiana Francesa, o pirarucu (Arapaima gigas) é o maior peixe de escamas de água doce do planeta, com rápido ganho de peso, chegando a 250 quilos e três metros.

 

Segundo relatos indígenas, o macho e a fêmea liberam uma espécie de leite na cabeça no período de cuidado parental com os filhotes. O pesquisador da Embrapa identificou apenas uma secreção aquosa translúcida. “Sempre ouvi relatos de que ela é leitosa e branca, porém, nas amostras que coletei, ela se apresentou como aquosa e mucosa. É como se fosse uma água mais viscosa”, detalha o pesquisador.

 

“Certa vez fomos fazer um dia de campo em Manaus (AM) e, na ocasião, eu perguntei para alguns indígenas, que passam o dia inteiro na canoa vendo pirarucu, sobre o que eles achavam dessa secreção. Eles me atestaram que era um leite que você vê saindo na água”.

 

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura 

Foto: Jefferson Christofoletti

Há 10 anos, pesquisadora da Agraer estuda fruta que é, hoje, símbolo de MS

Com alto potencial nutritivo e farmacológico, forte influência na cultura regional e, agora, fruta símbolo do Mato Grosso do Sul, graças à lei n.º 5.082/2017, sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja, a guavira há 10 anos vem sendo estudada cientificamente pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). O assunto é levado tão a sério que vem rendendo bons frutos no campo e fora dele, “Inclusive, a guavira foi tema de tese de doutorado”, revela a engenheira agrônoma Ana Cristina Ajalla, quem está à frente das pesquisas no Cepaer – Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer, que fica na saída para Rochedo.

 

Ana Cristina Ajalla. pesquisadora. entre as guaviras cultivadas no Cepaer

Ana Cristina conta que a ideia da pesquisa surgiu pelo desejo de agregar a preservação do material genético com as boas práticas da agricultura familiar de cultivo e renda. “São poucas as pessoas que não gostam de guavira e o fruto tem um alto potencial de comercialização. Então, porque não utilizar o cultivo como uma opção para os agricultores familiares. Foi pensando em juntar essas duas coisas que nós passamos a pesquisar o cultivo da guavira a partir de 2007”.

 

De lá para cá, a pesquisadora calcula algumas das conquistas alcançadas com o estudo, como a implantação de unidades demonstrativas – pequenas áreas de cultivos nos sítios assistidos pela Agraer. “Hoje eu tenho uma unidade sendo cultivada que foi implantada no ano passado. Eu falo que nós estamos andando bem devagar justamente para evitar problemas. Neste ano de 2017, estamos implantando outras cinco unidades”.

 

Os estudos contam com o trabalho do pesquisador e engenheiro agrônomo Edimilson Volpe

 

Com cerca de um hectare de terras dedicadas a guavira, a pesquisadora esclarece as razões da modéstia proporção. “O que a gente sempre orienta nas unidades? Elas têm que vir a partir da assistência técnica da Agraer, da extensão rural, e ter um profissional, um técnico responsável para acompanhar tudo. Porque se você passa uma muda e essa pessoa não tem uma orientação adequada, futuramente, ela abandona o projeto”, justifica.

 

Entretanto, Ana Cristina salienta que o incentivo na agricultura familiar para o cultivo é decorrente de resultados obtidos muito antes das unidades demonstrativas. “A primeira coisa que nós descobrimos é como que se faz uma muda. Como é que eu faço muda? Semeio? Eu arranco, tiro com raiz? Como é que a gente vai fazer a muda de guavira? Essas perguntas foram as primeiras a serem respondidas com a pesquisa”.

 

Pelos experimentos foi possível descobrir, por exemplo, que as sementes da guavira não devem passar por secagem, caso contrário, o insucesso é garantido. Outro ponto é a questão das mudas, as mesmas devem permanecer de 11 a 12 meses no viveiro para só depois ganhar o campo.

 

 “A gente diz que a guavira é alógama, o que é isso? Significa que a planta precisa fazer o cruzamento com outra. Têm plantas que são autogomas, ela sozinha vai dar o fruto. Já a guavira vai precisar de outra para fazer o cruzamento. Você tem que ter duas pelo menos para cruzar e ter o fruto. Pode acontecer de uma só dar fruto? Pode, mas, provavelmente, vai dar pouquinho fruto. Casos em que ela não vai dar  aquela quantidade linda que você quer”, avalia.

 

 

E as descobertas não param por aí. “Hoje a gente fala que a partir do terceiro ano no campo é que a planta passa a produzir, ou seja, você teve um ano de viveiro, três anos a céu aberto,  só aí são quatro anos para, então, começar a produzir”, alega Ana Cristina, que com essas respostas em mãos pôde fazer mais descobertas, “Percebemos outras coisas, por exemplo, qual o espaçamento que eu uso. No início, usamos um espaçamento que não era o adequado. Passamos a usar e a testar diferentes espaçamentos com a planta para ver qual seria mais adequado”.

 

Optar pelo cultivo sem irrigação também foi prioridade nos estudos. “Quando a gente coloca direto no campo significa que a gente está colocando uma tecnologia mais acessível e possível ao produtor. Uma fruta sem irrigação tem uma produção que não é tão cara. É o que justamente a gente tá procurando fazer, uma coisa que não seja tão cara ao agricultor familiar”.

 

Outro cuidado mantido são as recomendações aos produtores. “A nossa orientação é sempre  começar pequeno, não começar grande. Tem muita coisa que precisa ser estudada, por isso a gente está com muito cuidado com essa questão de cultivo por parte do produtor. Queremos incentiva-los sem que eles possam ter algum prejuízo ou problema que não possa resolvido”.

 

 

Planta nativa que carrega em seu DNA a origem histórico-cultural indígena. A guavira também conhecida como guabiroba é um fruto com nome indígena de origem Guarani, que significa “árvore de casca amarga”. Definição que ao que tudo indica vem pelo costume dos índios de a usarem para fins medicinais.

 

 

Atualmente, sabe se que um único fruto pode conter até 20 vezes mais vitamina C do que a laranja. A guavira também oferece o magnésio, ótimo para digestão, o fósforo e o cálcio que deixam os dentes e ossos fortes e o potássio, indicado para os atletas e amantes de atividades físicas, por fortalecer os músculos.

 

 

Propriedades que há décadas não foram imaginadas em um fruto que nasce em um arbusto que não ultrapassa os 1,5 m de altura. “Quem estudou ela até agora? Os estudos são poucos. Pode surgir alguma praga de difícil controle. É muito importante que a gente esteja pesquisando para que se possam antecipar os problemas ao agricultor. O produtor não tem que passar por isso”, afirma Ana.

 

E se não são bastasse às benesses ao organismo humano ou os desafios no cultivo e combate de pragas e doenças, a pesquisa evidencia a preservação do material genético, outro importante pano de fundo dos trabalhos de Ana Cristina Ajalla. “Praticamente a gente não tem produtores de fato. No máximo, o que temos são pessoas que deixaram uma área ali e colhe, mas ela ainda é uma guavira nativa. Hoje, existe uma grande informalidade no mercado que é um mercado extrativista. A gente diz que quando você faz o extrativismo você corre o risco de perder material genético e o produto”.

 

O extrativismo mesmo que aparentemente inofensivo cria tanto um cenário ideal para a extinção como desvaloriza o produto. “Hoje o mercado é informal. Você pode ver que você compra a guavira por litro. Já viu no mercado comprar alguma fruta por litro? Você compra por quilo, não é litro”.

 

 

Informalidade que semeia riscos de degradação da espécie, aos lucros das famílias agrícolas que comercializam o fruto e a preservação de algo que tem sua importância na identidade biológica e cultural do cerrado. “A base do suco e do picolé da guavira que vai para as indústrias ela é toda extrativista. É um problema, principalmente, agora que a gente tá tendo uma maior procura pelo fruto. Então, a gente tem que ter um cuidado e por isso a nossa preocupação de estar implantando essas unidades demonstrativas para tentar distribuir”.

 

A conscientização em torno das riquezas da guavira vem se expandindo tanto que será dedicado um espaço para o plantio na principal área verde de lazer da Capital, o Parque das Nações Indígenas. “É uma ação da Semagro [Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar]. Serão cerca 50 mudas que deverão ser destinadas ao local. As mudas já estão prontas, apenas estamos aguardando uma pausa nesse período de chuva”, informa a pesquisadora.

 

Texto: Aline Lira (Agraer)

Primeira turma da Academia de Líderes da Aprosoja/MS recebe certificados

Os alunos da primeira turma do curso Academia de Líderes da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) receberam os certificados pela participação no projeto na quinta-feira (07), em Campo Grande. A iniciativa, pioneira na entidade, tem o objetivo de formar novas lideranças para atuar no agronegócio estadual.

 

Esta foi a última solenidade oficial conduzida pelo atual presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, que exerce sua gestão desde agosto de 2015 e encerra no dia 31 de dezembro. Para ele, a iniciativa é uma experiência que ele mesmo gostaria de ter vivido no início de sua jornada como representante de classe.

 

“Há 11 anos, quando comecei a atuar no coletivo deixando de pensar apenas nos meus negócios próprios, não recebi preparação nenhuma. Levei tombos, demorei, perdi muito tempo para chegar em um nível que eu poderia chegar antes de começar. Hoje esses jovens (da Academia de Líderes) têm essa oportunidade, de absorver um conhecimento extremamente enriquecedor e útil”, detalha Bortolotto.

 

Desafio para a vida

 

“É um enorme desafio quando se doar para o bem comum, no dia a dia, significa não receber benefício direto algum. E temos dimensão ainda maior do desafio quando percebemos que nem sempre conseguimos realizar tudo aquilo que sonhávamos. Mas vale muito a pena”, conclui o presidente.

 

O curso começou em agosto com um módulo de aulas de oratória, postura pessoal e liderança. No segundo módulo, o foco foi na gestão de propriedade, sucessão familiar e cultura organizacional, também com aulas sobre política agrícola e análise do mercado de soja e milho.

 

No terceiro módulo os participantes conheceram in loco a estrutura do Governo do Estado, a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), a Assembleia Legislativa e a OCB/MS (Organização das Cooperativa Brasileiras), além do trabalho da Aprosoja/MS e da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS).

 

Oportunidade ímpar

 

A última etapa do curso foi realizada no final do mês de novembro em Brasília, com visitas ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), Instituto Pensar Agro, Aprosoja Brasil e a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária). O tour finalizou no Congresso Nacional, passando pelo Senado e Câmara dos Deputados com o objetivo de conhecer os bastidores e a construção do poder político na Capital Federal.

 

Para o empresário Lucio Lagemann, Secretário de Desenvolvimento Econômico do município de São Gabriel do Oeste, que participou do curso, a oportunidade foi indispensável e expandiu a mente. “O curso mostrou a necessidade de difundir a importância do agro. O agro é realmente o motor da nossa economia e todos nós devemos nos preocupar com isso. Espero que cada um de nós volte para casa melhor do que quando saiu, com novas ideias, e que essas ideias sejam colocadas em prática para que a gente faça a diferença”, afirma.

 

“A Academia de Líderes mostra que as pessoas que estão à frente do agronegócio do nosso estado estão preocupadas com as novas lideranças, e o sucesso do curso se deu a isso: nossos líderes estão preocupados em formar novos líderes. O agronegócio realmente precisa de pessoas preparadas para enfrentar tudo o que vem pela frente. Não adianta só pensar em crescimento e desenvolvimento se as pessoas não estão preparadas para ter êxito quando tiverem as oportunidades. Estou muito feliz de fazer parte dessa equipe e fazer o curso. Foi um sucesso total, um clima de aprendizado muito grande, através de exemplo de pessoas, pessoas que conhecemos. Só tenho a agradecer”, finaliza Lagemann.

 

 

Fonte: Aprosoja

Brasil vai exportar ovos in natura e processados para a África do Sul

A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu na sexta-feira (8) comunicado do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca da África do Sul (DAFF) informando a abertura do mercado daquele país para os ovos in natura (líquidos) e processados (congelados) do Brasil.

 

A finalização das negociações entre os dois países dependiam apenas do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para respaldar os embarques brasileiros. Com isso resolvido, a autoridade sanitária sul-africana já pode emitir as Permissões de Importação, o que viabiliza o início imediato dos negócios.

 

O Brasil já exporta ovos para mais de 50 países, com remessas equivalentes a US$ 110 milhões em 2016. Segundo o secretário de Relações Internacionais, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, “o início das exportações brasileiras de ovos in natura e ovos processados para África do Sul reitera a qualidade e sanidade do produto brasileiro e contribuirá para o fortalecimento do setor agropecuário, ampliando e diversificando as exportações”.

 

O Brasil está negociando, também, com o ministério sul-africano modelo de Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) a ser utilizado nas exportações brasileiras de material genético avícola (ovos férteis).

 

O produto brasileiro chega à África do Sul em até 19 dias, o que representa vantagem em relação a fornecedores dos Estados Unidos, já que o tempo de entrega deles é de 31 dias.

Presidente do Sindicato das Indústrias Laticínias celebra redução do ICMS

A presidente do Silems (Sindicato das Indústrias de Laticínios de Mato Grosso do Sul), Milene de Oliveira Nantes, celebra a decisão do governador Reinaldo Azambuja de autorizar, nesta quinta-feira (07/12), a redução de 88% da carga tributária para venda de leite spot (leite fluído a granel de uso industrial). O decreto que normatiza a ação ainda será publicado em Diário Oficial, mas a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 10,2% para 1,4% será válida até 31 de janeiro de 2018, podendo ser prorrogada conforme demanda do setor.

 

“A princípio, essa primeira conquista vai atender apenas as empresas grandes, então, a nossa próxima pauta com Governo será a tomada de outras ações que precisam ser feitas para ajudar as empresas de pequeno e médio porte. Essa medida é emergencial e vai durar apenas dois meses, mas acreditamos que ela vai ajudar a estabilizar essa produção nas unidades e dar um pouco mais de estabilidade ao segmento”, avaliou Milene Nantes.

 

Ela acrescenta que a medida vai ajudar o produtor rural e o também o industrial. “É o início de várias outras pautas que precisamos para desenvolver a cadeia do leite no Estado. Essa redução vai ajudar a indústria a não ter mais prejuízo porque, na verdade, estamos trabalhando no vermelho e não tem para aonde destinar esse leite, não tem consumo e não tem incentivo para o consumo”, analisou.

 

Estado

 

A medida, segundo Reinaldo Azambuja, atende pedido da cadeia produtiva do leite, que registrou excesso de produção na última safra e o objetivo da ação governista é possibilitar o escoamento do produto, que ficará mais competitivo frente a estados vizinhos. “Estamos criando essa alternativa porque temos um excedente de leite na época de chuvas que prejudica principalmente o pequeno produtor”, afirmou.

 

Com a redução, as indústrias sul-mato-grossenses se comprometeram em adquirir todo o leite das propriedades estaduais. A decisão foi tomada nessa quarta-feira (06/12), divulgou o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Lineu Pasqualotto. Dessa forma, o Governo aposta em ganhos para toda a cadeia produtiva. “Do pequeno produtor à indústria, o interesse do Estado é estimular o setor”, garantiu Reinaldo Azambuja.

 

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, a ação beneficia todos os segmentos sociais. “O governador atendeu uma demanda que partiu da Famasul, mas que traz como consequências benefícios não só à classe produtora, mas para toda a sociedade; ele atendeu uma necessidade de incentivar uma cadeia de atividades inerentes a Mato Grosso do Sul”, disse.

 

Medida emergencial

 

A redução da alíquota do ICMS sobre o leite spot para a comercialização foi uma medida emergencial tratada diretamente com a Câmara Setorial do Leite, explicou o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.  “Não estávamos vendendo leite com tributação de 10,2%. O produto ficava retido e o preço ao produtor estava caindo”, contextualizou.

 

Com a Câmara Setorial do Leite, o Governo do Estado definiu uma série de ações que serão desenvolvidas para dar mais competitividade ao setor. Através do projeto da Rota do Leite, o Estado vem identificando os 19 municípios com maior potencial leiteiro e que terão prioridade de ações e investimentos. “Temos um conjunto de medidas que visam favorecer principalmente o pequeno produtor. Para que não caia ainda mais o preço do leite no Estado”, contou.

Agraer: cultivo de hortaliças na estação mais quente e chuvosa requer atenção

Estamos a apenas 15 dias de distância do verão, mas as mudanças climáticas já podem ser sentidas antes mesmo da chegada da estação mais quente do ano. Mudanças térmicas que são notadas não apenas na pele, mas também na produção e preço de alguns tipos de alimentos como as hortaliças, por exemplo.

 

Isso porque com o verão as temperaturas aumentam e, consequentemente, as chuvas também, o que influencia diretamente no trabalho dos agricultores familiares que cultivam alface, couve, rúcula, agrião, almeirão, cheiro verde, brócolis e até raízes como a mandioca, batata e outras variedades de alimentos (tomate, pimentão, etc).

 

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), só em novembro deste ano Campo Grande teve registro de 52,9% de chuva acima da média histórica, com acumulado de 315,8 milímetros, enquanto, que o esperado era de 206,5 mm.

 

Cultivo em campo aberto

Desde 2001 que não se registra tanta chuva no mesmo período. Aspectos climáticos que se não tiverem a devida atenção na agricultura familiar pode ocasionar perca integral das hortaliças, conforme alerta o engenheiro agrônomo da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Paulo Márcio Vieira, afirma que. “Se o agricultor familiar faz o cultivo no modo mais tradicional, ou seja, a céu aberto a perca pode ser de até 100%. Chuva muito forte pode encharcar o solo e apodrecer certas folhosas, criar um ambiente propício para as pragas e doenças e, ainda, tem a chuva de granizo que pode acabar com tudo”, justifica.

 

Paulo Márcio evidencia que por conta de todos esses riscos são poucos os agricultores familiares do cultivo tradicional que optam em continuar a cultivar as folhosas durante o verão. “A maioria vai para alimentos como o jiló e o quiabo, por exemplo, que são mais resistentes ao clima da estação. Os agricultores que fazem uso do cultivo protegido, em viveiro com hidroponia são os que comumente ficam na produção de hortaliças. Assim há uma queda na produção local de folhosas, o que encarece o mesmo nas gôndolas dos mercados”.

 

 

Cultivo Hidropônico que consiste no cultivo de plantas em meio a uma solução nutritiva, ou seja, sem contato com o solo

 

 

Outro fator que contribui com encarecimento é o aumento no consumo de hortaliças no verão. Como são alimentos refrescantes, nesta época do ano, agradam mais o paladar das pessoas que buscam aliviar o calor com uma alimentação mais leve ou que desejam entrar em forma devido às festividades de fim de ano ou as férias na praia.

 

E do que depender dos dados da estação meteorológica do Cemtec, os agricultores, em especial das regiões oeste e sul, devem ficar de olho no clima. É que em algumas localidades já são observadas um aumento gradativo das chuvas. “Os sistemas meteorológicos que levam umidade para o Estado estão mais intensificados resultando no aumento de nuvens de chuva nessas regiões”, justifica a metereologista Franciane Rodrigues.

 

Alternativas

 

Cultivo protegido de hortaliças

“Os agricultores mais precavidos estão indo para o sistema protegido. O cultivo a campo fica mais difícil e algumas doenças, como os fungos, ou pragas, a exemplo de lagartas ou moscas brancas, aumentam também”, pontua Paulo Márcio Vieira.

 

O engenheiro agrônomo da Agraer explica que a instituição acompanha diversos produtores seja no cultivo convencional ou no protegido a fim de minimizar os prejuízos da produção que se bem controlado auxilia no equilíbrio dos custos ao produtor e tabelamento dos preços. “A gente sempre fala para que os agricultores familiares busquem o escritório da Agraer mais próximo. Lá, eles terão atendimento e um profissional irá visitar a propriedade para ver qual a medida mais recomendável para certo tipo de situação ou cultivo”.

 

Atualmente, só nas imediações próximas a área urbana da Capital a Agraer contabiliza uma quantia considerável de agricultores familiares. “São cerca de 109 hortas do cinturão verde que a gente localiza ali perto do anel viário da cidade. Isso representa quase 180 hectares de horta. Ter essas hortas próximas é bom pelo fato da qualidade dos alimentos que são mais frescos e podem ser mais baratos devido ao baixo custo com o transporte”, salienta.

 

Custo x benefício

 

Hidroponia

Logo, se o agricultor avaliar bem o cenário nem tudo está perdido uma vez que é no verão que se estabelece os melhores dividendos para o agricultor. “Uma hortaliça que é vendida a R$ 0,80 no inverno pode chegar até R$ 3,00 nesta época do ano. Muitos agricultores familiares aguardam o plantio neste período. O custo é maior, contudo, é mais compensatório. O nível de cultivo de campo diminui e o preço sobe também. Lembrando que em termos de produção local, em Campo Grande, as folhosas são as mais produzidas por aqui”, garante.

 

Uma vez que o agricultor avaliar os riscos a serem corridos e as medidas adequadas de produção, o saldo pode ser positivo desde que se tomem as medidas necessárias. “O ideal é fazer o uso do sistema protegido, mas aqueles que não podem optar por isso a gente recomenda que procure variedades [mudas e sementes] desenvolvidas para o cultivo no verão. E, claro, que busque um profissional qualificado para fazer o acompanhamento”.

 

 

O acompanhamento é, ainda, mais necessário quando o agricultor faz adesão de algum defensivo agrícola. As chuvas constantes no verão implicam, inclusive, na eficácia dos defensivos que, devido ao excesso de água reduz o período de proteção das folhas.

 

“O problema em si não é fazer o uso, mas a forma como se vai utilizar. O uso de equipamento de proteção individual, EPI, e a escolha certa do produto são primordiais. Cada produto tem um tempo de reação para resolver os problemas com pragas e doenças, então, ter a orientação de um bom profissional é essencial”.

 

Texto e fotos: Aline Lira

Peixes de Tocantins conservados para a posteridade no projeto ”Arca de Noé”

A “Arca de Noé” da Embrapa foi incrementada com peixes de Tocantins. Nos últimos dias 28 e 29 de novembro, em Brejinho de Nazaré, no Centro-Sul do estado, pesquisadores dos centros de pesquisa da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas, TO), Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE)  coletaram 450 amostras de sêmen de 25 peixes, entre tambaquis (Colossoma macropomum) e caranhas (Piaractus brachypomus). A iniciativa é para conservá-los em nitrogênio líquido, a uma temperatura de 196 graus celsius negativos, no Banco Genético da Embrapa, em Brasília. O objetivo égarantir a variabilidade genética e a manutenção de características de interesse econômico que podem se perder com o tempo, após sucessivos cruzamentos das espécies.

 

Segundo Luciana Nakaghi Ganeco Kirschnik, pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, foi a primeira vez que a Unidade fez a coleta. “ Selecionamos os reprodutores que estavam aptos, coletamos o sêmen e criopreservamos em nitrogênio líquido”, explica ela, que faz parte da equipe de pesquisadores que realizaram a coleta em Brejinho.

 

A conservação de material genético de peixes já ocorre na Embrapa desde o início dos anos 2000, e no ano passado houve um incremento na quantidade de amostras armazenadas. “Até 2015 eram trabalhos pontuais, principalmente realizados pela Embrapa Pantanal, com espécies daquela região. Mas desde o ano passado a coleta ficou mais sistematizada, com amostras para o banco de sêmen, de tecido e de DNA”, explica Alexandre Nízio Maria, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

 

Segundo ele, no Nordeste espécies como o tambaqui já estão sofrendo com o problema de endogamia. “Após 30 anos de criação intensiva para comercialização, observamos a reprodução de indivíduos aparentados, o que prejudica a variabilidade da espécie”, destaca  Nízio. Com a conservação no Banco Genético da Embrapa, será possível retomar características perdidas e usar o material em programas de melhoramento genético.

 

Diferentemente de certos mamíferos, como os bovinos, que possuem um sistema de conservação e reprodução in vitro já dominado pela ciência, no caso dos peixes só é possível a coleta e armazenamento de material reprodutivo masculino.  Para Alexandre Floriani Ramos, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e curador do Banco de Germoplasma Animal, há um longo caminho a ser percorrido pela piscicultura. “Ainda não é possível coletar e armazenar gametas femininos ou embriões com a qualidade necessária para a conservação, apenas masculinos. Assim, para reproduzir determinada espécie de peixe é necessário utilizar o sêmen congelado juntamente com óvulos de fêmeas vivas daquela mesma espécie. A técnica da conservação e reprodução de peixes in vitro ainda precisa avançar bastante, tal como ocorreu com a pecuária”, opina.

 

Banco genético da Embrapa vai conservar material de pecuaristas

 

No caso dos bovinos, a Embrapa quer integrar ao seu banco genético o material dos animais considerados formadores das principais linhagens de raças comerciais no Brasil, como nelore, angus ou gir. A empresa pretende fazer acordos com criadores e associações para uso e transferência de material genético, como sêmen, embriões ou amostras de DNA.  “Precisamos conservar o material dos fundadores dessas raças e dos grandes reprodutores”, diz Ramos, acrescentando que a variabilidade genética do rebanho bovino está menor.

 

A Embrapa prestará o serviço de conservação gratuitamente. Isso é possível porque a empresa é autossuficiente na produção no nitrogênio usado nos tanques de conservação. Os termos dessa custódia serão definidos por um contrato com o proprietário do material. O documento, explica Ramos, estabelece condições de uso e disponibilidade.

 

O pesquisador da Embrapa pondera, no entanto, que será feita uma seleção criteriosa do material, com base na genealogia e na importância para a conservação e melhoramento genético. Ramos reforça que a intenção é preservar as referências das diversas linhagens presentes no rebanho bovino do Brasil.

 

A Embrapa começou a formar o banco de germoplasma animal em 1983, como sequência da conservação de amostras vegetais, iniciada em 1974. Atualmente, a divisão de Recursos Genéticos tem mais de 90 mil doses de sêmen, 450 embriões e 12 mil amostras de DNA. Do total, 80% são de bovinos, mas há também caprinos, ovinos, suínos, equinos e asininos. Diversificar ainda mais essa reserva de material se tornou possível com a ampliação do Banco Genético da Embrapa.

 

Chamado pela própria empresa de “Arca de Noé dos tempos modernos”, o banco genético visa preservar em um só lugar espécies animais, vegetais e microrganismos. O local funciona como um “backup” do que é pesquisado nas unidades da empresa pelo Brasil e que, a depender da necessidade, pode ser compartilhado com redes de pesquisa das quais ela é participante.

 

As informações do Banco Genético da Embrapa estão disponíveis para o público por meio do sistema Alelo Animal, que dispõe de ferramentas de gestão de dados de recursos genéticos animais, que possibilitam cadastrar animais e seus descritores, imagens, taxonomia, dados fenotípicos, genotípicos e genômicos. Além de propiciar o gerenciamento de coleções biológicas, o sistema permite que informações públicas sobre diferentes grupos de animais estejam disponíveis para a sociedade: equinos, bubalinos, bovinos, suínos, asininos, caprinos, ovinos, peixes de água doce, além de outras espécies de animais silvestres.

 

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

Foto: Luciana Ganeco

 

Algodão: força-tarefa visa minimizar riscos no uso de defensivos agrícolas

A Ampasul está realizando uma força-tarefa nas unidades produtoras de algodão, coordenada pela equipe de campo da associada para orientar e fornecer informações sobre as conformidades, padrões técnicos, operacionais e de segurança que envolvem as aplicações de defensivos agrícolas terrestres e aéreos.

 

A preocupação é em relação ao uso de defensivos agrícolas, envolvendo os trabalhadores rurais, a proteção ao meio ambiente, o manejo na preparação de caldas, a lavagem dos pulverizadores e aeronaves, entre outros assuntos que estão relacionados a adequação das propriedades para a correta aplicação de defensivos.

 

Outro  importante tema que necessita de muito cuidado, seguindo também corretamente a legislação, é em relação à utilização dos defensivos, de forma a reduzir os riscos ambientais, até a entrega das embalagens vazias na central de recebimento.

 

Criou a Ampasul um ckek List de perguntas que é distribuído às propriedades cadastradas, para utilizarem como avaliação do grau de conformidade nos quesitos relacionados ao uso e aplicação de defensivos. O objetivo é alertar as unidades de produção para adequarem-se ao cumprimento legal da legislação, prevenindo irregularidades e fiscalizações que poderão causar prejuízos aos produtores.

 

Essa ação especifica realizada em todo o Estado, pela Ampasul é um complemento aos demais trabalhos desenvolvidos periodicamente pela associada, que trata de forma mais completa e profunda esse assunto em todas as safras.

 

Fonte: Ampasul