Algodão primeira época é semeado dentro da janela nas regiões norte e nordeste de MS

 

Segundo o informativo publicado, o plantio do algodão 1ª época nas Regiões Norte e Nordeste do estado teve início no fechamento do vazio sanitário, e se estendeu até o fim de dezembro. Ao todo foram semeados 24.103,1 hectares, representando 96,7% da área total de algodão em Mato Grosso do Sul na safra 2021/22.

 

No levantamento de campo realizado pela equipe técnica da Ampasul, a maioria das propriedades tive que realizar o replante de algumas pequenas áreas que foram afetadas pelo excesso de chuvas, o que acabou provocando o desenvolvimento da mela, causada por Rhizoctonia Solani. Do mesmo modo, outras áreas necessitaram de replante devido à ausência de chuva em alguns locais, que ocasionou escaldadura das plântulas emergidas e redução do estande desejado.

 

A principal praga até o momento tem sido ataque de trips (Frankliniella schultzei) na cultura, porém as equipes estão atentas a tais problemas e tem realizado as intervenções de forma rápida e eficaz.

 

De maneira geral, o plantio realizado pelas propriedades está representando o alto padrão de qualificação da equipe técnica, com boa distribuição e excelente uniformidade, aponta o informativo da Ampasul.

 

Destruição de plantas voluntárias

 

Na segunda quinzena do mês de dezembro a Ampasul iniciou o trabalho de arranquio das plantas tigueras de algodão nas margens das rodovias do estado. Foram aproximadamente 150 km em trechos da BR 060 entre os municípios de Paraiso das Águas passando por Chapadão do Sul, até a divisa com o estado do Goiás, e em alguns trechos da MS 306 entre os municípios de Chapadão do Sul e Cassilândia.

 

A destruição de plantas voluntárias é um dos mecanismos para evitar a proliferação das principais pragas e doenças do algodoeiro. A Ampasul recomenda aos produtores que destruam as plantas voluntárias nas suas lavouras de soja, milho, pátios e estradas das fazendas.

 

Clique aqui e veja o Informativo.

 

 

Fonte: Ampasul

Aprosoja/MS revisa estimativa de produtividade após estiagem no Estado

 

Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS – Aprosoja/MS, cerca de 26% das lavouras se encontram em estado ruim, o percentual supera 970 mil hectares. O diagnóstico do atual estado das lavouras, fez com que a Associação revisasse, para baixo, a estimativa de produtividade para a safra 2021/22, passando de 56,38 sacas por hectare, para 53,69 sacas por hectare.

 

A nova estimativa de produtividade representa uma retração de 14,56% em relação a safra passada, quando os produtores colheram 62,84 sacas por hectare. “Viemos de uma segunda safra de milho bastante conturbada, em que o produtor sentiu bastante no bolso e agora, infelizmente mais uma notícia negativa. O impacto foi muito grande nas regiões sul, sul-fronteira, sudoeste e sudeste, enquanto a região norte, oeste, centro e nordeste estão em uma situação mais confortável”, explica o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.

 

O projeto SIGA – Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, administrado pela Semagro e Aprosoja/MS, começou o ano com recorde de visitas em propriedades rurais, a fim de levantar os efeitos da estiagem. O material técnico de avaliação das lavouras já está nas mãos da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do governador de MS, Reinaldo Azambuja; e do secretário (Semagro) Jaime Verruck, para que possam estudar os detalhes de cada região. O estudo também foi dividido com entidades financeiras, que poderão, juntas, tentar minimizar os problemas, criando uma ação conjunta.

 

Além dos 26% das lavouras sul-mato-grossenses em estado ruim, a Aprosoja/MS constatou que 23% estão em estado regular e 51% em estado bom. O cenário também baixou a estimativa de produção, passando de 12.773 milhões de toneladas para 12.164 milhões, uma redução de 8,58% em relação ao ciclo anterior, quando MS colheu 13.306 milhões de toneladas.

 

“Mato Grosso do Sul apresenta uma diversidade muito grande nas questões climáticas, principalmente em ano de La Niña, como foi 2021. Mas os produtores estão mais atentos, temos mantido uma conversa direta, levando orientações. Tivemos recorde de contratações de seguro rural, e sempre chamamos a atenção quanto a atenção necessária nas cláusulas contratuais, que precisam ser claras quanto a sua cobertura”, esclarece Dobashi.

 

Ainda segundo o presidente, houve pouco replantio nesta safra, devido ao volume considerável de chuvas nos meses de setembro e primeiros 10 dias de outubro, que animaram o agricultor na fase de plantio. “O produtor estava muito seguro para comercializar nessa época, já fazendo suas travas para garantir os custos de produção. Do total comercializado até o momento, cerca de 36,50%, o maior volume foi feito nesse período de plantio, quando estimávamos uma safra mais positiva”, finaliza o presidente da Aprosoja/MS.

 

Clique aqui e leia na íntegra o relatório do SIGA MS.

 

Fonte: Aprosoja

Cursos técnicos do Senar estão com inscrições abertas até o dia 24 de janeiro

 

Os interessados em iniciar 2022 com foco em uma formação no setor rural têm até o dia 24 de janeiro para se inscrever no processo seletivo dos cursos técnicos gratuitos em Agronegócio, Fruticultura e Zootecnia, na modalidade a distância. As formações técnicas são oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

 

Os candidatos precisam ter concluído o ensino médio. As vagas prioritárias são destinadas a produtores rurais e seus familiares, além de trabalhadores do meio rural.  Para ler o edital e o formulário acesse site etec.senar.org.br

 

Os três cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação e o diploma é válido nacionalmente.

 

Zootecnia: Oferecido pela primeira vez pelo Senar, o curso tem carga horária de 60% a distância e 40% em atividades presenciais. As 1.250 vagas estão disponíveis 50 polos nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

 

Agronegócio: a formação tem carga horária de 80% de atividades a distância e outros 20% de atividades práticas.  São 1.515 vagas distribuídos em 61 polos de apoio presencial do Senar nos estados Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

 

Fruticultura: o curso é 70% online e 30% presencial com carga horária total de 1350 horas. São oferecidas 630 vagas distribuídas em 26 polos de ensino em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, e Sergipe.

 

Antes de efetivar a inscrição, os candidatos devem ler o edital atentamente. Embora os cursos sejam a distância, o candidato deve indicar um dos polos de ensino para participar das atividades práticas.

 

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 642 0999 com atendimento de segunda a sábado, das 8h às 20h (horário de Brasília).

 

Fonte: CNA

Valor da Produção Agropecuária de 2021 atinge R$ 1,129 trilhão, segundo ministério

 

Em 2021, o  Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,129 trilhão, 10,1% acima do valor alcançado em 2020 (R$ 1,025 trilhão). De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras somaram R$ 768,4 bilhões, o equivalente a 68% do VBP e crescimento de 12,7% na comparação com 2020; e a pecuária, R$ 360,8 bilhões (32% do VBP) e alta de 4,9%.

 

A nota técnica informa que o bom desempenho do agro ocorreu mesmo diante da falta de chuvas, seca e geadas em regiões produtoras.

 

Os produtos com melhores resultados no VBP foram: soja, R$ 366 bilhões; milho, R$ 125,2 bilhões; algodão, R$ 27,6 bilhões; arroz, R$ 20,2 bilhões; cacau, R$ 4,2 bilhões; café, R$ 42,6 bilhões; trigo, R$ 12,5 bilhões; carne bovina, R$ 150,9 bilhões; carne de frango, R$ 108,9 bilhões; e leite, R$ 51,8 bilhões. Juntos, responderam por 76% do VBP do ano passado.

 

 

“Três fatores podem ser citados como impulsionadores desse crescimento – preços favoráveis, quantidades produzidas e o mercado internacional que em geral tem sido favorável para vários desses produtos. O mercado internacional e os preços foram os mais relevantes desses fatores”, destaca a nota técnica.

 

VBP 2022

 

Para este ano, as perspectivas de produção do agro permanecem positivas, com valor estimado de R$ 1,162 trilhão, 2,9% acima do obtido em 2021.

 

“Continuam boas as chances para algodão, café, milho, soja, trigo e produtos da pecuária, especialmente carnes bovina e de frango. Também não devemos ter problemas de abastecimento interno e externo, pois como mencionado as previsões são de safra elevada de grãos e oferta satisfatória de carnes”, avaliam os técnicos.

 

O que é o VBP

 

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais. O valor real da produção é obtido, descontada da inflação, pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Produtores rurais contrataram 30% mais financiamentos de julho a dezembro de 2021

De julho a dezembro de 2021, o equivalente a seis meses da Safra 2021/2022, os produtores rurais contrataram R$ 159,7 bilhões em crédito rural, uma elevação de 30% em comparação ao mesmo período da safra anterior.

 

Para apoio à comercialização, as contratações somaram R$17,3 bilhões (+ 65%); custeio R$ 86,8 bilhões (+29%); investimento R$ 46,7 bilhões (+24%) e a industrialização, R$ 8,8 bilhões (+23%). Entretanto, o número total de contratos apresentou queda de 7% em relação ao período anterior, sendo que nos investimentos essa redução foi de 15%, conforme levantamento da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

A Região Norte, apesar de ter menor representatividade no crédito rural, continua apresentando melhor desempenho nas contratações de crédito rural, com aumento de 30% em número de contratos e 46% no valor contratado. As demais regiões apresentaram decréscimo no número de contratos de investimento.

 

A participação dos recursos controlados no valor total das liberações foi de 68%, a mesma observada em igual período da safra anterior. Essa participação foi de 50% para os Recursos Obrigatórios e os da Poupança Rural Controlada.

 

Os recursos da Poupança Controlada concentraram-se nas finalidades custeio (70%) e investimento (30%), e os da fonte Recursos Obrigatórios foram majoritariamente destinados para custeio (74%) e industrialização (20%).

 

Em decorrência dos remanejamentos de recursos equalizáveis em dezembro último, houve aumento de R$ 1,72 bilhão na disponibilidade para custeio, sendo R$ 710 milhões para Pronaf, R$ 270 milhões para Pronamp e R$ 741 milhões para Demais Produtores. Em relação aos investimentos, o maior aumento na dotação de recursos ocorreu para os programas ABC (+ R$ 195 milhões) e PCA (+R$ 93 milhões).

 

Os programas de investimento com maiores recursos contratados foram:  Procap-Agro (95%), Moderfrota, 65% e o Pronaf (62%), sendo 83% para os programas que utilizam recursos não equalizáveis. O aumento expressivo das contratações do Procap-Agro (+ 4.237%) justifica-se pelo fato dos recursos disponibilizados na safra 2021/22 serem aproximadamente quatro vezes superior ao da safra passada, situando-se em R$ 1,5 bilhão.

 

Já a diminuição das contratações do PCA (-40%) e Prodecoop (-74%) ocorreu em função da alteração, em outubro de 2021, do prazo para registro das operações de 180 dias para dois dias úteis, que por serem de elevado valor e complexas, demandam mais tempo para sua realização. De acordo com os agentes financeiros, essa redução não corresponde ao tamanho das operações de financiamento realizadas por já terem comprometido parte significativa do montante programado com operações em fase de aprovação.

 

Por fim, os saldos totais dos recursos equalizáveis, remanescentes no final de dezembro de 2021, foram de 36% para os investimentos e de 37% para o custeio, comercialização e industrialização.

 

Agricultores familiares já podem consultar produtos com direito a bônus do PGPAF

Neste mês de janeiro, foram incluídas na lista do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) a batata, do estado do Paraná, e a manga, do Rio de Janeiro. A subvenção, cujo cálculo é realizado pela Companhia Nacional Abastecimento (Conab), é oferecida pelo Governo Federal com base no valor médio de mercado. A portaria com a lista de todos os produtos foi publicada no Diário Oficial da União, com validade a partir desta segunda-feira (10) até 9 de fevereiro próximo.

 

O produtor do quilo da manga carioca terá direito a um bônus de 40,32%, maior do que foi oferecido no último mês a outros estados, quando saiu por 14,52% para São Paulo e 10,48% para a Bahia. O cálculo tem como base o preço médio de mercado de R$ 0,74/kg e, de garantia, de R$ 1,24/kg. Já a batata só garantiu bônus para o produtor paranaense, que vai receber 4,98% de subvenção, calculada sobre um preço médio de mercado de R$ 43,48 a saca de 50 kg, resultando num preço de garantia de R$ 45,76 a saca de 50 kg.

 

Da lista dos que permanecem recebendo bônus este mês, estão açaí (AC), banana (AL, CE, PB e PE), cará/inhame (AM e ES), feijão caupi (MA, MT e TO), manga (BA e SP) e maracujá (CE). Desses, os maiores valores de bônus são da banana pernambucana (62,11%) a saca de 20kg, do cará/inhame amazonense (39,39%) o quilo, e do feijão caupi mato-grossense (31,94%) para a saca de 60 kg. Deixaram de receber bônus em janeiro banana (ES e RR), borracha natural (MA), castanha de caju (BA), laranja (PA) e maracujá (SE).

 

A lista com os produtos que são comercializados com os preços abaixo da média de mercado e com direito ao prêmio ofertado pelo programa é renovada a cada mês. O benefício do PGPAF é utilizado pelo agricultor como desconto nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

 

>> Clique aqui e acesse a lista completa na portaria publicada no Diário Oficial

Com estiagem e queda na produção de soja, decreto de emergência ajuda produtores

 

Levantamento feito pela Aprosoja-MS, Semagro e Famasul mostra que a estiagem em Mato Grosso do Sul provocou a retração de 4,77% na produtividade prevista para safra de soja de 2021/2022, caindo de 56,38 para 53,69 sacas por hectares.  A expectativa que era de 12,773 milhões de toneladas, agora está em 12,164 milhões.

 

Para ajudar e apoiar os produtores que foram prejudicados com este cenário, o governador Reinaldo Azambuja decretou, na semana passada, a situação de emergência em todo Estado devido a estiagem. Esta ferramenta permite que o produtor acione o seguro agrícola, o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e busque prorrogar as parcelas dos financiamentos.

 

“Desde o mês de dezembro, estamos monitorando a questão da estiagem e seca prolongada em Mato Grosso do Sul. Estamos com volume de chuvas muito pequenas, que trazem grandes problemas em todo Estado, por isso decretamos a situação de emergência nos 79 municípios”, afirmou o governador.

 

O titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck, destacou que a estiagem teve relação direta nos números da safra. “Pela produtividade média que era de 58 sacas por hectares, a nossa estimativa inicial era chegar nos 12,77 milhões de toneladas, mas ao longo deste processo, tivemos o problema de crise hídrica muito forte em dezembro, principalmente no Conesul, de Dourados, Ponta Porã até Mundo Novo, que foram as áreas mais afetadas”, afirmou o titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck.

 

Na comparação com a produtividade da safra 2020/2021 houve uma retração de 14,56%, passando de 62,84 sacas por hectares para 53,69. Neste cenário a produção caiu 8,58%, passando de 13,306 milhões (toneladas) para 12,164 milhões.

 

O secretário, no entanto, destacou que ao menos a área plantada de soja foi a recorde neste ano, tendo um aumento de 7% comparada a safra do ano passado, passando de 3,529 milhões de hectares para 3,776 milhões (hectares). “Trata-se de uma estratégia que o governo desenvolveu de recuperação de áreas, para novas áreas para produção de soja”, explicou.“Já houve esta perda efetiva consolidada, agora vamos monitorar e verificar como isto vai ocorrer nos próximos meses. Já se iniciou a colheita da soja em algumas áreas e depois segue o plantio do milho. Além da perda na economia, temos que lembrar que muitos produtores fizeram contrato e vendas antecipadas junto ao mercado”, ponderou Verruck.

 

Decreto de emergência

 

Precisamos que a União reconheça este decreto estadual ou faça um reconhecimento federal, para que se possa prorrogar parcelas de seus financiamentos aos produtores. No próximo dia 13 (janeiro) estarei com a ministra Tereza Cristina visitando algumas áreas afetadas em Ponta Porã”, revelou o secretário. O decreto de situação de emergência em função da estiagem vai ajudar diversos setores da produção do Estado, desde o cultivo de soja, assim como agricultura familiar, pastagens e outros setores atingidos. Além do seguro agrícola, outro ponto importante é o governo federal reconhecer a situação no Estado.

 

No levantamento em relação a produção de soja, as regiões do Estado mais afetadas devido a estiagem foram Sudeste e Sul-Fronteira, em cidades como Mundo Novo, Jateí, Japorã, Novo Horizonte do Sul, Taquarussu, Nova Andradina, Batayporã, Itaquirai, Eldorado, Ivinhema, Tacuru, Paranhos e Sete Quedas.

2021: Apesar da pandemia, Brasil registra recorde de produção de proteína animal

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2021, apesar de ser mais 1 ano de pandemia, a indústria de proteína animal registrou mais um recorde de produção. Foram 14,3 milhões de toneladas de carne de frango, 4,7 milhões de toneladas de suínos e 54 milhões de ovos.

 

Tais números reafirmam que, durante os últimos 2 anos de pandemia, a indústria brasileira de proteína animal não paralisou a sua produção, como aconteceu em alguns países. Assim, o setor conseguiu cumprir um papel importante de atender a demanda dos consumidores do Brasil e do exterior.

 

Porém, embora tenha sido alcançado um recorde na produção de carne suína, de frango e de ovos, a rentabilidade ficou apertada por causa do custo de produção.

 

“Fizemos mais oferta do mercado interno do que havia no ano anterior. A gente aumentou a oferta para os brasileiros para que eles pudessem ter mais capacidade de comer, inclusive em substituição a carne bovina que está mais cara e a diminuição de poder de compra das pessoas deu mais chances de comer mais frango, suínos e ovos. Então por esse lado foi positivo”, diz Ricardo Santin, presidente da ABPA.

 

Exportações à China

 

Essa grande oferta serviu não só para atender o mercado interno, mas também para aumentar o volume de exportações, que bateu recordes. Com ajuda de um câmbio favorável, as receitas em dólar ajudaram a minimizar o impacto dos custos de produção.

 

A China continua sendo a maior importadora da carne suína e de frango do Brasil. De todo o volume exportado em 2021 de carne suína, 48% têm como destino os chineses. No caso da carne de frango, houve uma pequena redução de 4% em comparação ao ano passado, mas o Brasil embarcou mais de 600 mil toneladas.

 

Porém, nos últimos 2 meses, os chineses diminuíram um pouco o ritmo de compras porque fizeram um movimento de abates antecipados. Com isso, aumentou a oferta no mercado local e os preços sofreram uma redução.

 

Busca por novos mercados

 

A China já anunciou que vai ser autossuficiente da produção de carne suína em 95%. Por isso, segundo Santin, espera que, em 2021, o Brasil consiga abrir o mercado do Canadá, México e Europa.

 

“Temos uma boa notícia: a Rússia, que tinha se tornado exportadora, agora está voltando a importar porque por causa da peste suína africana que continua na Eurásia e Ásia. E aí a Rússia está fazendo uma cota de 100 mil toneladas. É um volume bastante importante de um produto que inclusive é muito similar do que se exporta para a China”, analisa o presidente da ABPA.

 

Reformas Estruturantes

 

De acordo com Santin, para 2022, será fundamental reduzir o chamado “custo Brasil” que o produto seja mais competitivo e que não haja dependência do câmbio. “O câmbio ajudou demais, foi muito importante para a gente passar essa travessia dos últimos dois anos, mas a gente sabe que o Brasil estabilizando um pouco mais, as economias, fazendo as reformas estruturantes que estão precisando, o câmbio vai retroceder”.

 

Por isso, ele aponta “uma reforma tributária, novos berços de portos maiores e calados mais profundos para receber navios maiores são coisas simples, como agora a aprovação da BR do Mar” (que vai permitir a cabotagem das áreas oceânicas da costa brasileira) como melhorias necessárias.

 

Ano novo

 

Apesar de todas as dificuldades, o setor espera produzir em 2022 cerca de 14,7 milhões de toneladas de aves e 4,8 milhões de toneladas de suínos para continuar mantendo o equilíbrio entre a demanda interna e internacional. Segundo a ABPA, uma coisa que não deve mudar em 2022 em relação a 2021 é: as carnes suínas e de frangos estarão presentes nos churrascos brasileiros.

 

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/em-2021-brasil-registrou-recorde-de-producao-de-proteina-animal/18440/

ACRISSUL

Pesquisa revela que casca de ovo é matéria-prima para preenchedores dérmicos

O preenchimento dérmico é um procedimento amplamente utilizado para corrigir rugas, cicatrizes ou sulcos na pele. A técnica, que tem um mercado global estimado em US$ 9,4 bilhões até 2028, consiste na aplicação de injeções de ácido hialurônico na região a ser tratada.

 

Uma inovação desenvolvida pela startup brasileira BioSmart Nano ajudará a colocar nesse mercado um produto que deverá abrir caminho para a próxima geração de preenchedores dérmicos.

 

Por meio de um projeto apoiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, a startup desenvolveu um processo de extração de ácido hialurônico de alta pureza a partir da casca de ovo. A matéria-prima deverá ser utilizada na produção de um novo gel preenchedor. Para isso, a empresa brasileira também desenvolveu, com parceiros dos setores público e privado do Canadá, um novo processo de estabilização do ácido hialurônico a partir de um componente inovador.

 

De acordo com Hélida Barud, CEO da BioSmart Nano, o novo processo de estabilização permite dar à formulação do gel um maior tempo de permanência no tecido com um grau de viscosidade ideal – um ajuste de importância crucial para os preenchedores dérmicos.

 

“O preenchedor é um gel e, se escorrer excessivamente, não produz a sustentação adequada. Mas, se a viscosidade for muito alta, ele não passa pela agulha e não tem aplicabilidade”, explica Barud.

 

A BioSmart Nano foi fundada em Araraquara, no interior de São Paulo, em 2016, e a partir de 2018 teve diversos projetos aprovados no programa PIPE-FAPESP, incluindo o de desenvolvimento da tecnologia relacionada ao ácido hialurônico.

 

“No caso desse projeto, a fase 1 do PIPE, em 2018, e atualmente a fase 2 foram dedicadas a desenvolver a rota de extração da matéria-prima por uma via inovadora, com o aproveitamento de casca de ovos. A tecnologia, iniciada em outubro de 2020, também está focada na obtenção de um produto diferenciado, em conjunto com os parceiros canadenses”, diz.

 

Segundo Barud, o passo inicial, que foi o desenvolvimento da nova rota de extração da matéria-prima, foi fundamental porque não existem empresas brasileiras que produzam ácido hialurônico.

 

Para fazer a extração do composto a partir de uma matéria-prima como a casca de ovo é preciso descalcificá-la e, para isso, pelo método convencional, seria preciso utilizar muitos ácidos em um processo que envolve diversos solventes, que depois são removidos para que não fiquem resíduos no ácido hialurônico. Esses resíduos, porém, podem se tornar um problema ambiental.

 

“Conseguimos fazer isso com solventes mais orgânicos, que não são tão agressivos e não produzem tantos resíduos que possam agredir o meio ambiente. Com esse novo método de extração, trabalhamos em uma rota ‘verde’ para obter o ácido hialurônico”, avalia Barud.

 

Parceria internacional

 

Em 2020, a BioSmart Nano foi contemplada com um projeto do Programa de Assistência à Pesquisa Industrial do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC/IRAP, na sigla em inglês), que buscava uma startup brasileira qualificada para consolidar uma parceria.

 

De acordo com Barud, naquele momento, a aprovação da fase 2 do PIPE-FAPESP foi fundamental para a decisão do governo canadense de estabelecer a parceria.

 

Segundo ela, o projeto tem o objetivo de formular um novo gel preenchedor com base no ácido hialurônico extraído da casca de ovo e estabilizado por um componente inovador patenteado pela empresa canadense Coesys, também parceira no projeto.

 

“Essa empresa canadense patenteou um biopolímero degradável que pode ser utilizado para o reparo ósseo e tecidual, que funciona como uma espécie de ‘cola para ossos’. Já há produtos no mercado com base nesse material, mas percebemos uma necessidade de diversificação”, afirma Barud.

 

O projeto apoiado pelo PIPE-FAPESP está previsto para terminar este ano e a parceria com o Canadá vai até 2023.

 

“A ideia é incorporar o biopolímero da empresa canadense em nossa produção de ácido hialurônico, a fim de estabilizar o gel e obter uma formulação diferenciada para a produção de um preenchedor dérmico de nova geração, que proporcione maior sustentação ao tecido, melhores propriedades de biotoxicidade e evite inflamações locais”, explica Barud.

 

De acordo com Barud, apesar dos atrasos impostos pela pandemia de COVID-19, o projeto já está em fase adiantada. “Já estamos na fase de testar as formulações. No primeiro trimestre de 2022 pretendemos fazer os testes de toxicidade e, em seguida, começar os ensaios clínicos em animais”, diz.

 

Nesse processo, por conta do grande potencial de inovação de seus projetos, em junho de 2020 a BioSmart Nano tornou-se sócia da Seven Biotecnologia e passou a fazer parte do Grupo Empresarial Seven. A expertise gerencial garantiu à startup apoio nas áreas jurídica e de contabilidade e a parceria possibilitou a contratação de dois funcionários.

 

A pesquisadora estima que, quando o projeto chegar à fase de validação e regulamentação, os custos aumentarão exponencialmente. “Avaliamos que gastaremos cerca de R$ 500 mil só com o processo de regulamentação junto à Anvisa. Por isso, embora a verba da FAPESP tenha sido vital para iniciar o projeto e consolidar a parte científica, teremos que seguir adiante buscando novos caminhos e também aportes de investidores”, avalia Barud.

 

O objetivo, segundo ela, é que o novo gel preenchedor esteja no mercado em 2024. Antes disso, será preciso realizar os testes em animais, planejar o escalonamento da produção e conquistar mercado.

 

“Estamos percebendo que talvez seja mais simples obter a aprovação da FDA [a agência regulatória de fármacos dos Estados Unidos] para depois entrarmos com o processo de aprovação na Anvisa. A jornada ainda é longa, mas o fundamental agora é consolidar a parte científica. Nossa intenção é ter o produto no mercado em 2024, mas vamos também estudar outras possibilidades, como a transferência de tecnologia, caso se conclua que não vale a pena produzir”, afirma Barud.

 

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/casca-de-ovo-e-materia-prima-para-preenchedores-dermicos/18506/

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