Girolando de Mato Grosso do Sul é destaque no primeiro julgamento oficial de 1/4 em Uberaba

A 2ª Exposição Interestadual de Girolando – Circuito Megaleite 2018/2019 – Etapa Uberaba marcou uma nova fase para a raça Girolando nas pistas. O evento, realizado de 18 a 23 de fevereiro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, teve a estreia nos julgamentos da composição racial CCG 1/4 Hol + 3/4 Gir, considerada muito importante para a formação do Girolando, pois as fêmeas são usadas para produzir animais 5/8 e P/S, ou seja, a raça propriamente dita.

 

Participaram 34 exemplares que foram julgados pelos jurados Euclides Prata, Fernando Boaventura, José Renes, Juscelino Ferreira e Limirio Bizinotto. Essa era uma reivindicação antiga dos criadores que pode a vir fazer parte do próximo ranking de exposições. “Durante a Interestadual, fizemos um projeto piloto e a aceitação por parte dos criadores foi muito boa. Agora, o projeto passará por análise do Conselho Deliberativo Técnico e, se aprovado, já valerá para as exposições do Ranking 2019/2020”, informa Leandro Paiva, superintendente Técnico da Girolando, que ministrou palestra sobre a composição racial, no dia 21 de fevereiro, no Parque Fernando Costa.

 

E a Grande Campeã e melhor úbere da Mostra Oficial foi ALÍCIA RADAR DLS PANTANAL, do Girolando DLS Pantanal, propriedade de Denilson L. de Souza, de Terenos.

 

Alícia Radar já havia se destacado na raça por ter sido recordista nacional em torneio leiteiro, na categoria novilha 1/4, durante a FEILEITE-SP/2012.

 

A Terceira Melhor Vaca e Reservada Melhor Úbere 1/4, PRINCESA FIV SANSÃO DLS PANTANAL, também é do Girolando DLS Pantanal, que se consagrou melhor criador e melhor expositor na Mostra.

 

Além desses títulos no 1/4, o criatório sul-mato-grossense conquistou o campeonato de melhor fêmea jovem CCG 1/2 sangue, com BABALU FIV TEATRO DLS PANTANAL, que já havia sido melhor fêmea jovem na EXPOMS/2018 e na EXPOCAM/2018.

 

 

Fonte: Acrissul

Clima se estabiliza e produtividade do algodão em Mato Grosso do Sul poderá ser satisfatória

O retorno das adequadas condições ambientais para o cultivo do algodoeiro, principalmente das chuvas regulares, as áreas cultivadas do Estado de Mato Grosso do Sul recuperaram-se em todas as localidades de cultivo, criando uma expectativa de uma safra satisfatória.

 

Segundo mais um informativo do Programa Boas Práticas Fitossanitárias da Ampasul, Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão, o controle de pragas e doenças continuam exigindo dos cotonicultores e das assistências técnicas total atenção para o manejo adequado em cada caso. Neste ano observou-se nos primeiros 85 dias de instalação dos estandes, a incidência do trips.

 

Os principais prejuízos decorrentes dos ataques intensos de trips na fase vegetativa da cultura podem ser: (a) deformação de estruturas do vegetal (folhas, por exemplo), com eventual morte de plantas; (b) perdas de até 11% na produtividade; (c) alongamento do ciclo do algodoeiro; (d) menor pegamento das primeiras posições; (e) maçãs das primeiras posições menores; (f) transmissão do vírus do Mosaico Tardio do Algodoeiro.

 

Com o término da colheita do milho e da soja, as lavouras de algodão sofreram ainda ataque de pragas que são comuns entre as culturas, exigindo mais aplicações de defensivos, principalmente durante o mês de fevereiro.

 

O bicudo-do-algodoeiro colocou em alerta as propriedades que já realizaram as aplicações da fase do primeiro botão floral (B1) em janeiro e fevereiro, levando a um aumento da largura da bordadura em áreas onde se mostrou necessário adotar esta tática de controle no intuito de evitar o rápido avanço do inseto no interior dos talhões; esta é uma operação que deve seguir até a abertura das maçãs, alerta o informativo.

 

O documento publicado no site da Ampasul ainda lembra que durante o mês de fevereiro foi realizado o 15º Circuito específico para tratar do tema Tecnologia de Aplicação Aérea, com ênfase em Ultra Baixo Volume (UBV) para o controle do bicudo-do-algodoeiro, com a presença Dr. Marcos Vilela do Centro Brasileiro de Bioaeronáutica (Sorocaba-SP), em parceria com indústria FMC, que esteve presente no evento através dos seus profissionais.

 

Fonte: Ampasul

Decreto disciplina manejo do solo nas propriedades rurais de Bonito e Jardim

Decreto publicado no Diário Oficial do Estado de sexta-feira (22), determina que as ações mecanizadas de preparo do solo nas propriedades rurais localizadas nos municípios de Bonito e Jardim apresentem à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) um projeto técnico de manejo e conservação do solo e água antes de serem executados. A publicação é parte das ações da administração estadual em alusão ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

 

A medida tem por objetivo preservar a integridade dos recursos hídricos naquela região (principalmente os banhados e nascentes), reduzir o impacto do acarreamento de sedimentos aos rios e córregos, principalmente no período de chuvas e evitar maiores prejuízos ao meio ambiente e atividades econômicas coexistentes em Bonito e Jardim, como a agricultura e o turismo.

 

O decreto 15.197, publicado após intensa discussão do tema com produtores rurais, trade turístico, MPE, ongs e prefeituras, disciplina a apresentação de “Projeto Técnico de Manejo e de Conservação de Solo e Água” para implantação de atividades que necessitem de ações de mecanização de solo nas Bacias de Contribuição do Rio da Prata e do Rio Formoso, nos municípios de Jardim e Bonito.

 

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semagro, “esse trabalho foi baseado em estudos técnicos da Semagro e Agraer e levou em conta as demandas apresentadas na audiência pública realizada no final do ano passado em Bonito, além dos eventos mais recentes, como o turvamento em alguns trechos de rios explorados para atividade de turismo. É sinal da preocupação do Governo do Estado com a questão do recurso hídrico em Bonito e região e com o equilíbrio das atividades econômicas, como a agricultura e o turismo”.

 

Ele lembra que a publicação do decreto completa uma série de ações realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Agraer, Agesul, em conjunto com as prefeituras municipais de Jardim e Bonito, com melhorias nas margens das estradas vicinais e realização de curvas de nível e outras técnicas de manejo apropriadas.

 

“Esse decreto cria uma nova condição, uma obrigatoriedade para os produtores rurais daquela região. A Semagro, por meio de uma Câmara Técnica a ser criada, terá 60 dias para analisar os projetos de conservação do solo e delibera antes de remeter ao Imasul. Não é um licenciamento, mas quando houver qualquer tipo de alteração na atividade econômica, todos deverão usar técnicas de conservação de solo, conforme disciplina a publicação”, finaliza o secretário.

 

O decreto, assinado pelo governador Reinaldo Azambuja e o titular da Semagro, estabelece a rotina de apresentação e de aprovação do Projeto Técnico de Manejo e de Conservação de Solo e Água, para obtenção de Declaração Ambiental atestando a conformidade para a realização de trabalhos de mecanização de solos, compreendendo aração, gradagem, subsolagem, entre outros, com vistas à renovação ou à recuperação de pastagens e à implantação de lavouras perenes ou temporárias e de outras atividades de movimentação de solo na Bacia de Contribuição do Rio da Prata e do Rio Formoso, nos municípios de Jardim e Bonito.

 

Além disso, também cria a Câmara Técnica de Conservação de Solo e Água, vinculada à Semagro, tendo como atribuição a emissão de pareceres e de recomendações técnicas acerca do Projeto Técnico de Manejo e de Conservação de Solo e Água. A Câmara será composta por representante e suplente da Semagro, Agraer, Imasul, Agesul, Famasul, Fundação MS, Embrapa, Prefeitura Municipal de Jardim, Prefeitura Municipal de Bonito.

 

Clique aqui para fazer o download do decreto.

Desafio para inovação na suinocultura: abertas as inscrições para o InovaPork da Embrapa

As inscrições para o InovaPork, desafio para inovação na suinocultura promovido pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia-SC estão abertas desde sexta-feira (22/3) e podem ser feitas no site do evento, em inovapork.com.br. O InovaPork é direcionado a universitários ou profissionais independentes de diversas áreas de conhecimento, organizados em equipes, e startups.

 

“A proposta é fomentar a inovação de impacto na suinocultura e atrair pessoas inovadoras com ideias em qualquer estágio de maturidade, colaborando para que se tornem negócios e soluções para a cadeia produtiva de suínos”, diz a chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella. As ideias podem abranger insumos e serviços, saúde e bem-estar animal, produção, meio ambiente e sustentabilidade, logística, agroindústria e mercado consumidor, ou outra área onde se identificar uma possibilidade de inovação.

 

O InovaPork tem três etapas. A primeira, online, é a de inscrição das equipes e ideias e a homologação. O prazo vai até o dia 8 de maio. A segunda fase, também online, é de classificação. As ideias serão avaliadas por uma comissão julgadora, com possibilidade de seleção de até 10 equipes.

 

As equipes selecionadas participam da etapa final, que será realizada na Embrapa Suínos e Aves, de 31 de maio a 2 de junho. Durante estes três dias, será possível aprimorar as propostas participando de uma imersão junto ao setor de pesquisa e produção, além de contar com mentoria de pesquisadores e profissionais de renome nas áreas de agronegócio, tecnologia e negócios. Ao final, serão classificadas as melhores soluções para a suinocultura. A relação dos mentores e dos palestrantes da grande final está no site do InovaPork.

 

 

Prêmios

 

A startup ou equipe vencedora estará classificada para a etapa final do Pontes para Inovação (desde que cumpra o regulamento deste evento), uma parceria da Embrapa para conectar agritechs com investidores, visando permitir que estas possam ter acesso a recursos para acelerar seus negócios.

 

Além disso, a equipe vencedora poderá participar dos seminários e do espaço Digital Farming da AveSui EuroTier 2019. A feira acontece de 23 a 25 de julho, em Medianeira-PR.

 

O InovaPork é realizado pela Embrapa com a correalização da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Sebrae, Parque Científico e Tecnológico de Chapecó e Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped). O evento tem o patrocínio ouro da Seara e MSD Saúde Animal; patrocínio prata da ABPA, BRDE e Agriness; e o patrocínio bronze de Agroceres, ABCS e Icasa. O desafio de ideias ainda conta com a parceria da Feed&Food, O Presente Rural e Suinocultura Industrial.

 

 

Saiba mais sobre o InovaPork no site do evento e acompanhe o perfil da Embrapa Suínos e Aves no Facebook (facebook.com/embrapasuinoseaves).

 

 

 

Fonte: Embrapa Suínos e Aves

Plano de Desenvolvimento da Agropecuária de Mato Grosso do Sul passa por adequações

O Programa de Desenvolvimento da Produção Agropecuária (PDAgro), que visa aumentar a produtividade e a diversificação da produção no Mato Grosso do Sul, estimulando o uso de tecnologias de intensificação da produção, recebeu atualizações com publicação no Diário Oficial ontem (22). As alterações tratam especialmente dos incentivos fiscais do Programa que correspondem a prêmios de ICMS destinados às atividades agrícolas – safras de verão e de inverno.

 

Segundo o Secretário Jaime Verruck, titular da Semagro, assim como o Estado atualizou outros programas de incentivo, no caso do PDAgro a ação acontece buscando a intensificação da produção e do uso de tecnologias adequando o programa para a realidade sul mato-grossense. “Considerando a finalidade do programa e que o produtor rural tem feito a sua parte, investindo em tecnologia com muita competência e elevando a produtividade, especialmente na questão do milho, mudamos a produtividade média considerada pelo programa de 2.400 kg por hectare para 3.600 kg por hectare”, explicou.

 

“Quando trabalhamos alterações como esta, fica claro que o setor produtivo do Estado tem investido em tecnologias e que a política pública do PDAgro vem cumprindo seu objetivo”, finalizou Jaime.

 

Conjuntamente foram publicadas as normas necessárias à operacionalização do Programa e ao cumprimento do Decreto.

 

Cadastro

 

Para participar do Programa, o produtor rural deve se cadastrar na SEMAGRO, declarando as áreas rurais destinadas à produção para as quais pleiteiam o incentivo fiscal, informando inscrições no Cadastro de Contribuintes Estadual, e apresentando os documentos e as condições definidas pela Sefaz e Semagro, e renovar esse cadastro anualmente. Os incentivos fiscais concedidos devem ser fruídos até o dia 31 de dezembro do ano civil subsequente ao ano da colheita da respectiva safra agrícola, cessando os efeitos a partir daí.

Elevação da temperatura nos últimos anos deve impactar clima de 2019, com chuvas irregulares

A ocorrência de eventos climáticos extremos, como fortes temporais, ondas de calor ou frio intenso e o aumento do período de estiagem tem desafiado os agricultores brasileiros nos últimos anos. Ás vésperas do Dia Mundial da Meteorologia, celebrado neste sábado, 23 de março, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), alerta que a tendência neste ano de 2019 é de que se repitam irregularidades climáticas. “Quando as temperaturas estão mais elevadas como está acontecendo, isso provoca maior instabilidade na atmosfera. E, consequentemente, faz com que haja fenômenos meteorológicos mais intensos”, alerta Francisco de Assis, diretor do instituto.

 

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 foram os mais quentes registrados até hoje. O relatório mais recente da organização mostra ainda que, no ano passado, a temperatura média global foi 1°C acima da base pré-industrial (1850-1900). “Devido à dimensão territorial, o Brasil também sofre essas variações de padrões atmosféricos, o que muda o comportamento climático e faz com que haja alta irregularidade na precipitação em determinadas regiões do país. As estiagens que aconteciam normalmente de 10 a 15 dias estão mais prolongadas e mais frequentes”, explica Assis.

 

O diretor acrescenta que as regiões mais afetadas são produtoras de grãos como o Sul, Sudeste, o norte de Minas Gerais, Espírito Santo e parte da Bahia. Ele lembra que este ano já ocorreu estiagem no Paraná, no Mato Grosso do Sul, no norte de Minas, afetando parte de Goiás e do Distrito Federal.

 

“A agricultura tem aplicado muito o desenvolvimento tecnológico, novas variedades (de culturas), mais resistentes às condições das variações e às estiagens mais prolongadas. Mesmo assim, tem sido muito afetada”, ressalta.

 

Agrometeorologia

 

A forte dependência das práticas agrícolas, como plantio, adubação, irrigação, colheita, em relação às condições de tempo tem aumentado a demanda pela utilização de dados climáticos para a produção agropecuária. Estas informações servem para na tomada de decisão das propriedades rurais e podem evitar perdas na produção de alimentos.

 

Em fevereiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu um grupo de trabalho de agrometeorologia para fazer diagnóstico dos serviços de meteorologia agrícola do Governo Federal. O grupo é formado por representantes do Mapa, Inmet, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Federação Nacional de Seguros Gerais e Federação Nacional das Empresas de Resseguros. o prazo final para apresentar todas as propostas é 7 de maio.

 

As informações meteorológicas e climatológicas compõem as políticas agrícolas como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), Garantia Safra (GS) e Zoneamento Agrícola de Risco Climáticos (Zarc), que oferecem ao produtor a possibilidade de mitigar riscos das perdas decorrentes de intempéries climáticas adversas.

 

Parcerias

 

Uma das regiões brasileiras que tem apresentado forte demanda por informações climáticas é o oeste da Bahia, grande produtora de grãos e fibras. Sob predomínio do cerrado semiárido, a região é muito vulnerável a condições de tempo consideradas limitantes. Para melhorar a percepção sobre as implicações das alterações climáticas na produção agrícola no estado, a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) firmaram parceria com a Embrapa Territorial.

 

O objetivo é desenvolver uma plataforma com dados agroclimáticos gerados em tempo real que auxilie os agricultores da região a terem acesso antecipado a fatores climáticos que interferem no plantio, pulverização e colheita. A expectativa é facilitar as decisões dos agricultores e reduzir custos do processo produtivo. Os dados captados das estações meteorológicas serão disponibilizados para os usuários em portal e aplicativo de celular.

 

“Uma vez que estes produtos estejam funcionando adequadamente no oeste da Bahia, a intenção é expandir para outras áreas. A gente espera que em médio prazo consiga colocar todos esses produtos on line para o Brasil inteiro”, afirmou Paulo Barroso, supervisor do grupo de monitoramento estratégico da Embrapa Territorial.

 

Segundo o engenheiro agrônomo, os produtores rurais poderão acessar as informações sobre condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das principais doenças que atingem as plantações de soja e algodão, como a ferrugem asiática e a mancha de ramulária, respectivamente.

 

Outro tipo de informação que ficará disponível na plataforma é o índice de evapotranspiração do local para apoiar a análise da necessidade de irrigação de diferentes culturas, entre outros dados meteorológicos. “Nós vamos disponibilizar também estimativas de biomassa, que podem ser utilizadas como parâmetro para saber o nível de desenvolvimento da lavoura e comparar com anos anteriores”, completou Barroso.

 

Outras unidades da Embrapa também desenvolvem pesquisas para encontrar soluções a problemas enfrentados pela agricultura e instrumentos de análise de risco climático. A Embrapa Informática Agropecuária desenvolveu um sistema de monitoramento agrometeorológico, o Agritempo. A base de dados do sistema é formada a partir da articulação entre uma rede física de sensores que enviam dados para uma rede de tecnologia de informação e comunicação e outra rede de instituições e especialistas que compartilham informações.

 

Sisdagro

 

Atualmente, o Inmet também oferece a agricultores, engenheiros agrônomos e outros profissionais que atuam no campo serviços e aplicativos de consulta às informações meteorológicas, como o AgromaisClima e o Sisdagro (Sistema de Suporte à Decisão Agropecuária).

 

O Sisdagro permite acesso às condições agrometeorológicas registrados até a data da consulta e dos próximos cinco dias. Pelo sistema, os produtores acessam ferramentas com informações sobre balanço hídrico e perda de produtividade, índice de vegetação, alerta sobre a ocorrência de geada, possibilitando a análise das datas mais propícias para preparo do solo, plantio e colheita e da necessidade de irrigação.

 

“Isso vem crescendo no país. Há uma discussão bastante forte, inclusive com a criação do grupo de trabalho pelo Ministério da Agricultura, para que se tenha cada vez mais informações e produtos para o agricultor ter maior capacidade de gerenciar danos causados por eventos climáticos e melhor gerenciamento do processo produtivo”, ressaltou Barroso.

 

Para o especialista, a perspectiva é de que no curto prazo o país tenha uma variedade maior de recursos com informações meteorológicas desenvolvidos por várias instituições, inclusive privadas. “O Brasil acordou para a importância da agrometeorologia para gerenciamento das atividades agrícolas das diferentes áreas”.

 

O Sol, a Terra e o Tempo

 

O Dia Mundial da Meteorologia foi instituído pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1961, com o objetivo de reforçar o propósito dos serviços meteorológicos em monitorar o clima e entregar diariamente previsões do tempo e aconselhar gestores de políticas públicas.

 

O tema escolhido pela ONU deste ano é “O Sol, a Terra e o Tempo”. A organização ressalta que o sol é fonte primária de energia para a vida na Terra e que rege o tempo, as correntes oceânicas e o ciclo hidrológico. Segundo o diretor do Inmet, que representa a OMM no Brasil, a escolha deste tema tem o objetivo de estimular o aproveitamento do sol como fonte de energia, inclusive nas atividades rurais.

 

“ A energia fotovoltaica pode ser cada vez mais aproveitada na terra como um todo, principalmente nas regiões tropicais. Aqui no Brasil praticamente tudo é região tropical e há uma incidência muito grande de radiação e de energia solar. Então, há um potencial solar a ser aproveitado”, comenta Assis.

 

O Inmet celebrará a data na próxima segunda-feira (25), com palestra sobre variabilidade climática do pesquisador Luiz Carlos Baldicero Molion. O evento ocorrerá, às 10h, no auditório Adalberto Serra, no campus do Inmet, em Brasília, com a presença do Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo.

 

Fonte: MAPA

EUA vão informar em 3 dias quando virão inspecionar frigoríficos para liberar importação

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse ontem (20) que o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, vai informar dentro de, no máximo, três dias a provável data da visita dos auditores do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA para fazer a inspeção nos frigoríficos que poderão exportar a carne bovina do Brasil para aquele país. A ministra disse esperar que a visita ocorra em breve.

 

“Ele (o secretário Perdue) ficou de, em três dias, me falar sobre a provável data da visita da missão para fazer a inspeção nos frigoríficos”, disse a ministra, em Nova York, onde cumpre uma série de compromissos oficiais nesta quarta-feira. “Acho que, em relação à carne bovina, vamos ter uma resposta, sim, de quando vão marcar a ida ao Brasil, que deve ser rápida”.

 

Em relação ao pedido dos Estados Unidos de exportar carne suína para o Brasil, Tereza Cristina explicou que o governo brasileiro ainda está avaliando a parte sanitária do certificado de importação. “Não foi ainda concedida (a autorização para os EUA exportarem a carne), estamos ainda discutindo o certificado sanitário”, explicou a ministra.

 

Tereza Cristina também esclareceu a decisão do governo brasileiro de criar a cota de 750 mil toneladas anuais de trigo com taxa zero de importação. De acordo com a ministra, a cota não é só para os Estados Unidos, mas, sim, para todos os países interessados em exportar trigo para o Brasil. Mas ela admitiu que os americanos têm “vantagens comparativas” para assumir uma boa parte desta cota, pois é um país com grande produção de trigo e tem logística pronta para exportação.

 

Reunião com investidores

 

Em Nova York, nesta quarta-feira, a ministra foi a convidada de honra em evento do Council of The Americas, no Hotel Plaza Athénée, com investidores e executivos internacionais. De início, ela teve uma reunião com a CEO do Council of The Americas, Susan Segal, e depois um café da manhã privado com cerca de 20 pessoas. A ministra fez um pronunciamento e respondeu perguntas dos participantes. Nesta tarde, Tereza Cristina participará de evento do Banco do Brasil em parceria com a Brazilian American Chamber of Commerce.

 

Nesta quinta-feira (21), a ministra terá um café da amanhã com executivos e empresários no The National Hotel, em evento promovido pela XP Investimentos. À tarde, viajará de volta ao Brasil.

 

Fonte: MAPA

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS promove ações para piscicultura sustentável

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, 22 de março, a semana será dedicada a informações sobre piscicultura. O protagonismo na exportação tem relação direta com a qualidade do pescado produzido no Estado e as capacitações oferecidas pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com os cursos de Formação Profissional Rural e a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que influenciam os bons resultados.

 

Os piscicultores assistidos são gestores do seu negócio, melhoram a produtividade e fazem melhor uso de insumos, em especial a ração que é o componente que corresponde a 65% do custos. “A partir de visitas mensais, com duração de quatro horas, o técnico coleta informações como detalhes de manejo, custos com medicamentos e mão de obra e a partir de um levantamento elabora um plano de ação com as principais estratégias para aquela propriedade”, explica o coordenador da ATeG Piscicultura, André Nunes.

 

A equipe técnica também orienta os produtores na comercialização dos peixes. “Não vendemos o produto, mas organizamos grupos com interesse comum e proporcionamos o encontro com possíveis clientes, assim como também facilitamos os contatos para melhorar as condições e a precificação dos insumos necessários para as produções”, complementa.

 

Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, reduzir custos e otimizar a produção são as prioridades das capacitações. “O incentivo à atividade coloca os pescados de cultivo como produto oriundo de uma cadeia sustentável que gera renda e desenvolvimento”.

 

Educação no Campo – Assim como nos outros programas do Senar/MS, os interessados devem procurar pelo sindicato rural do seu município e fazer a inscrição para a primeira etapa da assistência que é a capacitação no Negócio Certo Rural.

 

O Senar/MS tem ainda cerca de 134 cursos de Formação Profissional Rural e palestras que levam conhecimento a produtores rurais de diferentes regiões do estado. As capacitações também devem ser solicitadas nas unidades sindicais.

 

Fonte: Famasul

Tereza Cristina diz que agricultura brasileira continuará crescendo sem destruir árvores

Ao participar de painel sobre oportunidades de investimentos no Brazil Day in Washington, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta segunda-feira (18) que a agricultura brasileira tem capacidade para aumentar em 30% a produção de alimentos “sem destruir sequer uma árvore em todo o nosso território”. A afirmação foi feita a empresários e executivos de grandes empresas americanas em resposta a uma questão levantada por Donna Hrinak, CEO da Boeing no Brasil, moderadora do evento, sobre supostos impactos ao meio ambiente provocados pela produção agrícola brasileira.

 

“A agropecuária brasileira vai continuar crescendo sem desmatar uma única árvore sequer”, respondeu a ministra. “Nós temos capacidade de incluir quase 30% a mais de produção sem destruir sequer uma árvore, um pé de árvore em todo o nosso território”.

 

Tereza Cristina observou ainda que o Brasil “tem um Código Florestal dos melhores do mundo”. Segundo a ministra, a legislação estabelece que o produtor brasileiro tem de preservar boa parte de sua propriedade pagando impostos por toda a área. No cerrado, bioma característico da Região Centro-Oeste, 20% de cada propriedade têm ser preservados, além de matas nativas, margens de rios, etc. Na Amazônia, a ministra lembrou que são 80% de área preservada.

 

“E, assim mesmo, o mundo ainda nos ataca, dizendo que somos transgressores da lei. O produtor brasileiro produz de forma sustentável, com todas as dificuldades de infraestrutura que ele enfrenta em nosso país”, afirmou ao lado dos ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Bento Costa Lima Leite (Minas e Energia).

 

“Caminho certo”

 

A ministra disse aos investidores que o Brasil precisa continuar buscando novos mercados pelo mundo, porque a produção brasileira “continua a crescer de maneira sustentável”. E afirmou: “Temos uma missão de colocar, até 2050, 40% a mais de alimentos na mesa do mundo”. Ela ainda explicou que o Brasil hoje tem acesso a vários mercados mundiais e quer reforçar seus laços de parceria com os Estados Unidos. “Estamos vindo discutir os nossos mercados, que são muito parecidos na agropecuária”.

 

Em seu discurso no evento, o presidente Jair Bolsonaro elogiou os ministros e afirmou que Tereza Cristina “está muito preocupada com questões comerciais que, por vezes, nos assombram”.  E completou: “Ela com toda certeza tem buscado o caminho certo”.

 

Bolsonaro afirmou ainda que um dos problemas que ele vai tentar resolver nos Estados Unidos envolve a produção de soja, mas não deu detalhes.

 

Depois, na entrevista coletiva, o porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, foi perguntado sobre fala da ministra, segundo a qual Brasil e Estados Unidos devem caminhar para assinatura de acordos comerciais bilaterais. Rego Barros confirmou e disse que, futuramente, “o presidente terá de se debruçar sobre o assunto” para estudar sua viabilidade.

 

A ministra também falou do novo momento vivido pelo país, a partir da eleição de Bolsonaro, em outubro do ano passado: “Existe um otimismo do brasileiro de que o país vai para um novo mundo. O setor produtivo brasileiro está apostando todas as suas fichas neste governo, as reformas econômicas devem acontecer em breve para que o Brasil entre nos eixos, e sob o comando do presidente Bolsonaro, acho que o país entra numa nova era, num novo tempo, em que as relações serão melhores entre a política, o Judiciário e o Executivo. Queremos um Brasil globalizado, aberto de lá para cá e daqui para lá. É isso que queremos no novo momento que vivemos no nosso país”.

 

Em seu discurso inicial, a ministra fez uma firme defesa de um comércio mundial “equilibrado e justo”. Ela lembrou que o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, com 7% do total do comércio agropecuário internacional, mas continua “trabalhando incansavelmente” pela abertura de mercados e por condições iguais nos mercados que já estão abertos.

 

“Para ganhar acesso a novos mercados, temos ciência de que teremos também de dar acesso (de outros países) a nosso grande mercado doméstico. Essa liberação de nossos mercados será benéfica e será feita de forma estratégica e responsável, assegurando que nossas cadeias produtivas possam se adequar aos padrões de competitividade global. Sem descuidar de nossos parceiros tradicionais, buscaremos diversificar nossos mercados de destino, tendo em vista que o setor agropecuário brasileiro tem um cesta de produtos das mais abrangentes. É natural que nossa pauta exportadora seja também mais transversal”, disse Tereza Cristina.

 

Ela disse que o ministério tenta identificar novos mercados consumidores sem descuidar da sustentabilidade e da preservação ambiental. “Essa agenda ambiciosa não exclui de nossa política agrícola a sustentabilidade”, disse.

 

Fonte: MAPA