Governo federal anuncia: Imposto de importação para soja e milho é zerado até 2021

Dois dos principais grãos da agricultura nacional – soja e milho – terão a alíquota do imposto de importação zerada a fim de manter o equilíbrio na oferta desses produtos no mercado doméstico.  A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na sexta-feira (16), durante reunião extraordinária, a partir de propostas apresentadas pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (sobre a soja) e da Economia (sobre o milho).

 

A suspensão temporária do imposto de importação para soja (grão, farelo e óleo de soja) valerá até 15 de janeiro de 2021. Já em relação ao milho, as importações brasileiras sem pagamento de imposto irão até 31 de março de 2021. O estabelecimento dessas datas visa não comprometer a comercialização da próxima safra, que tem a colheita prevista para início do próximo ano.

 

O aumento pela demanda mundial de alimentos, ocasionado pela ocorrência da pandemia da Covid-19, gerou reflexos semelhantes, mas com motivações diferenciadas, nos mercados relativos a essas duas commodities. No caso do milho, houve um aumento no consumo interno para abastecer a produção de proteína animal, que registrou crescimento nas exportações. Movimento que já vem sendo registrado nas últimas duas décadas, a uma taxa de 14,3% ao ano.

 

No caso da soja e derivados, como farelo e óleo, também houve aumento nas vendas externas que ganharam impulso com a valorização do dólar.

 

“Em virtude desses fatores, foi conveniente buscar uma medida preventiva, de maneira a equalizar as condições de importação de terceiros países com o Mercosul, fortalecendo o abastecimento do mercado doméstico”, afirma o diretor de Comercialização e Abastecimento, Sílvio Farnese.

 

É importante ressaltar, segundo o diretor do Mapa, que não há expectativa de falta dos produtos. O objetivo é promover um ajuste entre a oferta e demanda desses produtos no período anterior à colheita da safra 2020/2021, que ocorre a partir do início do próximo ano.

 

Cenário

 

Neste ano, o Brasil está colhendo safra recorde de soja, estimada em 124,8 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, a desvalorização do real provocou elevação no preço do produto, gerando atratividade para as exportações, aliado ao aumento de demanda externa, notadamente pela China.

 

O milho deverá registrar uma colheita de 102,5 milhões de toneladas, expansão de 2,5% em relação à safra anterior. O fator cambial também tem contribuído para facilitar as vendas externas, que somaram entre janeiro e setembro 20,5 milhões de toneladas e deverão fechar no patamar superior a 34,5 milhões de toneladas.

 

No último dia 9 de setembro, a Camex zerou a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano, atendendo uma solicitação do Mapa. Neste caso, a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas. Até o início do mês, o Brasil já havia negociado 225 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos, Índia e Guiana, que deverão entrar no país até novembro.

 

No caso do milho e da soja, não houve definição de cota de importação.

 

Gecex

 

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da Camex, responsável por definir alíquotas dos impostos de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

 

Segundo o Decreto 10.044/2019, o Gecex é integrado pela Presidência da República, pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Fonte: Mapa

Embrapa Semiárido apresenta primeira cultivar de uva 100% desenvolvida na Região Nordeste

Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) irá apresentar a cultivar de uva de mesa BRS Tainá, a primeira totalmente desenvolvida na Região Nordeste. Voltada para a produção no polo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, a uva exibe coloração branca, sabor neutro e agradável, além de ser uma variedade sem semente, uma das mais importantes características exigidas pelo mercado.

 

A nova cultivar será apresentada no dia 21 de outubro, às 19h30, em Dia de Campo on-line transmitido pelo canal da Embrapa no Youtube. O evento é aberto ao público e contará com a palestra da pesquisadora Patrícia Coelho de Souza Leão, responsável pela condução dos trabalhos de melhoramento de uva na região. Também contará com o depoimento de produtores que têm áreas experimentais da uva em suas propriedades.

 

Proveniente do cruzamento realizado em 2004 entre as cultivares internacionais Sugraone e Marroo Seedless, que fazem  parte  do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Semiárido, a BRS Tainá é o resultado de um intenso esforço para disponibilizar aos produtores de uva do Vale uma cultivar branca sem os altos custos de licenciamento de plantio, os chamados royalties, comum nas variedades estrangeiras, explica Patrícia.

 

A cultivar faz parte do programa de melhoramento genético da Embrapa, denominado ‘Uvas do Brasil’, sendo a primeira variedade de uva com todas as etapas de melhoramento genético, desde o cruzamento até a validação, realizadas pela Embrapa nas condições ambientais tropicais semiáridas.

 

O plano de lançamento da BRS Tainá encontra-se em fase de licenciamento para viveiristas (acesse o edital) e em breve estará disponível para os produtores.

 

Principais Características 

 

As características da nova variedade fazem jus ao nome de batismo. ‘Tainá’, de raiz indígena Tupi-Guarani, é uma homenagem ao Brasil, um nome feminino, forte e que remete às origens do nosso país, conforme a pesquisadora Patrícia Leão. Trata-se de uma planta vigorosa, com produtividade média estimada, no Submédio do Vale do São Francisco, de 25 toneladas por hectare por ciclo de produção.

 

O período desde a poda até a colheita está em torno de 110 dias, com pequenas variações ao longo do ano, em função das condições climáticas. Os cachos da BRS Tainá apresentam tamanho médio, com peso de 270 gramas e medindo cerca de 15 x 10 centímetros.

 

A nova cultivar se destaca ainda por apresentar características desejáveis em uvas para o consumo in natura, como crocância, bagas firmes, com boa aderência ao pedicelo e traços minúsculos e imperceptíveis de sementes. O sabor é neutro e agradável, com uma relação equilibrada entre açúcares e acidez. É uma opção promissora e com grande potencial para se destacar no mercado de uvas de mesa brancas sem sementes.

 

Fonte|: Mapa

Produtor de Camapuã encontra no Leitão Vida oportunidade para investir na suinocultura

O produtor rural de Camapuã, Rainer Josef Ruiz de Goehr, investe na suinocultura há 16 anos. A inserção e, principalmente, se manter na atividade se devem à adesão ao Programa Leitão Vida, iniciativa modernizada pelo Governo do Estado, por intermédio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), que visa expandir com qualidade e sustentabilidade o setor.

 

“É um valor que a gente aplica pra questão de meio ambiente, melhorias em lagoas, melhoria em biodigestores, aplica na biosseguridade da propria granja, e na propria ambiencia nossa como produtores, e dos nossos funcionários dentro da granja, beneficios que sem ele [programa Leitão Vida] seria muito difícil a suinocultura existir dentro do estado”, ressalta Goehr.

 

O produtor tem duas propriedades que, somando, possuem 3,5 mil animais para terminação e atua no sistema vertical, junto ao Frigorífico Aurora. “Desde 2005 estou sistema vertical, ou seja, recebo o leitão, atraves da Coasgo, a ração, assistência técnica e o compromisso de devolver esses animais”.

 

“Se não fosse o programa Leitão Vidaeu nao teria entrado na atividade, a iniciativa é um diferencial em relação a rentabilidade”, reforça o produtor camapuense.

 

Sobre a iniciativa

 

O Governo do Estado modernizou o programa Leitão Vida e inseriu parâmetros de boas práticas de produção e indicadores de sustentabilidade que, a partir de 1° de janeiro de 2020, deverão ser verificados junto aos produtores de suínos de Mato Grosso do Sul para a concessão de benefício fiscal aos participantes do programa.

 

A medida segue a política de desenvolvimento econômico da administração estadual, de fomento às práticas sustentáveis de produção e informatização dos sistemas de monitoramento, a exemplo do que já foi implantado em programas como o Precoce-MS, Carne Orgânica do Pantanal e Carne Sustentável do Pantanal.

 

A suinocultura é uma das cadeias produtivas que mais cresce em Mato Grosso do Sul. A produção vem em evolução constante, responsável por 16 mil empregos e produção estimada em R$ 16 bilhões. O Leitão vida é um programa que visa expandir com qualidade e sustentabilidade o setor, pagou R$ 25 milhões em incentivos até 2019 e que beneficiaram 239 produtores.

Municípios com maior valor da produção agricola têm alta na participação do PIB agropecuário

Os municípios com maior valor da produção agrícola do país têm em média, uma participação alta de seu Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário no PIB total do município. Para os 50 considerados mais ricos em termos de valor da produção, a média da participação do PIB agro no PIB total é de 36,8%, enquanto para o Brasil essa participação foi de 5,4%. A maior parte desses municípios situa-se em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia.

 

A conclusão é de uma nota técnica da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base em dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) e do Produto Interno Bruto (PIB), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Para Sapezal (MT), líder na produção de algodão, o PIB agro em relação PIB do município é de 54,5%; para São Desiderio (BA), líder do algodão na Bahia, a participação do PIB é de 66,5%. Para Diamantino (MT), é de 54,3%, e em Formosa do Rio Preto, a participação é de 64,0%.

 

Municípios mais ricos da agricultura:

 

GráficoPAM.jpg

 

O valor médio da produção dos 50 municípios com maior valor da produção é de R$ 1,521 bilhão. Nesse grupo de munícipios, os maiores valores são observados em Sorriso (MT) R$ 3,946 bilhões, Sapezal (MT) R$ 3,338 bilhões, São Desiderio (BA) R$ 3,183 bilhões, Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 3,055 bilhões, Rio Verde (GO) R$ 2,578 bilhões e Cristalina (GO) R$ 3,338 bilhões.

 

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal, o valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento.

 

Segundo o IBGE, dos 50 municípios com maior valor da produção agrícola do País, 22 municípios encontram-se no Mato Grosso, seis em Goiás, seis em Mato Grosso do Sul e seis na Bahia.

 

Os municípios que lideram a produção de soja e milho, em sua maioria também aparecem nas primeiras posições de geração de valor do algodão herbáceo. Esses são, caracterizadamente os municípios que também lideram os níveis de produtividade.

 

Os estados líderes no valor da produção em 2019

Unidades da Federação

Valor da produção (Mil Reais)

Brasil

361.000.875

Mato Grosso

58.355.521

São Paulo

55.556.164

Rio Grande do Sul

40.875.724

Paraná

40.545.888

Minas Gerais

34.767.291

Goiás

29.408.576

Bahia

19.326.586

Mato Grosso do Sul

19.239.650

Pará

10.799.393

Santa Catarina

10.189.406

Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal, 2019.

Resfriadores melhoram a renda, afirmam pequenos produtores de leite de Nova Andradina

Modernização, maior qualidade na produção e poder de negociação com laticínios. A chegada de 19 resfriadores leite, há quase um ano, no Assentamento Teijin, no município de Nova Andradina, tem trazido esses e outros benefícios para mais de 50 famílias de pequenos produtores que se dedicam à pecuária leiteira.

 

“O preço tem melhorado um pouco e a previsão é de que, na próxima entrega, o valor comercializado chegue a R$ 2,00, conforme nos garantiu a Associação do assentamento. Antes o preço ficava em R$ 0,75 ou R$ 0,95”, calcula o produtor Cícero Belizário Neto, que ainda ressalta outra vantagem: a comodidade. “O resfriador traz tudo de bom, porque a gente não precisa ficar gastando com transporte todo dia, não precisa sair para longe”, afirma ele, que tem o equipamento instalado em sua propriedade e o compartilha com outros dois vizinhos, também pequenos produtores.

 

Para que os 19 refrigeradores de leite chegassem às mãos dos agricultores familiares foram investidos R$ 267 mil. Esses recursos vieram de um convênio firmado com emendas parlamentares do deputado federal Vander Loubet e do ex-deputado federal Zeca do PT e recursos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

 

Em posse dos equipamentos, as famílias têm se organizado para conseguir vencer os desafios econômicos gerados pela pandemia de covid-19 neste ano de 2020. É que se o consumo brasileiro tem aumentado por um lado – graças ao auxílio emergencial e ao fato de as pessoas passaram mais tempo em casa – por outro os custos com a produção e os insumos também sofrerão elevação.

 

Mas, os desafios da pandemia não foram suficientes para prejudicar as atividades do campo e a expectativa neste final de entressafra do leite é que o preço fique mais interessante para aqueles que trabalham da porteira para dentro dos sítios.

 

“A produção aqui está em torno de 30 a 35 litros/dia. A situação do pasto hoje está complicada, principalmente com a estiagem. Mas, a gente tem feito um bom trato do gado e, no período de entressafra, há também o valor agregado no produto. Tenho 30 animais, oito estão em lactação e uma está para iniciar. Espero que a Cooperativa [Coopav – Cooperativa de Prestação de Serviços e Reforma Agrária do Vale do Ivinhema] faça uma boa negociação junto do laticínio”, explica o pequeno produtor Vanderlei Toebe.

 

Menores riscos

 

Fundado em meados dos anos 2000, fruto do trabalho da reforma agrária, o Assentamento Teijin, em Nova Andradina, tem a pecuária de leite como uma das principais fontes de renda das famílias agrícolas que ali vivem. Mais do que apenas equipamento novos, os resfriadores são um sinônimo de maior vida útil do leite coletado e, consequentemente, menores riscos de perdas aos pequenos produtores.

 

“Se você tem onde guardar é possível organizar melhor o trabalho no sítio, ter tempo para a entrega do leite”, pontua o pequeno produtor Cícero, que sabe que os desafios são constantes, mas que valoriza cada conquista dentro da própria terra. “Cresci no meio rural com meus pais. O direito à terra veio com a reforma agrária. A vida no campo não é fácil, mas tem a parte boa e investimentos assim [como os resfriadores] vêm para melhorar, ajudar na lida”, finalizou.

 

Fonte: Aline Lira

Mapa e IICA desenvolvem projeto para fomentar cadeia produtiva do lúpulo no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) estão desenvolvendo cooperação técnica com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do lúpulo no Brasil.

O lúpulo, planta da espécie Humulus lupulus, é conhecido por ser largamente utilizado na produção de cervejas, sendo responsável pelo aroma e amargor da bebida. A planta também possui substâncias terapêuticas na composição das flores, sendo usada pela indústria farmacêutica e de cosméticos. No Brasil, o aumento da produção de cervejas artesanais ampliou a procura por lúpulo de qualidade, principalmente porque esse tipo de cerveja exige maior quantidade do produto na composição.

 

Para atender a demanda, alguns produtores iniciaram o cultivo de lúpulo no país, já que a indústria cervejeira  importa 100% do lúpulo. Desta forma, a produção nacional de lúpulo poderá ajudar a reduzir dos produtos que usam a planta.

 

“Se formos comparar hoje com cinco anos atrás, houve uma grande evolução nessa nova cadeia produtiva no país. Entretanto, ainda é muito recente esse movimento e estamos no início dos trabalhos”, explica o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), Alexander Creuz.

 

Levantamento realizado pela Aprolúpulo aponta que, em 2019, o Brasil importou 3.600 mil toneladas de lúpulo. O cultivo ainda é tímido no país, com aproximadamente 40 hectares de área plantada.

 

Pensando em promover a cultura no país, o projeto do Mapa e IICA pretende identificar oportunidades de trabalhos, articular parcerias entre atores e entidades governamentais e não governamentais, elaborar materiais de referência, além da implantação de um plano de viabilidade técnica e economia para o cultivo no Brasil.

 

“Temos acompanhado e incentivado esta cultura, que pode ser uma excelente fonte de renda para o pequeno produtor rural com o seu consequente desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que promove o fornecimento de insumos de qualidade e baixo custo às indústrias farmacêutica, de cosméticos e cervejeira”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

 

Atividades

 

No âmbito do projeto de cooperação, será realizado o diagnóstico da situação atual do cultivo de lúpulo no Brasil, considerando as iniciativas de produção existentes, as cultivares utilizadas pelos produtores, a situação legal, os trabalhos técnicos já realizados no país por instituições de pesquisa e ensino e o potencial de expansão em território nacional frente aos diversos climas e condições agrícolas existentes.

 

“O objetivo do projeto é desenvolver subsídios para o fortalecimento de uma cadeia produtiva para o lúpulo de forma sustentável no Brasil, de modo a promover a melhoria de renda ao produtor rural e, consequentemente, aos demais atores da cadeia produtiva”, afirma  o consultor do Mapa/IICA, Stefano Kretzer.

 

Dentre as atividades a serem executadas está a elaboração de um plano de viabilidade técnica e econômica para o plantio comercial de lúpulo e de um estudo sobre a estruturação da cadeia produtiva nos principais países produtores, que possam trazer embasamento para o cultivo no Brasil.

 

Com o intuito de apoiar o produtor rural que está iniciando o cultivo de lúpulo, a cooperação vai elaborar e disponibilizar no portal do Mapa um “Manual de Boas Práticas Agrícolas para a Produção de Lúpulo”.

 

Stefano Kretzer destaca que o cultivo de lúpulo no Brasil está em desenvolvimento e tem grande potencial, em razão das boas condições de clima, solo e da grande extensão territorial. Ele ressalta que é preciso uma base sólida de dados técnicos, pesquisa e tecnologias para se obter um desenvolvimento sustentável.

 

O projeto prevê ainda a organização de três eventos para disseminação de conhecimentos técnicos a produtores e promover discussões acerca da regularização de viveiros e cultivares.

 

Além da cooperação técnica, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em parceria com a Ambev/Lohn implantou uma unidade de pesquisa sobre o cultivo de lúpulo, na estação experimental de São Joaquim.

 

Produtor

 

Alexander Creuz sempre sonhou em trabalhar no campo e, no início de 2018, começou a colocar em prática o plano de negócios elaborado durante o curso técnico em Agronegócio por meio da criação de sua empresa rural no município de Lages, em Santa Catarina.

 

Em uma área de aproximadamente um hectare, ele planta diversas variedades de lúpulo. “Comecei a pesquisar a cultura da planta, temperaturas mais temperadas para o cultivo no país e enxerguei uma oportunidade de negócio”, conta, acrescentando que pretende ampliar sua área plantada até o final do ano.

 

O lúpulo é uma planta perene (não precisa ser plantada a cada nova safra), com duração comercial por um período de 12 a 15 anos. A partir do terceiro ano, a planta inicia o potencial produtivo. “Como os plantios no Brasil ainda são recentes, ainda tem muita área que não alcançou o potencial produtivo, tanto em quantidade quanto em qualidade”, diz Creuz.

 

O lúpulo não exige grandes extensões de terra para ser plantado e tem alto valor agregado, por isso pode ser uma boa opção para os pequenos produtores aumentarem a renda.

 

Um dos desafios, segundo Creuz, é a falta de equipamentos e tecnologia específica para esse cultivo. No Brasil, apenas duas empresas desenvolveram tecnologia e máquinas apropriadas para a produção. Com o aumento da demanda e interesse por parte dos produtores, Creuz espera que essas dificuldades sejam superadas.

 

 

Fonte: Mapa

Agricultores de Mato Grosso do Sul podem usar estoque do Paraquate até maio/2021

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quarta-feira (7), por unanimidade, a minuta de ato normativo que autoriza o uso dos estoques de Paraquate, em posse dos produtores brasileiros. Com isso, fica autorizado o uso do herbicida no manejo dos cultivos na safra agrícola de 2020/2021. Em Mato Grosso do Sul o uso dos estoques fica permitido até 31 de março de 2021 para o milho e até 31 de maio de 2021 para a soja.

 

Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) a articulação entre Aprosoja Brasil, Abrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), viabilizou a decisão da Anvisa, uma vez que o herbicida estava com uso proibido a partir do dia 22 de setembro deste ano.

 

A entidade ainda esclarece que a Aprosoja Brasil desenvolveu estudo técnico sobre o uso do Paraquate, interrompido devido a pandemia do Covid-19. Contudo, há um pedido em análise para prorrogação dos primeiros resultados desta pesquisa, junto à solicitação do uso até julho de 2021.

 

Segundo a Aprosoja/MS a decisão atual é plausível, uma vez que a decisão que impedia o uso do Paraquate foi estabelecida no último dia de vazio sanitário, véspera do início da safra de soja, momento em que o agricultor já havia adquirido o produto para aplicação na safra de soja 2020/2021.

 

Na segunda quinzena deste mês a Anvisa, junto ao Mapa, emitirá instrução normativa com objetivo de divulgar diretrizes para monitorar, fiscalizar o uso e orientar quanto ao recolhimento.

 

Com a decisão da Anvisa as cooperativas de agricultores ficam autorizadas para a distribuição exclusiva aos cooperados.

 

A Aprosoja Brasil, entidade nacional representativa das 16 entidades estaduais, junto com entidades como Abrapa e Abramilho ressaltam que seguirão defendendo a manutenção do uso produto e revisão da decisão da Anvisa, por meio da apresentação dos estudos ainda em elaboração.

 

O quadro abaixo informa os prazos que devem ser observados por região e por cultura.

 

 

O que é o Paraquate?

 

Trata-se de um herbicida que atua no processo fotossintético das plantas, impedindo o transporte de elétrons e formando radicais livres. É indicado para controle de folhas largas até 4 folhas e gramíneas de até 3 perfilhos ou podem ser usado na última aplicação do manejo sequencial de plantas perenizadas. Agricultores também o utilizam como dessecante na pré-colheita da soja (principalmente em variedades RR), com o objetivo de remover ramos e folhas verdes e uniformizando a maturação.

 

O herbicida é um forte aliado no uso do glifosato e é muito usado no milho, devido não danificar a cultura e aumentar muito a sua produção, dependendo da dosagem utilizada.

 

Fonte: Aprosoja ,MS

Imea: Frigoríficos decretam férias coletivas no Estado do Mato Grosso por falta de gado

Com dificuldades para encontrar animais para abate, os frigoríficos do Mato Grosso, principal Estado produtor de carne bovina do país, estão começando a decretar férias coletivas, apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no último dia 5.

 

Segundo boletim de conjuntura econômica do instituto, “apesar de outubro ser um dos maiores giros de confinamento e possibilitar a maior oferta de animais, o volume esperado ainda é aquém da demanda” no Estado.

 

Os pesquisadores apontam, entre outros fatores, o baixo nascimento de bezerros em 2017/2018 e os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o mercado. Se em fevereiro as escalas de abate no Estado atingiram a máxima do ano, de 7,05 dias, em março, com o início das medidas de isolamento social no Brasil e em outros países, houve queda de 17,24%, para 5,84 dias, atingindo a mínima de 5,22 dias em abril.

 

Esse cenário, explica o Imea, indica a necessidade cada vez maior da indústria por animais. “Em setembro, a oferta ainda não deu sinais de forte recuperação e as escalas seguiram em decréscimo mensal, agora de 8,27% e média de 6,00 dias”, explica o instituto.

 

Preços médios de toda a cadeia da carne bovina batem novo recorde em setembro
Com pouca oferta e alta demanda, o indicador de preços calculado pelo instituto ficou em R$ 235,62 na última semana, alta de 2,03% ante o período anterior. Já a média do bezerro de ano ficou em R$ 2.075,15 por cabeça, valorização semanal de 4,24%. A alta ocorre mesmo com um aumento de 5,76% na oferta de bezerros, o que tende a elevar a disponibilidade de animais no futuro.

 

Por ora, contudo, a previsão ainda é de escalas apertadas e pouca oferta de gado no Estado, segundo aponta o boletim. “Para os próximos meses, há indícios de uma constante do atual cenário, uma vez que a disponibilidade de animais segue restrita, o que, inclusive, poderá ser um movimento atípico para o período”, explica o Imea.

 

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/frigorificos-decretam-ferias-coletivas-em-mato-grosso-por-falta-de/17196/

 

Fonte: Acrissul

Valor da Produção Agropecuária deste ano é atualizado para R$ 806,6 bilhões, diz ministério

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 é 11,5% superior ao de 2019, saltando de R$ 723,4 bilhões para R$ 806,6 bilhões. O resultado foi obtido a partir das atualizações do levantamento da produção e dos preços dos produtos agropecuários pesquisados em setembro.

 

Em cinco anos, esse indicador aumentou em R$ 100 bilhões. “Sem dúvida, esses resultados trouxeram um aumento considerável da renda nas principais regiões do interior do país. O faturamento das lavouras aumentou 15%, atingindo R$ 543 bilhões e a pecuária, 4,9% alcançando R$ 263,6 bilhões”, avalia José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Soja, bovinos, milho e café foram os principais responsáveis por esses resultados da agropecuária.

 

 

Além desses produtos, outras lavouras apresentaram bom desempenho neste ano, como amendoim (28,5%), arroz (26,2%), cacau (18,7%), café (42,1%), feijão (13,4%), mamona (29,6 %), milho (16%), soja (30,3%), trigo (58%). Entre os produtos que não tiveram desempenho favorável destacam-se a banana, batata, tomate, uva e frango.

 

Os preços agrícolas têm sido favoráveis aos produtores este ano, conforme a pesquisa elaborada pela SPA. “Além dos preços, a safra recorde de grãos e o comércio internacional favorável compõem um cenário de bons resultados financeiros”, salienta Gasques. Para ilustrar, o coordenador do estudo cita os acréscimos de preços para os principais produtos como a  banana (17,6% de aumento real em relação a 2019), café arábica (15,8%), feijão (17,4%), milho (16,2%), soja (21,8%), trigo (21%), bovinos (16,4%) e suínos (10,5%).

 

Outro aspecto importante ressaltado pela pesquisa são os resultados de milho e soja, que permitiram forte recuperação à região do Matopiba, – área que compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – que no ano passado foi bastante afetada pela seca em alguns locais. Houve, entre 2019 e este ano, forte incremento do VBP dessa região.

 

Os estados que puxam os valores da produção agropecuária brasileira são Mato Grosso (R$ 145,8 bilhões), Paraná (R$ 103,2 bilhões) e São Paulo (R$ 97,6 bilhões).

 

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país.

 

 

Posição do Estado no Valor Bruto da Produção

Valores em R$*

Ranking

UFs / ANO

2020

%

Mato Grosso

145.837.270.353

18,08%

Paraná

103.229.313.527

12,8%

São Paulo

97.651.692.288

12,1%

Minas Gerais

86.982.069.010

10,8%

Rio Grande do Sul

64.945.879.271

8,1%

Goiás

64.885.967.286

8,0%

Mato Grosso do Sul

49.228.542.915

6,1%

Bahia

38.445.215.460

4,8%

Santa Catarina

26.746.966.921

3,3%

10º

Pará

18.078.226.914

2,2%

11º

Rondônia

13.863.656.583

1,7%

12º

Tocantins

11.969.847.667

1,5%

13º

Maranhão

11.105.053.055

1,4%

14º

Espírito Santo

10.375.991.571

1,3%

15º

Piauí

7.718.166.216

1,0%

16º

Pernambuco

6.862.686.499

0,9%

17º

Ceará

4.166.406.992

0,5%

18º

Amazonas

3.809.146.550

0,5%

19º

Rio de Janeiro

2.878.604.401

0,4%

20º

Alagoas

2.855.429.293

0,4%

21º

Paraíba

2.363.618.431

0,3%

22º

Acre

2.066.048.708

0,3%

23º

Sergipe

1.821.312.253

0,2%

24º

Rio Grande do Norte

1.624.252.854

0,2%

25º

Distrito Federal

1.356.789.283

0,2%

26º

Roraima

917.325.109

0,1%

27º

Amapá

153.775.180

0,02%

Total Brasil

806.632.269.461

100,0%

Fonte: CGAPI/DCI/SPA/MAPA

 

 

Fonte: Mapa