Senar/MS e Fazenda Córrego Azul de Brasilândia recebem prêmio nacional

O Senar de Mato Grosso do Sul e a Agropecuária AH – Fazenda Córrego Azul, localizada em Brasilândia, foram os grandes vencedores do Prêmio Aprendizagem – “Aprender para Crescer”, do Senar Central. Desenvolvido em parceria com as administrações regionais, o prêmio reconhece as empresas que executam com excelência programas de Aprendizagem Profissional Rural.

 

Com foco na pecuária de corte, a Fazenda Córrego Azul atendeu todos os critérios previstos no edital da seleção com o curso “Aprendizagem em Administração Rural”.

 

“A empresa possui hoje três projetos voltados para crianças e jovens que residem nas fazendas: a Fundação AH é responsável pelas crianças de 4 a 12 anos, o Projeto Mirim pelos jovens de 12 a 14 anos e faltava a continuidade para os jovens aprendizes. Foi aí que a parceria com o Senar/MS se encaixou tão bem”, explica o proprietário da Agropecuária AH – Fazenda Córrego Azul, Helder Höfig.

 

“Nossa empresa tem como meta contribuir para o desenvolvimento humano no meio rural. Ser reconhecido nacionalmente encoraja ainda mais nossas equipes a aprimorar o projeto e as parcerias. No mesmo dia que recebemos a notícia do prêmio [11 de novembro], estávamos iniciando a 3ª turma do Jovem Aprendiz”, conta o empresário.

 

Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, a propriedade é exemplo de como deve ser desenvolvida uma aprendizagem rural. “Temos um processo inovador que faz jus à proposta do Senar. O empresário local tem um trabalho educacional de tempos já voltado a crianças de 4 a 14 anos, filhos de funcionários. Com a parceria do Senar/MS ele implementou o Jovem Aprendiz, selecionando os melhores alunos para participarem do processo seletivo. Hoje, muitos já estão empregados na própria fazenda, que é um modelo para a pecuária do estado”, disse.

 

“Investir em aprendizagem é o caminho para o desenvolvimento do setor produtivo, especialmente quando se trata de jovens, das futuras gerações. Muito nos orgulha a Fazenda Córrego Azul, atendida pelo Senar/MS, ser reconhecida pela inovação e por incentivar o empreendedorismo, fundamental para o avanço econômico de Mato Grosso do Sul”, reforçou o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito.

 

Critérios 

 

 O prêmio, que está na 2ª edição, avaliou as iniciativas voltadas para os jovens aprendizes concluídas entre 1º de setembro de 2018 e 1º de setembro de 2019.

 

Entre os critérios para escolha do projeto vencedor, a comissão julgadora avaliou o envolvimento da empresa contratante na elaboração e promoção da prática profissional, o desenvolvimento profissional dos aprendizes ao longo do curso, iniciativas inovadoras na Aprendizagem, taxa de conclusão e aprovação dos aprendizes ao final do curso e número de efetivações dos aprendizes.

 

Fonte: Famasul

Foto: Leandro Abreu/Sistema Famasul

Ministra Tereza Cristina mostra nos EUA avanços da agropecuária brasileira

A ministra Tereza Cristina cumpre agenda, nesta semana, nos Estados Unidos, seguindo a estratégia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) de ampliar a presença da agropecuária brasileira no mundo. A ministra terá reuniões no Banco Mundial, no Instituto Brasil do Wilson Center e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além do encontro com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue.

 

Ontem (18), a ministra participou de uma conferência no Banco Mundial, na qual serão apresentados os resultados do Projeto ABC Cerrado e discutidas opções para ampliá-lo. Financiado pelo Banco Mundial, o projeto é desenvolvido em sete estados do bioma (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Bahia, Piauí, Minas Gerais) e no Distrito Federal, levando práticas sustentáveis às propriedades rurais.

 

A ministra Tereza Cristina falou sobre a importância do setor rural brasileiro, os principais projetos para desenvolver uma agropecuária sustentável no país e as tendências mundiais que impactam na produção brasileira.

 

Painel

 

No Instituto Brasil do Wilson Center (centro internacional de estudos e pesquisas), a ministra vai abordar o papel do Brasil no desenvolvimento da agricultura sustentável no mundo, nesta terça-feira (19). Em seguida, a ministra se reúne com representantes da Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio, na Embaixada do Brasil. No mesmo dia, a delegação do Mapa nos Estados Unidos também terá reuniões no Banco Interamericano de Desenvolvimento.

 

Investimentos

 

Encerrando a passagem por Washington, a ministra se reunirá, na quarta-feira (20), com o secretário Sonny Perdue para tratar da pauta da agropecuária brasileira. Entre os temas do encontro está a suspensão das importações de carne bovina brasileira in natura pelos Estados Unidos.

 

A ministra Tereza Cristina disse que vai apresentar a Perdue dados sobre a produção de carne bovina brasileira e os avanços do setor nos últimos anos. “Isso é uma coisa técnica. Os Estados Unidos estão pedindo mais informações, e nós vamos dar”, afirmou a ministra, na semana passada ao participar de evento em Londrina (PR), acrescentando que a sua proposta é construir com os Estados Unidos um “canal aberto e franco” para consolidar a parceria entre os dois países no setor agropecuário.

 

Em Nova York, quinta-feira (21), a ministra vai falar sobre as oportunidades de investimento na agricultura sustentável brasileira.

 

Fonte: MAPA

Produtora assume granjas de suinocultura e tem gestão transformada pelo Senar/MS

Sem muito conhecimento sobre a produção de suínos, Glaucia Nobre assumiu a propriedade rural em Glória de Dourados, há três anos, praticamente no “vermelho”, devido à falta de organização administrativa. Com auxílio do programa de Assistência Técnica e Gerencial em Suinocultura, do Senar/MS, atualmente a produtora transformou suas granjas em verdadeiras empresas rurais e já alcançou os primeiros lucros. Esse é o caso de sucesso da série “Senar/MS Transformando Vidas” desta semana.

 

“Conheci o Senar/MS através de um encontro do Sindicato Rural de Glória de Dourados, que convocou os produtores da região para conhecerem o programa Granja Plus. Gostei e me candidatei a uma vaga. Fui selecionada e já estou há um ano no programa”, comentou a produtora.

 

Anteriormente, a propriedade era administrada pelo sogro e marido. Com o falecimento de ambos e dois filhos pequenos para cuidar, Glaucia resolveu assumir o gerenciamento.

 

“Mudou 100%, porque a gestão era toda minha, mas eu não tinha conhecimento. Depois do Senar/MS, comecei a organizar, a limpar, a ter mais saúde, a cuidar mais e melhor do ambiente. Aí foram feitas reformas, novas instalações, uma organização tanto da parte documental, como ferramentas, materiais e até do pessoal que compõe o negócio. Aprendi a lidar”, detalhou.

 

A partir do acompanhamento do Senar/MS foi constatado um prejuízo de mais de R$ 60 mil na propriedade o que levou Glaucia até a pensar em desistir. “Melhorou muito. Agora estou muito feliz, porque os resultados vieram e estao a cada dia melhores. A mudança foi total,  porque eu não tinha a visão do negócio como agora. E mudou principalmente na parte da produção, porque a propriedade começou a me dar retorno, porque até então a produção não se mantinha”, afirmou.

 

Por fim, Glaucia ressalta que se não fosse a transformação de vida provocada pelo Senar/MS, ela provavelmente teria desistido e vendido a propriedade. “Sem os resultados, só desanimava. Mas depois da organização, com o resultado surgindo, a gente se anima. Ampliou a mente e a visão e nos fez buscar mais conhecimento para os negócios. A partir do Senar/MS, de toda formação que eles vêm dando ainda, a orientação, toda organização, meus negócios melhoraram muito”, concluiu.

 

Fonte: Famasul

Conab prevê novo recorde para safra brasileira de grãos com 246 milhões de toneladas

A estimativa da safra 2019/2020 de grãos aponta para um novo recorde, com 246,4 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% ou 4,3 milhões de toneladas em comparação à safra 2018/19. Os números são do 2º levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa de campo foi realizada no período de 28/10 a 1º/11, com mais de 900 informantes em todo o país.

 

A intenção de plantio sinaliza uma variação positiva de 1,4% quando comparado à área da última safra, chegando a 64,1 milhões de hectares.

 

A área a ser semeada com soja aponta para um crescimento de 2,3% em relação à safra passada. O plantio no Brasil atinge 56% da área. A produção está estimada em 120,9 milhões de toneladas, mesmo com os problemas climáticos que atrasaram o plantio em Mato Grosso do Sul.

 

Já o milho primeira safra, que nos últimos levantamentos perdia espaço para a soja, mostrou aumento de área e alcançou 4,1 milhões de hectares. A produção pode chegar a 26,3 milhões de toneladas, 2,4% superior a 2018/19. As condições das lavouras no RS e PR estão boas. A partir de janeiro, começa o plantio da segunda safra do cereal, que representa mais de 70% da produção de milho no país.

 

O algodão, cuja janela de plantio começa no final deste mês, mantém a projeção de crescimento tanto em área, alcançando mais de 1,6 milhão de hectares, quanto no volume total esperado, podendo chegar a 2,7 milhões de toneladas de pluma. O produtor segue apostando na demanda externa pela pluma brasileira. Em outubro, o Brasil exportou o maior volume mensal da história: 279 mil t de pluma.

 

Para o feijão primeira safra, a estimativa é de redução da área, devendo ficar em 917,8 mil hectares. Ainda assim, a perspectiva é de produção superior à safra passada, podendo chegar a mais de 1 milhão de toneladas. Com o atraso das chuvas e a opção por culturas mais rentáveis, o produtor também prefere investir na segunda safra, para garantir uma colheita com maior qualidade.

 

Outras culturas, como o arroz, deve ter redução de 1,8% na área cultivada. Apesar do atraso no plantio, em função do excesso de chuvas no RS e SC, a produção deverá ser 0,2% maior que a safra passada, chegando a 10,5 milhões de toneladas.

 

O clima, especialmente na Região Sul, tem prejudicado a finalização da colheita dos cereais de inverno. O trigo, por exemplo, deve apresentar redução de 2,8% na produção final, alcançando 5,3 milhões de toneladas. No entanto, outras culturas como aveia branca, centeio e cevada apontam para aumento no volume produzido em comparação ao ano anterior.

 

Fonte: MAPA

Embrapa habilita certificadoras para o selo Carne Carbono Neutro, uma marca conceito

O selo Carne Carbono Neutro (CCN) é uma marca-conceito desenvolvida pela Embrapa com trabalhos iniciados em 2012. Uma das etapas do processo acaba de ser cumprida: a realização do I Curso de Capacitação para Certificadoras da Marca-Conceito CCN, responsáveis por atestar se o produto está dentro dos padrões exigidos pelo selo.

 

O evento reuniu um grupo considerável de participantes, entre representantes de certificadoras, técnicos, pesquisadores e profissionais ligados ao setor agropecuário. É o primeiro curso do gênero dentro da Embrapa sem precedentes e faz parte do processo de credenciamento das certificadoras junto ao Instituto CNA (ICNA).

 

Foram três dias de intensos trabalhos com discussões abrangendo produção da CCN que inclui cuidados com o bem-estar animal e ambiência na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, boas práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono, uso de árvores no sistema, requisitos do componente solo e animal, mercado de carnes especiais, mudanças no campo que estão ocorrendo, tendências em certificação, e, principalmente, o papel das certificadoras no processo de certificação da CCN.

 

O último dia do curso, na sexta, dia 8, foi mostrar aos participantes a prática da produção CCN. Desde 2015 a Embrapa mantém um acordo de cooperação com a empresa Mutum Agropecuária S.A – Grupo Mutum, desse acordo foi montada uma unidade de referência de produção e já no ano seguinte, 2016, aconteceu o primeiro abate experimental e foi nessa propriedade, Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo (MS), que os participantes visitaram a área onde os bovinos são criados e tiveram a oportunidade de tirar dúvidas junto aos técnicos da fazenda e da Embrapa.

 

Segundo a pesquisadora Fabiana Villa Alves, coordenadora dos trabalhos, “o curso é a primeira etapa para credenciamento das certificadoras”, outras capacitações deverão ocorrer de acordo com a demanda. Na sua avaliação o evento foi positivo. “A qualidade dos palestrantes e dos participantes foi surpreendente pela forma de conhecimento e interesse demonstrado do inicio ao fim do evento”, disse.

 

O Selo CCN

 

Para obter o selo dessa carne diferenciada o produtor deverá seguir uma série de diretrizes entre elas a de que a criação deverá ser em sistemas com a introdução obrigatória de árvores. Isso porque o componente arbóreo faz o trabalho de neutralizar o metano entérico exalado pelos animais, um dos causadores pelo efeito estufa e que provoca o aquecimento global.

 

Os sistemas de criação podem ser o silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF).

 

A pesquisa provou que fazendas serão neutras em carbono se a criação for feita dentro de um dos sistemas acima, por isso uma das exigências de produzir a CCN é criar o gado bovino nos sistemas que incluem árvores. Além disso, outros aspectos são exigidos como de rastreabilidade e registros da área de produção, a da alimentação cuja fonte principal deve ser a pastagem, do manejo do pasto e sanitário dos animais dentre muitas outras diretrizes que devem ser observadas.

 

Quanto ao mercado de aceitação da CCN a pesquisadora Fabiana diz que essa carne tem um mercado especial e que tem uma demanda premente. “O trabalho com a CCN começou em 2012 e hoje é uma realidade. O Brasil pela primeira vez não foi atrás de tecnologias de fora. Ele criou a tecnologia. O Brasil hoje é formador de opinião com técnicos de outros países buscando nossa tecnologia para seus programas de carne neutra”. Afirma.  O protocolo já está feito e homologado, diz Fabiana que destaca: “A carne carbono neutro é um produto certificado, rastreado, diferenciado, de qualidade garantida não só na questão de carbono neutro, como também de bem estar animal”.

 

O pesquisador Roberto Giolo, também da Embrapa Gado de Corte, líder do projeto de ILPF defende o selo CCN. Ele diz que a carne Brasileira será beneficiada com o selo e atingirá mercados mais exigentes, tanto o interno como o externo podendo o Brasil aumentar as exportações. Ele acredita que o selo será um facilitador para as metas nacionais previstas no Plano de Agricultura de Baixo Carbono que consistem em uma das ações propostas pelo Plano ABC.

 

O Programa CCN que é uma realidade foi elogiado durante o evento por representantes das certificadoras, como por Fabian Perez Gonçalves da empresa Suíça de serviços de certificação SGS, que atua há 80 anos no Brasil com sede em Barueri/SP. O gerente gostou do curso que classificou como algo inovador e com grande potencial de crescimento.

 

Sergio Pimenta, representante da certificadora SBC, de Botucatu (SP), disse que o curso é necessário e oportuno para operar o protocolo e harmonizar a interpretação da norma. “Fiquei surpreso com a base tecnológica e científica que embasa o protocolo. É bem ampla, nunca vi algo tão detalhado. São muitos conceitos, e o selo vai incentivar produtores a adotarem as tecnologias”. A certificadora SBC opera vários protocolos no Brasil e é a maior de animais de rastreamento para exportação.

 

A gestão do protocolo será do ICNA que fará a creditação das certificadoras, ou seja, quem vai fazer a conferência dos documentos e dos pré- requisitos.

 

O protocolo está finalizado, definido e homologado pelo Mapa e pela Embrapa. Está previsto para o final do mês de novembro, em São Paulo (SP) o lançamento da linha de produtos CCN E CBC pelo Frigorífico Marfrig, parceiro da Embrapa.

 

Fonte: Embrapa

Apresentado na Semagro, projeto de irrigação submersa em Camapuã é o maior do País

O secretário Jaime Verruck recebeu na segunda-feira (11) na Semagro, o produtor Sérgio Petrella e seu filho Bruno, proprietários da Fazenda Luzinha, de Camapuã, onde funciona o maior projeto de irrigação submersa do País, e que já foi apresentado na Semagro pelos empresários da Netafim, empresa israelense de irrigação inteligente, responsável pelo projeto.

 

“É um projeto que é uma referência, e simboliza o que Mato Grosso do Sul busca, que é a intensificação e a melhoria das condições de produção, com tecnologia e inovação”. Afirmou Jaime, lembrando que o projeto já possui as outorgas necessárias e o Estado vem colaborando para sua plena ativação.

 

O projeto de irrigação na Fazenda Luzinha, surgiu após Sérgio implantar com sucesso um sistema de integração lavoura-pecuária na intenção de reformar pastos na propriedade. “Com os resultados decidi buscar projetos de irrigação para intensificar a atividade com ILP na Fazenda, e após visitar vários países conheci o projeto da Netafim que implantamos com investimento aproximado de 8 milhões numa área de trezentos hectares”, explicou.

 

Secretário Jaime recebeu empresário na Semagro

No encontro, Sergio comentou sobre a receptividade do Prefeito Delano Huber, no município, (e que o acompanhou neste encontro) e do Governo do Estado, por parte da Semagro, onde o Secretário Jaime o recebeu junto do Superintendente Rogério Beretta. O produtor também comentou sobre uma apresentação que pretende organizar futuramente na propriedade reunindo produtores interessados na tecnologia.

 

Delano comentou sobre os investimentos de Petrella em Camapuã e a forma como estes agregam valor ao município que tem um modelo de irrigação inédito no Estado.

 

A Netafim, que iniciou suas atividades em Israel nos anos 60, tentando cultivar no deserto do Negev, em condições extremas, combina irrigação inteligente, conhecimento agronômico e inovação para ajudar agricultores a cultivarem mais de qualquer cultura, em qualquer clima, usando menos. Com mais de 4.300 colaboradores, 29 filiais e 17 fábricas em todo o mundo, já irrigou até hoje mais de 10 milhões de hectares de terra, e produziu mais de 150 bilhões de gotejadores para mais de dois milhões de agricultores.

 

“As centrais de comercialização dão dignidade aos agricultores familiares”, afirma secretário

Depois de equipar os produtores da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul e reforçar as ações organizacionais através dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural (CMDRS) nos municípios, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com recursos de emendas parlamentares e do próprio Estado na mesma proporção, deram início a construção das estruturas para comercialização dos produtos.

 

As centrais de comercialização, que oferecem estrutura para que os produtores possam ofertar seus produtos, com dignidade e segurança, se transformaram em alguns municípios num espaço para o lazer de toda a família.

 

A parceria do Governo do Estado, com o deputado federal Vander Loubet, o ex-deputado federal Zeca do PT e as Prefeituras, garantiu a entrega, no último sábado (09) de mais uma unidade, desta vez em Batayporã, onde foi construída uma estrutura moderna, de 274,95 m², que conta com 16 boxes, pátio calçado, banheiros, e um ambiente protegido da chuva e incidência direta do sol.

 

Quando o município comemorava 56 anos, o prefeito Jorge Luiz Takahashi, autoridades e lideranças realizaram a entrega oficial da ‘Feira do Produtor’ que marca um novo tempo para os agricultores familiares de Batayporã.

 

Para o secretário Jaime Verruck as centrais fecham o ciclo de um compromisso assumido no início da gestão do Governador Reinaldo Azambuja, com a agricultura familiar no Estado. “Comprometidos com o desenvolvimento dessa atividade, trabalhamos para dar orientação, condições e para estruturar o produtor. Hoje ele tem assistência, equipamentos e maquinas e um local digno para vender sua produção. As centrais de comercialização dão dignidade aos agricultores familiares”, afirmou.

Curso em Campo Grande vai abordar impacto econômico de uma pastagem bem manejada

A principal fonte de alimento do gado é a pastagem, só isso justifica investir na sua implantação e manutenção. O curso que a Embrapa vai realizar de 19 a 21 de novembro vai abordar vários aspectos de como manter um pasto produtivo, entre eles o de realizar um manejo adequado.

 

Para os especialistas da área de forrageiras o retorno econômico é garantido quando todas as etapas são bem feitas podendo o gado bovino atingir índices elevados de produção de 20 a 25 arrobas por hectare ao ano.

 

Quem confirma os números é o pesquisador Rodrigo Amorim Barbosa, coordenador do curso. Ele afirma também que é possível manter um pasto produtivo por vários anos sem reforma-lo. Tudo depende de um bom planejamento como a escolha da área, da planta forrageira, da correção do solo, da época de plantio, e, principalmente, do manejo.

 

Durante os três dias de curso especialistas da Embrapa e de fora da empresa vão abordar sobre características de solo, implantação e recuperação de pastos, adubação, pragas e doenças, controle de plantas invasoras, ajuste de animais na área e capacidade de suporte dos pastos além de tratar sobre consequências econômicas de diferentes estratégias de manutenção. No programa consta ainda o uso de cerca elétrica, estratégias de usar pastagens e suplementos e visita aos campos experimentais da Embrapa incluindo mostras de novas cultivares e resultados obtidos.

 

O último curso oferecido pela Embrapa foi em 2012, agora em 2019, novas informações e resultados serão repassados garantindo aos participantes atualizar seus conhecimentos em pastagens.

 

O curso é votado para técnicos e produtores e será realizado na sede da Embrapa Gado de Corte, à Avenida Radio Maia, 830, em Campo Grande (MS), no auditório Nelore, a partir das 8 horas do dia 19 de novembro, terça-feira. A carga horária total é de 24 horas e o valor da inscrição varia de 280 a 400 reais. As inscrições serão aceitas até o dia 15 de novembro e informações detalhadas poderão ser conhecidas no endereço: www.embrapa.br/gado-de-corte

Produtor terá de planejar agora como alimentará rebanho na seca para não ter prejuízo depois

O próximo período de seca terá início em seis meses, mas o planejamento precisa começar já. Para não faltar comida aos animais na época de estiagem, muitas decisões devem ser tomadas no início da estação chuvosa. Preparando-se com antecedência, o pecuarista tem condições de enfrentar contratempos e minimizar os riscos do negócio.

 

De acordo com a pesquisadora Patrícia Menezes, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), deve-se projetar o rebanho futuro, estimar a produção de forragem e identificar quais alternativas tecnológicas são viáveis para atender a demanda de alimento para o gado o ano todo.

 

Para ter ideia do rebanho futuro, o produtor pode utilizar dados históricos ou projetar mês a mês como um fluxo de caixa. Para isso, ele precisa prever, principalmente, entradas e saídas de animais. “Como entra gado? comprando ou com nascimento de bezerros. Como sai? vendendo ou com a morte de animais. Se o pecuarista fizer toque, ele sabe quantas vacas estão prenhas. Se fez estação de monta, sabe que haverá nascimentos em determinados meses. A época de compra e venda, precisa ser programada. Se ele tiver ideia de quantos morrem, pode acrescentar esse número nos cálculos”, explica a pesquisadora.

 

De acordo com Patrícia, mês a mês, ele faz a soma das entradas de gado e diminui as saídas. Assim, projeta o rebanho futuro e a alimentação necessária para o ano.

 

De posse das informações sobre demanda por comida, o pecuarista precisa verificar se aquilo que ele produz é suficiente para alimentar o gado ao longo do ano. Se não for, é preciso buscar alternativas para ajustar a capacidade de suporte da fazenda ao tamanho do rebanho.

 

São várias alternativas para equilibrar a oferta e a demanda de alimentos, como vedação de pasto, produção de silagem, plantação de cana, cultivo de espécies forrageiras de clima temperado, venda de animais e compra de alimentos. Tudo isto depende da infraestrutura e da região onde está localizada a propriedade.

 

Para vedação do pasto são recomendados capins que perdem a qualidade mais lentamente, como as braquiárias. A área deve ser vedada no terço final do período chuvoso para garantir alimentação adequada durante os meses de seca.

 

A produção de silagem, feno ou cana-de-açúcar pode ser uma opção viável, dependendo da região e do nível tecnológico do pecuarista. “É preciso analisar a infraestrutura da fazenda. Por exemplo, quando você veda o pasto é interessante associar à suplementação proteica. Para isso, é necessário disponibilizar cochos no pasto. Pode-se adaptar com alternativas baratas, como cortar algum galão de plástico de 200 litros”, destaca a pesquisadora.

 

O consórcio com leguminosa também é uma possibilidade. O guandu BRS Mandarim é uma boa escolha para integrar à pastagem, já que o gado consome o guandu na época seca, quando a planta floresce e aparecem as primeiras vagens.

 

A sobressemeadura com azevém e aveia tem bom potencial de produção de forragem na época fria. Mas essa é uma alternativa para áreas irrigadas ou em regiões de inverno chuvoso, já que essas forrageiras são de clima temperado e precisam de umidade para o desenvolvimento. Ainda, a fertilidade do solo é um fator importante, porque as forrageiras de inverno são bastante exigentes.

 

Patrícia Menezes alerta que para todas as opções recomendadas é preciso que o pecuarista planeje agora. “Quando você não faz o planejamento, você corre riscos. A ajuda de um técnico contribui para escolher o melhor caminho. A opção viável é a que o produtor tenha lucro. Se o gado passa fome, ele perde dinheiro”, ressalta.

 

Fonte: Embrapa

Foto: Gisele Rosso