Escola Agrícola volta a ter piscicultura como reforço à formação de alunos

Prefeito Gilmar Olarte fez lançamento do projeto (Foto: Divulgação)
Prefeito Gilmar Olarte fez lançamento do projeto (Foto: Divulgação)

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A Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo voltou a ter uma estrutura de piscicultura que servirá como atividade prática de formação dos alunos do curso de técnico em agropecuária. A instituição, que conta com 350 anos, é voltada preferencialmente a crianças e adolescentes residentes na zona rural de Campo Grande, oferecendo o ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) e o curso de nível médio, técnico em agropecuaria. A escola ocupa uma área de 170 hectares, com rebanho de 70 cabeças de gado, para produção leiteira e carne, dois aviários, que garante o suprimento de frango e ovos, além de hortas no sistema agroecológico..

Na  quinta-feira pela manhã o prefeito Gilmar Olarte foi prestigiar o repovoamento de dois dos quatro tanques para criação de peixe. Os tanques foram repovoados com 500 alevinos de lambari; 500 da espécie pintado e 500 de pacu. O ato teve a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Natal Baglioni,do superintendente federal da Pesca, Luiz David Figueiró, além é claro, da presença maciça da comunidade escolar.

O que se pretende, segundo o prefeito Gilmar Olarte, além de oferecer aos alunos oportunidade de conhecer prática as técnicas da atividade é fazer destes tanques de piscicultura uma espécie de laboratório para os produtores da região conhecerem e se motivarem a adotar a atividade nas suas propriedades. “Temos aqui o recurso natural essencial, que é a água, a piscicultura é  uma atividade rentável  mesmo para a exploração de pequenas áreas”, revela o prefeito.

A intenção é viabilizar recursos junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura para montar um laboratório na escola para garantir a produção de alevinos que serão doados aos produtores de assentamentos onde a Prefeitura pretende fomentar a atividade. Nos Assentamentos Estrela e Sucuri, onde alguns parceleiros participaram de cursos de capacitação, a intenção é abrir 28 tanques.

Segundo o superintendente da Pesca e Aquicultura, José Maria dos Santos, para a reativação dos tanques de piscicultura, foram firmadas parcerias que garantiram os alevinos e ração suficiente para alimentar os peixes por seis meses. A Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação, mobilizou pessoal e equipamentos para fazer a limpeza dos tanques que já tem licenciamento ambiental. Caberá a Secretaria de Desenvolvimento dar o suporte técnico para a criação que dentro de 9 meses estará em condições de “colheita”. A produção será revertida para a própria comunidade escolar com a incorporação do peixe no cardápio da merenda.