Ministério da Agricultura regulamenta o uso de drones em atividades agropecuárias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 298 que estabelece regras para operação de aeronaves remotamente pilotadas (ARP), mais conhecidas como drones, destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

 

Com drones ocupando cada vez mais espaço na agricultura e na pecuária, a regulamentação visa simplificar os procedimentos e adequar as exigências legais as especificidades desta tecnologia, já que, em diversos aspectos, se diferencia das aeronaves tripuladas.

 

Além do registro no Mapa, que será feito de forma automatizada via Sipeagro, os operadores necessitarão possuir profissional qualificado com curso específico, designado como aplicador aeroagrícola remoto, e, em determinados casos, necessitarão também de responsável técnico, engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, para coordenar as atividades. Já com relação as aeronaves, estas deverão estar devidamente regularizadas junto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

 

“Esperamos que a normativa traga a segurança jurídica necessária para os operadores, ao mesmo tempo que garanta a harmonização e a segurança das operações e uso responsável da tecnologia. A norma também servirá como um ‘norte’ para a coordenação e a fiscalização das atividades, tanto por parte do Mapa, como por parte dos órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos”, destaca a chefe da Divisão de Aviação Agrícola, Uéllen Lisoski.

 

A segurança operacional deve envolver todo o processo de aplicação, desde o preparo da calda, o monitoramento das condições ambientais durante a aplicação e o registro e arquivamento dos dados de cada operação, de forma que possam ser auditados, sempre que necessário.

 

As regras visam a segurança da equipe de trabalho e de terceiros, e englobam ainda distâncias mínimas de zonas sensíveis, a serem respeitadas durante as aplicações, de modo a se evitar problemas ambientais e visando a saúde da população.

 

Brasil Rural: As virtudes da Rota Gourmet das Terras Altas da Mantiqueira – MG

Na última reportagem da série sobre o Projeto Experiências do Brasil Rural, a Agência de Notícias de Turismo chega ao Sul de Minas Gerais. Lá, encravado entre algumas das maiores montanhas do país, um circuito tem na produção de queijos seu grande atributo. Trata-se da Rota Gourmet Terras Altas da Mantiqueira, também contemplada pela parceria dos ministérios do Turismo, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), que oferece capacitações para fomentar o turismo no campo.

 

Cenário de clima ameno, típico de altitudes mais elevadas, o roteiro percorre as cidades de Aiuruoca, Alagoa, Bocaina de Minas, Itamonte, Itanhandu, Passa Quatro, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde e Serranos. Em várias propriedades rurais, o visitante tem a chance de vivenciar experiências únicas, como tirar leite no curral e conhecer todo o processo de fabricação de premiados queijos artesanais de vaca e búfala, tradição iniciada por imigrantes italianos. É possível, inclusive, ser o próprio produtor da iguaria por um dia.

 

Cristina Motta, gestora da Instância de Governança Terras Altas da Mantiqueira, aponta que as qualificações do Experiências do Brasil rural suscitam o reforço da união dos empreendimentos e a valorização dos atrativos locais. “Além de despertar uma maior integração entre os empreendedores, as capacitações trouxeram uma maior consciência quanto aos espaços que abrigam o nosso patrimônio cultural – os saberes e fazeres -, valorizando os elementos e os produtos da nossa oferta turística no meio rural”, conta.

 

As virtudes da rota não se resumem, contudo, aos encantos do ilustre derivado do leite que ajuda a fazer a fama do estado. Também há espaço para cervejas artesanais e vinhos de mesa, incluindo variedades viníferas que datam dos séculos XIV e XX. O circuito desfila, ainda, iguarias características de cada município, a exemplo de cachaças, de azeites, do mel, do milho e da truta – tudo em meio ao melhor da deliciosa gastronomia mineira. Na época da colheita de uvas e azeitonas, o turista pode até passar o dia nas plantações.

 

A gestora Cristina Motta acrescenta que as capacitações do projeto ajudam a fortalecer a promoção do roteiro, de olho no período pós-pandemia. “Participar do Experiências do Brasil Rural gerou um diferencial para a retomada da atividade turística no nosso destino. A visão do marketing digital trouxe orientações e ferramentas para ações que destacam nossos produtos. As qualificações vêm ao encontro de um mercado cada vez mais exigente quanto à apresentação de produtos e atrativos do segmento de turismo rural”, aponta.

 

ECOTURISMO – Conhecer a rota também permite contemplar paisagens singulares. Destaque para os deslumbrantes horizontes do Parque Nacional do Itatiaia e da Serra Fina, alguns dos principais complexos ecológicos do país. O rol de opções do circuito, integrante da histórica Estrada Real, engloba ainda trilhas, cavalgadas e passeios de bicicleta ou a bordo de veículos off road, com direito a banhos em rios, cachoeiras e visitas a mirantes. No fim do dia, hospitaleiras pousadas garantem o descanso ideal para recarregar energias.

 

PROJETO – Além das Terras Altas da Mantiqueira, fazem parte do Experiências do Brasil Rural os roteiros “Terra Mãe do Brasil, seus caminhos, segredos e sabores”, da Bahia; a Rota Amazônia Atlântica, do Pará; o Agroturismo do Espírito Santo; a Rota do Queijo Terroir Vertentes, também em Minas; o Caminhos do Campo, em Santa Catarina, e o Farroupilha Colonial e a Ferradura dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Após um diagnóstico inicial, empreendedores participam agora de capacitações sobre as cadeias produtivas de interesse do projeto: queijos, vinhos, cervejas e frutos da Amazônia.

 

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destaca a atenção do governo federal à adequada estruturação do meio rural para o aproveitamento turístico das potencialidades do campo. “Os atrativos rurais do país – referência mundial no setor agrícola – têm um enorme poder de atrair visitantes. O nosso objetivo é ampliar a oferta turística nacional, bem como gerar alternativas de renda a agricultores familiares que também trabalham o turismo, com reflexos extremamente positivos na geração de emprego e renda”, explica.

A primeira etapa das qualificações do projeto consistiu na realização dos seminários virtuais “Visões de Mercado”. Durante as transmissões, realizadas por meio do YouTube do MTur, empreendedores de sucesso no turismo rural detalharam suas trajetórias e destacaram vantagens da capacitação (assista ou reveja aqui e aqui). Em uma segunda fase dos painéis online, já neste mês setembro, estão previstas outras palestras a respeito de temas apontados nos diagnósticos, também ministradas por especialistas.

 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

A exemplo das abelhas, gestão e logística são essenciais na multiplicação dos enxames

Assim como os departamentos de uma empresa, as abelhas também seguem uma organização de excelência. Quando a meta é a multiplicação de enxames, a precisão na distribuição e logística desses insetos exige técnicas específicas, que são ensinadas nos cursos e na Assistência Técnica e Gerencial do Senar Mato Grosso do Sul.

 

Antes de falar na produção de enxame queremos fazer uma pergunta: você sabia que a única diferença entre a operária e a rainha é o alimento? As duas são geneticamente iguais, porém, no processo de desenvolvimento, as rainhas são alimentadas durante toda a vida exclusivamente por geleia real, uma substância proteica secretada pelas abelhas mais jovens. Já as operárias, após o terceiro dia de larva, recebem como alimento uma mistura de mel e pólen.

 

Como a geleia real possibilita o maior desenvolvimento do aparelho reprodutivo, isso faz com que as rainhas sejam as únicas capazes de fazer postura de fêmeas e machos, mantendo a população da colônia.

 

“Essa informação é extremamente importante na produção de enxames, principalmente na escolha dos quadros que serão doados e darão origem às novas colônias. Caso não haja uma realeira pronta para ser inserida no novo enxame, as operárias terão que puxar as realeiras para dar origem a uma nova rainha, e isso só é possível nos quadros com ovos e larvas até o terceiro dia, que foram alimentados exclusivamente com a geleia real”, explica a supervisora de campo, Gabriela Puhl Rodrigues.

 

A escolha do método depende do perfil do produtor rural e dos equipamentos disponíveis na propriedade, mas os mais comuns no estado são o de divisão de enxame – em que uma colônia é dividida em duas, assim como a multiplicação de enxames, em que se doam um ou dois quadros de cria da matriz para a colônia filha. Os detalhes sobre cada um deles são ensinados no curso ‘Produção de Enxames’, oferecido gratuitamente. Acesse senarms.org.br e confira a editoria #MercadoAgropecuário publicada na segunda (20).

 

FONTE: SISTEMA FAMASUL

Empresas paulistas multiplicam negócios após adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal

Empresas instaladas em municípios paulistas que já conquistaram reconhecimento junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) estão vendo os negócios crescerem. Com o Selo Sisbi, elas obtêm uma certificação para vender os produtos em outras regiões do país.

 

É o caso de Eduardo Nalin, de Rio Claro, sócio de uma empresa do setor cárneo, e que começou com seis funcionários. Após a obtenção do Selo, o número de funcionários passou para 35 e o empresário projeta chegar a 50 a partir da expansão da fábrica. “Nossa ideia é dobrar a produção, já que agora não estamos mais restritos ao mercado da cidade. Estamos vendendo para restaurantes de São Paulo e Campos do Jordão”, conta.

 

A empresa fabrica linguiças, salsichas, bacon, mortadela, salame e uma linha de salsichas alemãs bastante apreciada pelos novos clientes. O volume de produção saltou de 100 a 200 quilos por dia para 1.500 quilos/dia, segundo Nalin, o que seria impossível sem a adesão ao Sisbi-POA.

 

Carlos Benedito Bastos, dono de um laticínio em Itapetininga, também constatou o aquecimento da produção mesmo com a pandemia de coronavírus, quando ingressou no Sisbi. A produção de queijos começou na década de 1990 de forma artesanal. “Quando surgiu a ideia do Sisbi foi uma maravilha. Fomos os primeiros de Itapetininga. A gente já estava com uma estrutura boa, veterinário responsável, tratamento de esgoto. Desde que conseguimos o Sisbi, há um ano, estamos triplicando a produção”, afirma.

 

O empresário planeja expandir as vendas para prefeituras e escolas. O número de funcionários vem aumentando consideravelmente, especialmente na área de entregas e distribuição, assim como a estrutura física e os equipamentos.

 

O sucesso de hoje contrasta com o início dessa trajetória. “Eu sempre comento que eu fabricava seis queijos por dia: dois eu dava, dois eu comia e dois eu jogava fora. O começo é muito difícil. Hoje, a gente olha para trás e vê que já rodou um bom caminho.” A história desse empreendedor tem ainda outro destaque: a mãe dele, companheira das primeiras fabricações, que faleceu em setembro do ano passado. “Ela chegou a ver a empresa no Sisbi, foi muito emocionante, foi muito legal para ela”.

 

Laticínio - Crédito Michelle Barreto

 

Para ter acesso ao Sisbi-POA, o município precisa ter em funcionamento o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e providenciar a equivalência ao sistema brasileiro. No total, seis municípios paulistas já conseguiram a adesão. Todos os municípios precisar ter estrutura com ao menos uma sala, computadores, um carro à disposição e, obrigatoriamente, um médico veterinário com poderes legais para realizar as ações de inspeção e fiscalização com imparcialidade e independência. Essas são as exigências para a adesão.

 

Algumas equipes são maiores, outras mais enxutas, mas todas relatam as vantagens que o Sisbi-POA trouxe para os municípios. Vamos conhecer as diferentes histórias?

 

Itu

 

Margareth Venturinelli, diretora de Planejamento em Saúde da Prefeitura da Estância Turística de Itu, disse que a obtenção do Sisbi foi uma conquista importante. “Como todo processo de qualificação, tivemos que estudar muito a legislação, adequar os processos já existentes e reestruturar o ambiente. Demandou muito trabalho em equipe e suor, mas valeu a pena”, conta.

 

No caso de Itu, a iniciativa foi motivada pelas empresas que queriam expandir os negócios e pelo Poder Público, para aumentar a geração de empregos no município. O maior desafio, relata a diretora, foi a estruturação dos processos. “As empresas tiveram que entender que as solicitações de adequação são exigências a serem cumpridas. Algumas vezes não entendem que, para que ocorra realmente a equivalência, é necessário antes de tudo mudança de mentalidade e de procedimentos.”

 

Atualmente, a cidade tem cinco empresas com o Sisbi, sendo quatro laticínios e uma produtora de ovos. Três empresas já conseguiram o selo SIM e estão em processo de adequação para a solicitação de equivalência.

 

Margareth disse ainda que a prefeitura de Itu tem sido procurada por empresas novas que querem se estabelecer no município por conta da adesão ao Sisbi-POA. “Já temos duas grandes empresas com análise prévia aprovada e outras cinco com solicitações de documentação necessária para a obtenção do Sisbi.

 

Ibiúna

 

Em Ibiúna, o diretor do Serviço de Inspeção, Valdomiro Ghidolin, conta que a adesão teve início quando uma empresa do setor cárneo desejava expandir as vendas de jerked beef, um produto assemelhado ao charque e classificado  como carne bovina salgada, curada e dessecada. “O mercado para esse produto é forte no Nordeste e com o SIM a empresa não podia vender para fora do município”. O selo foi disponibilizado à empresa em outubro de 2015, a única com a certificação.

 

Apesar de a pecuária não ser uma das principais atividades econômicas da cidade, empresas dos ramos de mel e leite já demonstraram interesse em aderir ao sistema. “Para tendê-los precisamos ampliar nosso escopo junto ao Mapa”, explica Luciane Massumi Nakaoka, veterinária responsável no município.

 

Localizada no cinturão verde perto da capital paulista, Ibiúna tem atraído a atenção de outros municípios, que procuram conhecer a experiência da cidade para saber como foi o processo de equivalência. Entre eles, Pilar do Sul, Votorantim, Santana do Parnaíba e Suzano, além de um consórcio do Vale do Paraíba.

 

Luciane Nakaoka ressalta que a maioria dos municípios não está estruturada para atender às exigências e alguns acabam desistindo. “Um dos entraves é que não basta fiscalizar, tem que mostrar para o Mapa que estamos fazendo uma fiscalização eficiente”.

 

Ibiúna precisou adaptar a legislação municipal, incluindo as análises laboratoriais entre as exigências que não estavam previstas anteriormente.

 

Itapetininga

 

A iniciativa de aderir ao Sisbi em Itapetininga partiu da Secretaria de Agricultura, de acordo com a veterinária Ana Laura Pires Rolim, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal. “A ideia era ajudar as empresas que já estavam no SIM a crescerem e a trazer novas indústrias para a cidade”.

 

O processo começou em 2017, quando uma das maiores dificuldades era o acesso às informações no Ministério da Agricultura. “Vejo como mudou porque hoje a gente tem um acesso tão grande ao Mapa”, afirma. Ana Laura lembra que visitou Rio Claro para conhecer a experiência do município.

 

Segundo ela, ter veterinário no quadro efetivo de servidores é um dos primeiros passos. Outro ponto importante é a equivalência da legislação municipal com a federal. O município fez o passo a passo da mudança de legislação sob orientação da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP) e conseguiu a equivalência em 2020.

 

Até o momento, sete empresas estão cadastradas no SIM e duas no Sisbi, uma do setor cárneo e um laticínio. De acordo com a veterinária, durante o processo, o laticínio estava se desvinculando do SIM e buscando adesão ao Sisp (Sistema de Inspeção Estadual/São Paulo) para poder comercializar seus produtos no estado. “Eles aguardaram um pouquinho e desistiram. Com o Sisbi, podem vender em todo o país”, conta. Das sete empresas submetidas ao SIM, três aguardam que o serviço de inspeção amplie o escopo para ovos e pescado para aderir ao Sisbi, o que está em andamento.

 

 

Rio Claro

 

Em 2012, a primeira empresa foi registrada no SIM e, três anos depois, em 2015, começaram os trâmites para aderir ao Sisbi. “A equivalência saiu em janeiro de 2017”, afirma a veterinária Lilian Alves, chefe do núcleo de inspeção municipal.

 

Atualmente, existem 20 empresas cadastradas no SIM e cinco já conseguiram o selo Sisbi. Dessas cinco, duas eram de outras cidades e se instalaram em Rio Claro em 2018 e 2019 em função desse diferencial. “Isso atrai, é uma maneira de o município atrair mais empresas”.

 

Lilian Alves relata que as empresas estão mais seguras. Pequenos e médios empresários já sabem o que é o Sisbi, confiam na responsabilidade do serviço de inspeção e procuram os municípios que disponibilizam o selo. Rio Claro faz inspeção de empresas de leite, carne, ovos e pescado. A equipe acompanha as auditorias de manutenção e procura se adequar às exigências. A última ocorreu em outubro de 2020.

 

Joanópolis

 

Neste município, o esforço para adesão ao Sisbi partiu de médicos veterinários que atuavam na inspeção municipal. “Era um sonho porque até então nenhuma cidade do estado de São Paulo estava aderida e eram pouquíssimas no Brasil”, conta Michelle Gomes Barreto, veterinária responsável pelo Serviço de Inspeção de Joanópolis.

 

O primeiro passo foi participar de um curso oferecido pelo Mapa em São Paulo, ainda em 2014. Ali, começou a elaboração de um programa de trabalho que seria implantado no município. “Neste programa de trabalho, o SIM fixou prazo para cumprir as exigências e para os proprietários dos empreendimentos cadastrados no serviço se adequarem. Após essa etapa, pedimos uma auditoria orientativa ao Mapa, quando os erros apontados foram corrigidos”, relembra Michelle. Em seguida, foi pedida a auditoria de reconhecimento do Sisbi.

 

Hoje, a veterinária diz que daria um conselho aos municípios interessados na adesão: “Tem que ter interação do veterinário e o incentivo de toda a prefeitura, de todos os envolvidos. Precisa também ter a responsabilidade dos estabelecimentos, essa vontade de crescer”.

 

Joanópolis tem hoje oito empresas cadastradas no SIM (quatro na área de lácteos, duas na área de cárneos, uma de ovos e uma de mel). Um desses laticínios já obteve o selo Sisbi e, segundo a veterinária, a produção aumentou, o número de funcionários também e a demanda ainda não é totalmente atendida.

 

A adesão ao Sisbi foi um processo que exigiu adaptações envolvendo análises laboratoriais oficiais, adequação dos registros de plantas, toda a documentação de entrada no SIM, a certificação de rótulos, processo jurídico e a publicação do decreto de regulamentação da legislação municipal. Ela estima que pelo menos 15 empregos diretos foram gerados inicialmente. “A equivalência do SIM ao Sisbi é uma conquista, um incentivo para mim. Consegui me aprimorar, buscamos sempre levar a qualidade e segurança do alimento para o consumidor, além de estimular a economia local, gerando renda e novos empregos”.

 

Fernandópolis

 

Duas empresas do setor cárneo já receberam o selo Sisbi em Fernandópolis, sendo que uma delas se instalou na cidade justamente em função da possibilidade de certificação. A manutenção da estrutura de inspeção é coordenada pelo veterinário Mileno Castro Tonissi, que assumiu o SIM no final de agosto e, na primeira semana, já foi procurado por outras quatro empresas interessadas em aderir ao sistema brasileiro.

 

O processo de adesão foi iniciado por uma equipe anterior à chegada do atual veterinário, e o reconhecimento de equivalência ocorreu em setembro de 2019 após dois anos de mobilização. A expectativa é que o trabalho aumente em função da divulgação que a prefeitura vem fazendo do Selo. “É uma responsabilidade muito grande, mas o caminho já está traçado, estou seguindo os passos do meu antecessor”, disse.

Rio Preto 

 

Em São José do Rio Preto, a expectativa é apresentar em breve a solicitação ao Mapa de adesão ao Sisbi-POA. O secretário municipal de Agricultura, Antonio Pedro Pezzuto Júnior, e a equipe envolvida com o SIM estiveram na Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP) no dia 12 de agosto para relatar a evolução do processo.

 

Estima-se que cerca de 40 empresas agroindustriais de Rio Preto tenham potencial de certificação pelo SIM. Atualmente, 12 micro e pequenas fabricantes de alimentos de origem animal estão em processo de obtenção do novo SIM, já nos parâmetros adequados ao Sisbi. São empresas que têm como matéria-prima a carne de animais de abate, o pescado, leite, ovo, mel e derivados.

 

Rio Preto está reestruturando o serviço de inspeção municipal de forma informatizada. O módulo para teste já permite uploads de arquivos, inclusive das plantas dos estabelecimentos que serão verificadas pela Secretaria de Obras. Houve reforma na estrutura física e aquisição de equipamentos.

 

O start para a adesão partiu do próprio prefeito, ao constatar que um amigo de Santa Fé do Sul estava mudando a empresa para Fernandópolis em função dessa certificação. “Todos abraçaram o projeto. Acreditamos que em três meses poderemos solicitar a auditoria”, disse Pezzuto.

 

Estímulo

 

O Mapa tem realizado palestras educativas on-line para fomentar a participação e adesão de mais municípios ao Sisbi-POA.

 

SISBI-POA, que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária, busca padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

 

Os estados e os municípios, individualmente ou consorciados, podem solicitar a equivalência dos seus serviços de inspeção com o serviço de inspeção federal. Para obter a equivalência, aqueles serviços precisam comprovar que têm condições de garantir a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficácia do serviço de inspeção federal. O Mapa é o coordenador do SISBI-POA.

 

FONTE: MAPA

Governo repassa R$ 800 mil do Fundems para pesquisas no nordeste do Estado

O governador Reinaldo Azambuja assinou nesta terça-Feira (21) convênio no valor de R$ 800 mil que serão repassados à Fundação Chapadão para o desenvolvimento de pesquisas tecnológicas de materiais genéticos para produção de soja e milho nas áreas produtivas da região nordeste do Estado, na safra 2021/2022.

Os recursos são oriundos do Fundems (Fundo para Desenvolvimento das Culturas para o Milho e para a Soja), administrado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). A assinatura foi feita em Chapadão do Sul, em agenda de entregas do Governo do Estado no município, com a presença do secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel e outras autoridades.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, explica que a política do Governo do Estado é de utilizar os recursos do Fundems para o desenvolvimento tecnológico das culturas de soja e milho, por meio das fundações de pesquisa. “As pesquisas refletem em aumento de produtividade e o desenvolvimento de variedades adaptadas às novas áreas de adaptação. Governo do Estado investindo em ciência e tecnologia com recursos do Fundems para aumentar a produção estadual de grãos”, afirma.

Além de assinar o convênio do Fundems em Chapadão do Sul, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel autorizaram o início da obra rodoviária, assinaram ordem de início de serviço para a pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais na Avenida Espírito Santo (R$ 611 mil); lançaram o processo licitatório referente as obras de construção do novo Quartel do Batalhão da Polícia Militar em Chapadão do Sul (R$ 3,7 milhões) e entregaram cheques simbólicos a microempresários beneficiários do Programa Estadual de Microcrédito Produtivo e Orientado, o +Crédito MS.

Também foi feita a vistoria do local de construção da pista de atletismo municipal, que será construída com R$ 3 milhões da Fundesporte nos moldes internacionais, para incentivar os jovens a praticarem as modalidades olímpicas. Ainda estiveram presentes na agenda o secretário Sérgio de Paula (Casa Civil), o diretor-presidente da Sanesul, Walter Carneiro Júnior, e o diretor-presidente da Funtrab, Marcos Derzi.

FONTE: SEMAGRO MS

Semagro e Iagro lançam campanha para produção de alimentos seguros

 

O Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária, Animal e Vegetal), lança no dia 21 de setembro uma campanha educativa em defesa sanitária agropecuária. O intuito é ampliar a conscientização quanto ao compromisso com a produção de alimentos seguros.

 

Intitulado Agro Cooperação – uma consciência, inúmeros benefícios, a ação tem como estratégia promover a conformidade na produção agropecuária, estimular a adoção de boas práticas agrícolas e em apicultura, troca de experiências e informações. Visa conscientizar as partes envolvidas sobre seus limites, responsabilidades e compromissos com a produção de alimentos seguros, abrangendo ainda o cuidado com a saúde humana e promovendo uma produção ambientalmente sustentável.

 

Conforme diretor da Iagro, Daniel Ingold, essa ação tem por foco estimular o diálogo entre produtores rurais, apicultores e profissionais da aviação agrícola e revendas de agrotóxicos. A ideia é que conhecendo as especificidades de cada atividade, promoveremos o respeito e cuidados mútuos, mitigando riscos e prejuízos para a apicultura e o ambiente.

 

“Queremos que cada um veja o outro como um parceiro e não como adversário. Para isso é importante que o diálogo seja uma constante e haja também conscientização sobre as responsabilidades nas operações com agrotóxicos e afins, oportunizando condições iguais de produção”, complementa Ingold.

 

A campanha vai estimular as boas práticas pelos agricultores e aplicadores, para mitigar os riscos dos agrotóxicos em aplicações terrestres e aéreas. Da mesma forma, lembra o diretor, o apicultor também deve observar as regras e limites associados à sua atividade

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O que significa estar com seu apiário devidamente cadastrado na Iagro, adotar os manejos necessários com suas colmeias em área vizinhas às lavouras agrícolas e buscar o diálogo para formalização do pasto apícola nas áreas de exploração comuns entre a agricultura e apicultura no Estado. “A expectativa é que, com a campanha, relatos de prejuízos de pequenos produtores e apicultores associados às aplicações irregulares de agrotóxicos se tornem coisa do passado”, pontua Ingold.

 

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck afirma que este é um primeiro passo para haver ganhos na produção agropecuária e preservação ambiental no futuro. “Com desenvolvimento do cultivo responsável e sustentável, a valorização do serviço de polinização pelas abelhas e a integração equilibrada entres os entes da cadeia agropecuária do Mato Grosso do Sul”, completa.

 

 

Campanha

 

 

A campanha Agro Cooperação – uma consciência, inúmeros benefícios surge no escopo das parcerias da Iagro e entidades do setor produtivo privado, firmadas desde o ano passado. Todas com foco em incentivar o diálogo, com ações de interesse mútuo abrangendo ações de defesa sanitária para agricultura, apicultura, aviação agrícola e rede de distribuição de insumos agrícolas. A campanha educativa conta com a parceria do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e apoio da Associação Estadual de Engenheiros Agrônomos do MS (AEAMS). A iniciativa envolve ainda a Câmara Setorial Consultiva da Apicultura do MS (CSEAP) da Semagro.

Seguro rural: setor produtivo avalia seguro disponível para a fruticultura

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta (17), de reunião virtual do projeto Monitor do Seguro Rural para discutir e avaliar os produtos e serviços disponíveis para frutas (abacate, figo, caju, goiaba, graviola, lima, limão, manga, melão, morango, uva e maçã).

 

O projeto foi lançado em julho de 2020 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e é realizado em parceria com a CNA e outras entidades do setor. Participaram do encontro virtual produtores rurais, representantes dos setores público e privado, além de companhias seguradoras.

 

Na abertura do encontro, o presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Luiz Roberto Barcelos, afirmou que pequenos e médios produtores necessitam dos serviços de seguro rural para se manter na atividade.

 

“Esses produtores têm seguro para o carro e para a casa e precisam também para a produção, como forma de se protegerem contra as intempéries climáticas e outras perdas. Isso faz parte da estruturação e do crescimento do setor”, destacou Barcelos.

 

O diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, disse que o objetivo do projeto Monitor é promover o seguro rural e ampliar o diálogo entre o setor produtivo e as seguradoras para que haja interação, maior aderência e segurança para os produtores rurais.

 

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Albuquerque, os produtores da fruta começaram a contratar seguro em meados de 2005, o que ajudou na manutenção da atividade. “Não teríamos crescido se não fossem políticas como essa. A subvenção nos ajuda a permanecer trabalhando. Esse é um investimento do poder público que retorna para a sociedade”.

 

Durante a reunião, foi levantada a necessidade de discutir produtos e serviços de seguro que atendam as demandas regionais, como a ocorrência de geadas ou granizo, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, e as chuvas na fase de colheita, a exemplo da uva de mesa no Vale do São Francisco.

 

Na safra 2021/2022, o percentual de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para as frutas é de 40%, sendo que cada produtor tem um limite anual de R$ 48 mil. No Plano Trienal do Seguro Rural 2022/2024 esse valor vai subir para R$ 60 mil.

 

A próxima reunião do projeto Monitor do Seguro Rural será no dia 15 de outubro para avaliar os seguros paramétricos. Para mais informações sobre o projeto acesse o site https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/riscos-seguro/seguro-rural/monitor-do-seguro-rural

Cadeia produtiva do leite vai realizar campanha nacional para estimular consumo

 

Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17). O órgão consultivo e propositivo é constituído por 30 instituições membros e convidados permanentes.

 

Em mensagem transmitida durante a reunião, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou a relevância do setor de leite para o desenvolvimento do país. “Movimenta a economia, contribui para o PIB Nacional, gera emprego e renda para milhares de brasileiros, em todos os elos da cadeia produtiva, do produtor familiar aos grandes laticínios, dos distribuidores aos minimercados, que levam o produto às mãos do consumidor. O Brasil, como um dos maiores produtores de leite do mundo, precisa valorizar, aqui e no exterior, os pontos positivos do setor lácteo”.

 

Este será um dos objetivos da 1º Semana do Leite: reunir produtores, laticínios e supermercados em um projeto exclusivo para mostrar a importância econômica e a saudabilidade desse alimento e seus derivados. “Uma campanha já foi pensada para ter desdobramentos futuros para todos os públicos e idades”, disse Tereza Cristina.

 

A ministra destacou que esse será apenas o primeiro passo para fomentar o setor. “Estamos preparando mais ações para divulgar a importância e a qualidade do leite e seus derivados produzidos aqui no Brasil. A ideia é que essa ação seja de longo prazo e faça parte do calendário anual deste segmento. O leite e seus derivados são essenciais para o crescimento do Brasil e dos brasileiros, alimentam as pessoas e a economia”.

 

O presidente da Câmara Setorial e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura do Brasil (CNA), Ronei Volpi, falou sobre as boas perspectivas do setor. “Nós, que há pouco mais de 20 anos éramos o maior importador mundial de lácteos, hoje temos a segurança do abastecimento e também da segurança alimentar de 215 milhões de brasileiros e estamos partindo para um tempo breve em que seremos também um player no mercado internacional de lácteos”, afirma Volpi.

 

O secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Júnior, garantiu que o Mapa não mede esforços para apoiar o setor. “Temos a convicção de que o Brasil tem potencial para ser a maior bacia leiteira do mundo. Então, esse evento vai ajudar a criar esse ambiente pró-leite, que a gente precisa resgatar e que precisa potencializar”.

 

Para construir a campanha de forma coletiva, foram realizadas reuniões com a participação de representantes do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), de cooperativas, indústrias e produtores, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e outros parceiros. “Acredito que nós estamos aqui fazendo história e que essa ação será a primeira de várias que virão. Nós temos toda a capacidade de mostrar que o nosso setor consegue agir de forma coordenada e esse trabalho que está para ser iniciado é um exemplo disso”, disse o consultor da Câmara Setorial, Marcelo Martins.

 

A campanha visa mostrar que a cadeia produtiva do leite é fundamental para a saúde dos brasileiros, com seus nutrientes; para a economia, com a geração de empregos diretos e indiretos; para o meio ambiente, com boa alimentação e bem-estar animal; e para o país, que se desenvolve com o crescimento de todos os setores envolvidos.

O Brasil é o 4ª maior produtor de leite do mundo, produz mais de 34 bilhões de litros por ano. Dos 5.570 municípios brasileiros, 99% são produtores de leite. São mais de 1 milhão de produtores nacionais, a maioria da agricultura familiar. O setor movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano, gerando mais de 4 milhões de empregos no campo.

No G20, ministra Tereza Cristina defende mais recursos para o agro mundial

 

Na reunião com ministros da Agricultura do G20, em Florença, na Itália, a ministra Tereza Cristina defendeu ontem (17) que a próxima década deve ser marcada pela maior disponibilidade mundial de recursos para que produtores rurais possam adotar práticas inovadoras e sustentáveis.

 

Para a próxima década, é necessário ampliar a disponibilidade de recursos para a adoção de práticas inovadoras. Eles precisam ter custo e benefício adequados serem acessíveis a todos, e não apenas a alguns produtores subsidiados nos países ricos. Somente alinhando tecnologias sustentáveis com investimentos, faremos da agricultura um setor estratégico para uma recuperação verde”, disse, ao participar da sessão “Pesquisa como força motriz da sustentabilidade”.

 

De acordo com a ministra, a ciência é um dos principais pilares da sustentabilidade no agro. Primeiro, por criar ferramentas que permitem aos produtores rurais produzirem mais, usando menos recursos naturais. Em segundo, por trazer evidências científicas que garantem o fluxo adequado de alimentos. “Pesquisa e inovação são fundamentais para o desenvolvimento de uma agricultura de baixa emissão de carbono”, destacou.

 

Tereza Cristina criticou a adoção de medidas protecionistas por parte de países ricos, o que, segundo ela, afeta a concorrência global, aumenta o número de pessoas em situação de pobreza e impacta de forma negativa as comunidades rurais de nações em desenvolvimento. “O protecionismo, como todos sabemos, recompensa a ineficiência e é ruim para a sustentabilidade. Mas agora, além do protecionismo, também enfrentamos o “precaucionismo”. Os reguladores estão cada vez mais impondo medidas limitantes na tentativa de proteger os consumidores antecipadamente contra todos os tipos de riscos possíveis. Isso não é racional. Os países devem abster-se de implantar barreiras comerciais injustificáveis ​​e se concentrar na remoção permanente das barreiras pendentes”.

 

Para a ministra, todas as decisões e a regulamentação mundial do agro devem ser tomadas com base em evidências científicas. “A ciência é a chave para mantermos o comércio fluindo e os mercados previsíveis”.

 

 

Os membros do G20 são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e a União Europeia. A Espanha é convidada permanente. Os membros do G20 respondem por mais de 80% do PIB mundial, 75% do comércio global e 60% da população do planeta.

 

Reuniões bilaterais

 

Em Florença, Tereza Cristina teve reuniões com colegas dos países participantes. Ela encontrou-se com secretário dos Estados Unidos, Tom Vilsack, para debater agricultura sustentável e ações conjuntas de prevenção à entrada da Peste Suína Africana nos territórios brasileiro e norte-americano.

 

No encontro com o ministro da Espanha, Luis Planas Puchades, Tereza Cristina agradeceu o apoio do governo espanhol à assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia. “Concordamos que o comércio agrícola justo e livre beneficiará produtores e consumidores nos dois blocos”, disse.

 

Agenda

Neste sábado (18), a ministra irá debater com seus pares a Contribuição do G20 para a próxima Cúpula dos Sistemas Alimentares (Food Systems Summit) e para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26).