Suínos: Preço médio pago pelo quilograma vivo cresce 12% em Mato Grosso do Sul

O primeiro semestre de 2019 o valor médio do quilograma do suíno vivo no estado aumentou 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a analista técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Eliamar Oliveira, o cenário é favorável. “A melhoria no preço do suíno vivo é reflexo do desempenho positivo da demanda”, afirma. Os dados são da CEASA – Central de Abastecimento de MS que mostram que a média de preço passou de R$ 3,28 para R$ 3,68.

 

No primeiro semestre de 2019 houve retração de 1% nos abates, totalizando 927 mil cabeças e produção de 83,4 mil toneladas representando queda de 5,2% frente as 88 mil toneladas do igual período de 2018. É o que indicam as informações do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que colocam o estado em 7º no ranking de produção de carne.

 

O volume de exportações em MS do produto in natura recuou 96%, segundo o MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Para Eliamar Oliveira “A produção sul-mato-grossense está, predominantemente, voltada para o consumo interno enquanto outras Unidades da Federação atenderam a demanda do mercado externo, possibilitando ao Brasil aumentar as exportações em mais de 27%”, explica a analista técnica.

 

Fonte: Famasul

Governo Federal impõe vários restrições de uso para seis novos defensivos agrícolas

Seis novos produtos formulados que tiveram os registros publicados hoje (22) no Diário Oficial da União terão restrições de uso estabelecidas pelo Ibama. Já registrado em 82 países, incluindo Estados Unidos e países da Europa, o ingrediente ativo sulfoxaflor, que controla pragas como pulgão, mosca-branca e psilídeo, só poderá ser usado nas lavouras brasileiras se obedecer a várias restrições.

 

O uso do inseticida no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Ibama para a mitigação de risco para insetos polinizadores como, por exemplo, a restrição de aplicação em períodos de floração das culturas, o estabelecimento de dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis. Essas restrições constam na rotulagem dos produtos e são estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura.

O ingrediente ativo sulfoxaflor teve o registro do produto técnico (de uso industrial)  concedido no fim de 2018 e o produto formulado estava em avaliação final das autoridades ambientais. Depois de passar por consulta pública,o produto foi aprovadopela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo a Instrução Normativa (IN) n° 02/2017, do Ibama, o registro de novos defensivos no país deve ser condicionado à “apresentação de informações que permitam o uso adequado desses produtos, sem efeitos que comprometam a sobrevivência, a reprodução e o desenvolvimento das abelhas”. Além da avaliação do risco para abelhas do gênero apis, o Ibama foi a primeira autoridade regulatória de pesticidas no mundo a realizar a avaliação de risco para abelhas não-apis.

“Do ponto de vista da saúde humana, o sulfoxaflor está entre os inseticidas 20% menos tóxicos hoje aprovados. Há um possível impacto sobre insetos polinizadores, por isso a importância da avaliação do Ibama. Foram apresentados estudos técnicos sobre o impacto dos resíduos nas abelhas para determinar o que pode ou não ser aprovado. O Ibama tem a liberdade técnica de aprovar ou não o produto ou para estabelecer restrições de uso que garantam a segurança para os insetos polinizadores”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária, Carlos Venâncio.

Os produtos formulados aprovados à base de sulfoxaflor apresentaram estudos laboratoriais de toxicidade aguda e crônica para abelhas adultas e larvas, estudos de resíduos em néctar e pólen em diversas culturas, além de um estudo específico com o objetivo identificar a ação desta substância sobre colônias de abelhas. Todos os estudos, realizados no Brasil e no exterior foram conduzidos de acordo com as Boas Práticas Laboratoriais (BPL) seguindo normas de qualidade, segurança e rastreabilidade reconhecidas internacionalmente.

Na semana passada, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos retirou restrições de uso do sulfoxaflor e aprovou novos usos para o produto a longo prazo. No entanto, também é preciso seguir recomendações de uso, como distâncias mínimas e épocas de aplicação. Segundo a EPA, o sulfoxaflor é uma ferramenta importante para proteger as plantações e evitar perdas econômicas potencialmente significativas.

Novo herbicida

 

Entre os produtos formulados registrados hoje também está um herbicida à base do ingrediente ativo florpirauxifen-benzil. O produto técnico foi aprovado em junho deste ano.

 

O produto formulado à base deste novo herbicida poderá ser utilizado para o controle de plantas daninhas na cultura do arroz. O ingrediente ativo ganhou o prêmio de química verde em 2018.

“Com este novo herbicida, o produtor rural terá agora uma nova alternativa altamente eficiente para plantas daninhas de difícil controle e de menor toxicidade do que os disponíveis hoje no mercado”, destacou Carlos Venâncio.

Genéricos

 

Estes sete produtos novos fazem parte de um conjunto de 51 defensivos que tiveram os registros publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22).  Desse total, 44 são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país.

A aprovação de novos moléculas tem como objetivo disponibilizar alternativas de controle mais eficientes e com menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana. Já a aprovação de produtos genéricos é para promover a concorrência no mercado de defensivos, o que faz cair o custo de produção.

Do total de registros, 18 referem-se a produtos técnicos de uso industrial e outros 33 produtos são formulados, sendo quatro de origem microbiológica. Os produtos técnicos são os ingredientes ativos para uso industrial, que são destinados à fabricação dos defensivos e os produtos formulados são aqueles que já podem ser adquiridos pelos produtores rurais em lojas especializadas, mediante a emissão do receituário agronômica, para controle de pragas na agricultura brasileira.

Processo de registro

 

Para serem registrados, os pesticidas devem ser avaliados e aprovados pelo Ministério da Agricultura quanto à eficiência agronômica, pela Anvisa quanto ao impacto para a saúde humana e pelo Ibama quanto aos impactos ao meio ambiente.

Atualmente, são mais de 2 mil produtos na fila para serem avaliados e o prazo legal para a liberação é de quatro meses. Há produtos que estão na fila há mais de oito anos.

Com a publicação do ato nº 48, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, chega a 262 o número de produtos autorizados desde o início do ano. O aumento da velocidade dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por medidas desburocratizantes implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa, que modernizou seu processo a partir de 2015.

O objetivo de fazer a fila andar no Brasil é justamente para aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos mais antigos. Atualmente, são cerca de 2 mil produtos na fila para serem avaliados e o prazo legal para a liberação é de quatro meses. Há produtos que estão na fila há mais de oito anos.

O fato de haver mais marcas disponíveis no mercado não significa que vai aumentar o uso de defensivos no campo. O que determina o consumo é a existência ou não de pragas, doenças e plantas daninhas. Os agricultores querem usar cada vez menos em suas plantações, pois os defensivos são caros e representam 30% do custo de produção.

De 2016 para 2017, o número de registros de defensivos passou de 277 para 405, segundo dados do Ministério da Agricultura. No mesmo período, o valor total das vendas de ingredientes ativos no país caiu de 541.861,09 toneladas para 539.944,95 toneladas, de acordo com o Boletim Anual de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Agrotóxicos no Brasil, elaborado pelo Ibama.

O Brasil aparece em 44º posição em um ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre uso de defensivos agrícolas.

 

Fonte: MAPA

Ampasul realiza Tour da Colheita do Algodão neste mês de julho em Chapadão do Sul (MS)

No próximo dia 26 de julho, a Ampasul promove o Tour da Colheita do Algodão, um evento que vai mostrar a pujança do algodão em Mato Grosso do Sul, no Município de Chapadão do Sul.

 

O Tour inicia-se após um almoço na Fazenda Minuano, do Grupo Schlatter. Em seguida haverá visita à colheita na Fazenda Planalto e por fim na Algodoeira Agrobolsão, também em Chapadão do Sul. A previsão é que o evento se encerre às 16h30min.

 

Segundo o presidente da Ampasul, Walter Schlatter, autoridades estão sendo confirmadas para a participação no evento, entre eles, do Secretário de Estado da SEMAGRO, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, o Economista Jaime Verruck.

 

Todos os produtores rurais, gerentes de fazendas, técnicos e lideranças do agronegócio estão sendo convidados para este evento.

 

Mato Grosso do Sul deve fechar o ano agrícola 2018/2019 com a colheita do algodão e uma ótima produtividade do fio natural deverá se confirmar ao final do período.

 

Fonte: Ampasul (Norbertino Angeli)

Selo Arte agrega valor e permite acessar grandes mercados, afirma Tereza Cristina

Em discurso na solenidade de 200 dias do governo Bolsonaro, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou a assinatura do decreto de regulamentação do Selo Arte, que deverá beneficiar, conforme afirmou, 170 mil produtores de queijos artesanais neste primeiro momento. “É sem dúvida um grande fomento, pela agregação de valor, à importante cadeia do leite, espalhada por praticamente todos os municípios”.

 

E destacou que não somente produtores se beneficiam com a medida, “mas, também, consumidores, que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um produto de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais”.

 

“Havia no Ministério da Agricultura regras muito rígidas, feitas para grandes indústrias, e, portanto, inadequadas para quem produz artesanalmente. Agora, eles vão poder acessar grandes mercados e aumentar a renda de suas famílias”, disse a ministra.

 

A legislação, que vigorava desde a década de 1950, impedia pequenos produtores rurais de comercializar produtos artesanais de origem animal fora do estado de origem. “Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual”, declarou.

 

A ministra agradeceu, além do presidente da República pela assinatura do decreto de regulamentação, ao deputado federal Evair De Melo (PP-ES), autor da lei do Selo Arte, de 2018.

 

“Além do decreto, estamos lançando a normativa do logotipo do selo e duas instruções. Uma traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação”, anunciou.

 

A ministra lembrou ainda prêmios obtidos pelos queijos mineiros da Serra Canastra reconhecidos internacionalmente.

 

A seguir, a íntegra do discurso da ministra Tereza Cristina:

 

Presidente, não existe nada melhor do que dar boas notícias ao nosso povo. É para isso que temos trabalhado nesses 200 dias de governo e os resultados do nosso esforço, do esforço conjunto da equipe que o senhor escolheu, começam a aparecer e a fazer a diferença.

 

O senhor sempre nos orienta para que façamos medidas que cheguem lá na ponta, que mudem para melhor o dia a dia dos brasileiros. E é isso, sob coordenação do ministro Onyx, que estamos mostrando hoje aqui: a ação concreta do governo para, por meio muitas vezes da simplificação ou modernização de normas, facilitarmos a vida da população, nas mais diversas áreas.

 

O Selo Arte, que lançamos hoje nesta cerimônia, é um caso exemplar. Presos a uma legislação do passado, da década de 1950, nossos pequenos produtores rurais estavam na prática impedidos de comercializar produtos artesanais de origem animal além das fronteiras de seu Estado, apesar de já existir desde 2018 lei federal sobre o assunto.

 

Graças ao decreto presidencial, a circulação dessas mercadorias será regulamentada e poderá acontecer. É uma iniciativa muito esperada e que está sendo comemorada em todos os recantos desse país. Não só pelos produtores, mas pelos consumidores também – que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um alimento de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais.

 

Como eu disse, havia no Ministério da Agricultura regras muito rígidas, feitas para grandes indústrias, e, portanto, inadequadas para quem produz artesanalmente, que são geralmente os agricultores familiares, as pequenas cooperativas e comunidades. Agora, eles vão poder acessar grandes mercados e aumentar a renda de suas famílias e por que não exportar para a União Europeia.

 

O Selo Arte é para os produtos artesanais de origem animal e nós vamos começar pelos lácteos. Aí todo mundo se lembra dos queijos mineiros. O senhor sabia, presidente, que os queijos brasileiros, de Minas e de outros Estados também, estão hoje tão ou mais famosos do que os franceses? A verdade é que nos campeonatos internacionais estamos ganhando dos europeus. O queijinho mineiro ficou chique, quem diria.

 

Vejam bem, os queijos que até ontem não podiam ser comercializados em um estado diferente de onde foram fabricados já são reconhecidos internacionalmente. Em junho deste ano, os queijos artesanais brasileiros ganharam 59 medalhas na 4ª edição do Mondial du Fromage em Tours, em Paris. E nós temos hoje alguns desses campeões presentes aqui. Gostaria de aproveitar para parabenizá-los. Como gostaria também de cumprimentar o deputado federal Evair De Melo (PP-ES), autor da lei do Selo Arte, de 2018.

 

Não só na França, mas na Itália e Espanha, encontramos várias especialidades valorizadas pela sua identidade geográfica e é neste caminho que iremos seguir, de agregar mais valor e reconhecimento ao que é feito manualmente, a partir de uma receita especial. O produtor não vai mais ficar confinado à sua cidade, à sua comunidade. Acabou a clandestinidade! Ele vai poder andar pelo Brasil de cabeça erguida e ser conhecido. E teremos, como o Selo Arte, mais identidades geográficas e isso certamente será um incentivo para que surjam mais produtos genuínos de qualidade.

 

A estimativa é que 170 mil produtores de queijos artesanais no Brasil sejam beneficiários diretos da regulamentação neste primeiro momento. É sem dúvida um grande fomento, pela agregação de valor, à importante cadeia do leite, espalhada por praticamente todos os municípios. Um setor que o senhor, presidente, já apoiou em momentos decisivos.

 

Logo depois dos lácteos, o Selo Arte vai focar em outros alimentos, como os cárneos (embutidos, linguiças, defumados), os originários de pescados, e o mel e outros produtos originários de abelhas.

 

Além do decreto, estamos lançando hoje a normativa do logotipo do selo e duas instruções. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação do Selo Arte. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias.

 

Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual de alimentos produzidos de forma artesanal. As mercadorias serão fiscalizadas pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias. Com Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção respeita as características e métodos tradicionais – um saber que será passado para as gerações futuras.

 

É isso que estamos garantindo também – a preservação de um saber único, original, que carrega consigo a diversidade cultural do nosso povo. Enfim, senhor presidente, o Selo Arte parece algo pequeno, mas é uma realização fantástica, de grande repercussão, e que muito bem trará ao Brasil e aos brasileiros. Muito obrigada à equipe do Ministério da Agricultura, ao Sebrae pela boa parceria, aos meus colegas de Esplanada e ao senhor, presidente, por ter encampado mais essa conquista.

 

Ministra Tereza Cristina e presidente Bolsonaro em evento alusivo aos 200 dias de governo

Empresário colombiano ajuda a disseminar no país o Pasto Certo da Embrapa Gado de Corte

O empresário colombiano Luís Fernando Velasquez, da empresa de sementes Campo Verde, começou a utilizar o aplicativo Pasto Certo, desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Unipasto, em 2018. A ferramenta permite o acesso, de forma rápida e integrada, às características das principais cultivares de forrageiras tropicais, lançadas pela Embrapa e outras de domínio público, com o propósito de ajudar o pecuarista na escolha da pastagem e tomadas de decisão.

 

Velasquez conheceu a ferramenta da Embrapa por meio de um amigo que estuda no Brasil. “A partir daí a tenho em meu celular. É uma ferramenta supremamente confiável, muito completa, amena e rápida, que recomendo a todos os clientes da consultoria para que conheçam os pastos que podemos importar do Brasil”, disse. Segundo ele, seus clientes se interessam por informações ligadas à produtividade e à agronomia de cada um de seus pastos. “No aplicativo estão bem completas, na parte de morfologia, na parte agronômica, na parte produtiva. Isso permite que eles possam comparar um pasto com outro. Dentro dos panicuns, podem comparar Mombaça com Tanzânia, e entre as braquiárias, Marandu com Piatã”, afirmou.

 

Ainda de acordo com o empresário, o aplicativo oferece segurança por trabalhar com informações confiáveis. Na internet, segundo Velasquez, há muitas páginas de vendedores com informações erradas. “Como são produtos de pesquisas da Embrapa, os conteúdos do aplicativo nos dão muita confiabilidade”, concluiu.

 

Sanzio Carvalho Barrios, pesquisador da Embrapa e um dos idealizadores do aplicativo, enxerga com positividade o movimento além-fronteiras do app. Ele explica que o mercado legal de sementes forrageiras no País movimenta ao redor de R$ 1 bilhão/ano, segundo a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), e as cultivares de braquiárias e panicuns representam cerca de 90% dos pastos cultivados. Das disponíveis, 80% são tecnologia Embrapa.

 

O melhorista conta que a versão 2.0 da tecnologia, lançada este ano, inclui quatro novas funcionalidades: inclusão de novas forrageiras (leguminosas), versão trilíngue (português/espanhol/inglês), função “onde comprar sementes” (direcionamento para os associados Unipasto) e “escolha de cultivares” (braquiárias e panicuns). Além disso, a partir deste ano, o app está disponível em várias plataformas (web e dispositivos móveis) e sistemas operacionais (Android e iOS).

 

“Atualmente já estamos a trabalhar nas novas demandas do setor produtivo, como agregar as funções “adubação para implantação de pastagens” e “identificação de cultivares por meio de fotos tiradas no celular”, afirma Barrios.

 

Projetos  

O Pasto Certo é um dos resultados do projeto Pecuária do Futuro, liderado pela Embrapa Pecuária Sudeste(São Carlos-SP) e que envolve outros centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A proposta do Pecuária do Futuro é desenvolver ferramentas de suporte à tomada de decisão no manejo e transferência de tecnologias para pastagens, alinhadas às expectativas e necessidades prospectadas em conjunto com stakeholders (públicos de interesse). Esses públicos, aliás, são o grande diferencial do projeto porque começaram a ser consultados antes mesmo de sua concepção.

 

A ferramenta também integra o projeto, em rede, de melhoramento genético e desenvolvimento de cultivares de Brachiaria spp. visando a sustentabilidade da produção agropecuária. Entre os objetivos da proposta está difundir o conhecimento técnico a respeito dos novos materiais por meio de tecnologias da informação e comunicação (TICs).

 

Fonte: Embrapa Gado de Corte

Foto: Ana Maio

Empresários da indústria laticínia de MS conhecem novas tecnologias no Minas Láctea

Grupo composto de 14 empresários da indústria laticínia de Mato Grosso do Sul, filiados ao Silems (Sindicato das Indústrias Laticínias de Mato Grosso do Sul), viajou, com apoio do Sebrae, para Juiz de Fora (MG) para participar do Minas Láctea. Considerada uma referência na difusão de tecnologias sobre leite e derivados e na apresentação de novos produtos, equipamentos e maquinários, a feira começou na terça-feira (16/07) e prossegue até esta quinta-feira (18/07), no Instituto Cândido Tostes e no Expominas Juiz de Fora.

 

Segundo o vice-presidente do Silems, Paulo Fernando Pereira Barbosa, o evento é uma oportunidade de atualizar com relação às novas tecnologias existentes no mercado. “A meu ver, a indústria laticínia de Mato Grosso do Sul ficou parada no tempo durante muitos anos e precisa se aperfeiçoar para conseguir se desenvolver e garantir sua competitividade para se manter no mercado. Uma feira como essa é muito interessante para a gente ver as novidades e o que podemos trazer para o Estado”, afirmou.

 

Ele acrescentou que o grupo já visitou o laticínio-escola do Instituto Cândido Tostes e que todos ficaram surpresos com os equipamentos inovadores. “Para nós de Mato Grosso do Sul, é muito importante participarmos desses eventos para trocar experiências. Temos aqui tudo que há de melhor no mercado e conseguimos ver novas perspectivas para agregar valor aos nossos produtos, como as inovações na área de embalagens, maquinários, automação, economia de energia, proteção do meio ambiente e muitos outros”, comentou.

 

Sobre o evento

 

O Minas Láctea, principal evento de difusão de tecnologias e apresentação de novos equipamentos e produtos para o setor laticinista da América Latina, teve início com atividades no Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) e no Expominas Juiz de Fora. O evento prevê reunir mais de 12 mil pessoas entre estudantes, profissionais, empresários e demais envolvidos no segmento da indústria laticinista.

 

A programação do Minas Láctea 2019 é dividida em cinco eventos diferentes, sendo que no ILCT é realizada a Semana do Laticinista, que completa 70 anos edição com os principais especialistas em pesquisa e tecnologias em leite e derivados do Brasil. No mesmo espaço, é promovido o 32º Congresso Nacional de Laticínios, oportunidade de apresentação e debate de pesquisas sobre leite e derivados, além do Concurso Nacional de Produtos Lácteos, renomada premiação da indústria de laticínios do Brasil.

 

“Neste ano, temos um marco: a celebração dos 70 anos da Semana do Laticinista, evento que nos permitiu alcançar a patamar de respeitabilidade que temos atualmente. Este é, de fato, um ambiente laticinista voltado para os anseios de seus integrantes”, avaliou o coordenador científico do Minas Láctea, Luiz Carlos Júnior.

Preços de frutas e hortaliças ficaram mais baratos em junho, de acordo com a Conab

As frutas de maior consumo na mesa dos brasileiros como banana, laranja, melancia e maçã apresentaram queda nos preços no mês de junho, nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. A análise é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 7º Boletim Prohort, divulgado ontem (16). O tempo frio e a chegada das férias reduzem a demanda por estas frutas, o que contribui com a queda nos preços.

 

No caso da laranja, pelo segundo mês consecutivo, houve queda de preços de dois dígitos em todas as Ceasas. Os destaques ocorreram nas Ceasas de Vitória (20,71%) e de Fortaleza (17,71%). A colheita de diversas variantes da fruta está aquecida, com o início de supersafra no cinturão citrícola. Além disso, a demanda pela fruta no varejo permaneceu limitada devido ao clima ameno e à concorrência com outras frutas, como a mexerica poncã.

 

A melancia foi outra fruta com destaque de queda de preços. A entrada da safra de Uruana/GO, que responde por quase dois terços da oferta nacional, aliada à retração do consumo, impactaram nesta redução das cotações. Na Ceasa de Goiânia a fruta foi comercializada a R$ 1,18/kg.

 

Hortaliças

 

Já para as hortaliças, a cenoura foi o produto que sofreu maior queda em suas cotações em quase todos os mercados analisados. No entanto, o Boletim destaca que os preços desse tubérculo estão em patamares elevados, ultrapassando mesmo a marca de 100% de aumento em relação a junho do ano passado, nos entrepostos de Goiânia, Brasília e Recife.

 

No primeiro semestre deste ano, a oferta de batata esteve bem inferior ao mesmo período de 2018. Enquanto até junho foram comercializadas nas Ceasas cerca de 462 mil toneladas, em 2018, no mesmo período, esta movimentação foi de 510 mil toneladas ou seja, redução de 48 mil toneladas. Este cenário influenciou nos atuais níveis de preços. Na Ceasa Recife, por exemplo, o produto saiu por R$ 3,52/kg (20,37% de aumento) e na Ceasa Curitiba, R$ 3,33/kg (18,85% a mais).

 

Confira aqui o Boletim completo.

 

 

Fonte: MAPA

MT: Associação dos Produtores de Algodão quer anulação da patente do B2RF da Monsanto

A Associação dos Produtores de Algodão do Mato Grosso (AMPA) ingressou hoje na Justiça Federal com o pedido de anulação da patente da semente de algodão da Monsanto denominada Bollgard II RR Flex (patentes PI 9915821-3, PI 0016460-7, PI 0017613-3 e PI 0210345-1). A AMPA sustenta que não há inovação relevante para novas patentes daquilo já utilizado pelos produtores há anos objeto de gerações anteriores dessa tecnologia com patentes expiradas.

 

Lançada em 2013 pela Monsanto, a B2RF (nome popular da Bollgard II RR Flex entre os cotonicultores) é a combinação da segunda geração do Algodão Bollgard, que combate lagartas, com a segunda geração do algodão Roundup Ready, tolerante ao glifosato. Entre os benefícios da B2RF estão a redução no desenvolvimento de resistência aos inseticidas, maior eficiência no controle de pragas, maior sobrevivência de insetos benéficos e melhor controle biológico de pragas secundárias.

 

O presidente da AMPA, Alexandre Pedro Schenkel, lembra que o produtor é quem mais se beneficia com novas tecnologias que chegam ao campo e tem o maior interesse em pagar por elas. “O que não aceitamos é pagar royalties por inovação banal que não tenha tecnologia suficiente que preencha os requisitos técnicos para concessão da patente”, destaca Schenkel.

 

O Mato Grosso é o maior produtor de algodão do Brasil. De acordo com levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na safra 2017/2018, o Estado ocupou 66% da área plantada no Brasil e colheu 64% da produção de algodão brasileiro.

 

De acordo com a AMPA, desde o início da comercialização da semente B2RF, o cotonicultor mato-grossense já entregou à Monsanto US$ 151 milhões (mais de meio bilhão de reais pelo cambio de hoje) em royalties no cultivo dessa tecnologia. Se o pedido da nulidade for aceito, além de receber os valores já pagos, o cotonicultor vai economizar, nas próximas safras, US$ 240 por hectare, custo pago pelos royalties da B2RF.

 

Na safra de seu lançamento 2014/2015, a B2RF ocupou apenas 3,90% da área plantada do Estado. Na safra atual (2018/19) já ultrapassou todas as tecnologias aplicadas no plantio de algodão do MT e ocupa 28,01% da área plantada.

 

Esta não é a primeira vez que a Monsanto é questionada na Justiça. Em novembro de 2017, Associações de Produtores de Soja de 12 estados brasileiros pediram na Justiça Federal a anulação da patente da soja Intacta (patente PI 0016460-7). Os produtores sustentaram que a patente do Intacta não cumpria os requisitos de patenteabilidade, violando a Lei de Propriedade Industrial.

 

Essa sucessão de questionamentos na Justiça – em 2012 os produtores também sustentaram que as patentes que protegeriam a tecnologia RR (Roundup Ready) estariam vencidas – começam a despertar no produtor a necessidade de ter acesso a mais informações. Já é consenso entre as associações de produtores que a Lei de Propriedade Industrial precisa se atualizar para contemplar invenções aplicadas especificamente ao agronegócio.

 

“A Monsanto persiste na estratégia de cobrar royalties sem fornecer informações básicas a respeito das patentes, o que gera grande insegurança no mercado, já que o produtor nunca sabe pelo o que está pagando e se a cobrança é legitima”, diz o advogado da AMPA, Sidney Pereira de Souza Junior.

 

Para se proteger, o produtor é obrigado a buscar as informações por conta própria, o que leva muito tempo e gera mais custos. “A falta de transparência é uma estratégia perniciosa a todo o sistema patentário, que precisa ser revisto nas biotecnologias aplicadas na agricultura brasileira, onde, a cada safra, o produtor tem que pagar royalties para fazer uso da tecnologia”, diz Souza.

 

De acordo com o último levantamento feito pela Conab para a safra 2018/2019, a área plantada de algodão do Mato Grosso deverá apresentar aumento de 38,3%, ao sair de 777 mil hectares plantados na safra 2017/2018 para um pouco mais de 1 milhão de hectares na safra 2018/2019. O Estado também crescerá 36% em volume produzido. A previsão de colheita para esta safra é de 1,7 milhões de toneladas contra 1,2 milhões de toneladas na safra 2017/18. Se as previsões da Conab se concretizarem, o MT será responsável por 67% da área plantada de algodão e 66% do volume colhido no Brasil.

 

Posicionamento da Bayer sobre pedido de anulação de patente de BOLLGARD II RR FLEX® feito pela AMPA à Justiça Federal:

A Bayer ainda não foi notificada pela Justiça a respeito de qualquer pedido de anulação de patente da tecnologia de algodão BOLLGARD II RR FLEX®.

 

As patentes dessa tecnologia seguiram as mais rigorosas regras de exame e todos os requisitos de patenteabilidade foram devidamente atendidos. A tecnologia BOLLGARD II RR FLEX® está disponível comercialmente no Brasil há cinco safras. Combina a proteção da lavoura contra as principais lagartas do algodoeiro à tolerância ao herbicida glifosato.

 

O produtor rural escolheu adotar a inovação trazida por essa tecnologia por entender os grandes benefícios que ela traz para a lavoura e, por consequência, para o seu negócio. A tecnologia BOLLGARD II RR FLEX® trouxe benefícios econômicos e ambientais para os produtores brasileiros assim como para a agricultura do país. Essa é a razão da sua rápida adoção nas principais regiões produtoras de algodão no Brasil e também a razão de ser a tecnologia mais adotada em Mato Grosso, maior região de produção algodoeira do país.

A Bayer tem certeza de que, assim como inúmeras outras empresas de pesquisa e desenvolvimento, contribui com inovações importantes para o crescimento da agricultura no Brasil. Somente com a intensificação desses investimentos, o país superará os grandes desafios que a agricultura tropical apresenta.

 

Fonte: Ampa

Incra lança ação Luz no Fim do Túnel para entregar títulos de posse a assentados

Com o objetivo de intensificar a emissão de títulos definitivos aos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) em todo o território nacional, a Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos (DD) do Incra lançou a operação Luz no Fim do Túnel. Num primeiro momento, serão destinados recursos da ordem de R$ 170 milhões para a construção de 5 mil casas em assentamentos da reforma agrária, e R$ 8,5 milhões a serem aplicados até o fim do ano na emissão de 25 mil Títulos Definitivos de posse, em supervisão ocupacional, topografia e acompanhamento da aplicação dos recursos das linhas do Crédito Instalação, destinadas a apoiar o desenvolvimento de atividades produtivas nos lotes.

 

A direção do Incra reuniu, entre os dias 9 e 11 de julho, em sua sede em Brasília (DF), os superintendentes regionais da autarquia de 10 estados do Nordeste, por onde a operação terá início, para uma atividade de capacitação e orientação das diretrizes da ação.

 

A ação coincide com a comemoração de 49 anos do Incra. O presidente, João Carlos de Jesus Corrêa, afirmou que “no primeiro semestre, o Incra passou por um processo de diagnóstico estratégico. Conseguimos, assim, chegar nesse planejamento e retomar as ações finalísticas”.

 

Segundo Corrêa, a ação possibilitará o alcance das metas estabelecidas pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina.

 

Corrêa enfatizou que o sucesso da ação requer, de fato, envolvimento e empenho das regionais. “Agradeço desde já a participação de todos porque tenho certeza que, após tomarem conhecimento da dimensão do que será feito e da maneira como será feito, verão que essa é uma oportunidade para a obtenção de resultados, independente de quaisquer circunstâncias adversas que venhamos a enfrentar”, finalizou.

 

Luz no Fim do Túnel

 

O diretor de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento, Dougmar Nascimento das Mercês, explica que o nome escolhido, Luz no Fim do Túnel, faz referência a uma nova fase de esperança para os beneficiários da reforma agrária, “que há muito tempo aguardam tais providências”.

 

Segundo o diretor, a região Nordeste foi escolhida como prioritária por apresentar os menores índices de titulação de todo o País. O Incra possui, atualmente, 9.443 assentamentos que abrigam 974.261 famílias. Desde 1964, data da publicação do Estatuto da Terra, até os dias atuais, foram emitidos apenas 10% de Títulos Definitivos entre o universo de famílias assentadas. Nos estados nordestinos existem 238.301 famílias assentadas e somente 11.985 títulos emitidos, o que representa apenas 5% do total de famílias da região. O projeto-piloto da operação começará no Piauí.

 

“Em quase meio século de existência do Incra foi alcançado um índice muito baixo de títulos definitivos concedidos, especialmente no Nordeste. Essa situação é grave e, por isso, a titulação é o foco principal da nossa operação e da atual gestão do Incra”, afirma.

Mercês lembra que o Título Definitivo proporciona ao beneficiário da reforma agrária uma mudança de status social. “O título dá estímulo ao assentado para produzir e mudar sua condição social. As pessoas no campo são vulneráveis, as portas para elas estão fechadas e cabe a nós, enquanto servidores públicos, com trabalho, dedicação e foco, mudar essa realidade”, afirma. A posse da terra, alcançada com a titulação, permite ao beneficiário acessar todos os créditos disponíveis para a agricultura familiar, gerando renda e desenvolvimento.

 

A ação

 

A ação Luz no Fim do Túnel será realizada em todo o território nacional, com o apoio de postos de atendimento, onde será instalada toda a infraestrutura que proporcionará o atendimento aos beneficiários, nas prefeituras ou em áreas próximas a elas.

 

Entre os principais objetivos, além da emissão de 25 mil títulos e a construção das 500 casas, estão a realização do georreferenciamento de perímetro dos assentamentos do Nordeste, com utilização de imagem de satélites ou uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant). Também pretende-se, com o uso de Vants e drones, realizar a demarcação topográfica dos lotes da região.

 

Outro objetivo é a aprovação de um novo decreto que regulamentará o inciso V do artigo 17 da Lei nº 8.629/1993, que trata da concessão de Crédito Instalação, inserindo o módulo de Demarcação Topográfica dos Lotes, para que o próprio assentado realize essa atividade por meio da contratação de mão de obra especializada.

 

Com relação ao atendimento ao público do programa, o Incra pretende instalar Salas de Cidadania Digital nos postos avançados das prefeituras em municípios onde se encontram os assentamentos. Também realizará Ações Cívico-Sociais (Aciso) com o apoio das prefeituras, das unidades militares das Forças Armadas, de policiais e dos bombeiros militares. Também realizará a supervisão ocupacional dos assentamentos para fins de titulação e cumprimento das recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), constante do Acórdão 1976/17, e a consolidação de assentamentos que têm mais de 15 anos de existência.

 

Fonte: MAPA